quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Poema(REGº)
























Poema:
A HORA DO CAFÉ…

Não é fácil acordar,
quando sentimos que a noite
tem vontade de continuar a viver.
Mas há aquele sorriso, que nos morde os lábios…
…que nos faz arder a face
…que nos revolve os cabelos
…que nos faz abrir os olhos
[ e dar de caras CONNOSCO!
O corpo reage aos sentidos e acomoda-se às pregas
dos lençóis de linho, branquinhos, amarrotados…
E então…

ACORDAMO-NOS. SORRIMO-NOS.BEIJAMO-NOS.

E sobre a pele que NOS ADORAMOS,
______ navega novamente o desejo ardente
________dos nossos-corpos-navios, que se aprestam a partir
___________ sem nunca terem ido embora.

E, como animais gritando o cio dos milénios,
não conseguimos dizer se morremos, se vivemos,
naquele momento em que nos desfazemos,
para voltar a viver o TUDO que NOS damos!

Sabemos ( sequer sabemos?) que a eternidade é
___aquele Momento em que NOS partilhamos
_____com a sede e a fome que NOS sentimos, em palavras,
_______em cicios rumorosos de falas que não são falas,
__________em que misturamos saliva, lábios, mãos irreverentes,
____________lágrimas de alegria-que-a-própria-ALEGRIA-chora…(ou ri?)

Saboreamo-NOS. Somos água, somos suor, somos espuma dos oceanos,
nas ondas do nosso Instante mais íntimo…
E o nosso sorriso é quase tudo o que nos falta, para NOS darmos,
quando acendemos Outra luz, em cada um dos nossos dias.

TOMAMOS um café, Amor?

Maria Elisa Ribeiro- -Portugal

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