domingo, 21 de agosto de 2016

Poema meu(obra REGª)














Poema

ONÍRICO, NATURALMENTE...

naturalmente abraçados
às confidências
da noite,
acordamos enleados
sem sentir as notas desenfreadas
da melodia das névoas
nos renovados raios de sol,
que nos batem
à janela, apressados.
luzes opalinas da aurora
pingam gotas
de azul-orvalho.
um audacioso pardal
ansioso por dar
os bons-dias ao mundo,
levanta voo de uma
robusta árvore e
parte, dançando,
para o horizonte profundo.
aconchego-me ao teu olhar.
e o meu peito,
abraçado à tua sombra,
ouve a voz do teu Outrora
na minha sede de Agora,
com vontade de cantar os
teus lábios nos meus sufocados.
é ainda a juventude, amor,
que me impele a sonhar
a memória de uma história antiga.
junto ao rio, geme o salgueiro
de braços pendentes,
cansados de tocar nas águas,
que fluem indiferentes.
não há Presente sem Passado…
mas nada sabemos do Futuro…
neste Presente vivo,
aninhada em teus braços,
há o sorriso nos lábios
com que damos outros passos.


Maria Elisa Ribeiro
Maio/015





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