
Poema :
NO INTERVALO ENTRE O UM E O DOIS…
E tu eras o bem mais Antigo de todas
as Antiguidades que conheci.
Eras a doce monotonia solitária do
eterno amor que eu não sabia…
Por ti, a vida parecia água a sair de uma fonte de pedra,
por onde bebia até à saturação de
uma sede estranha, que nunca imaginei sentir….
…e a pedra escorria anos demarcados na lisura
forçada da água, que fazia crescer musgos de boca aberta,
que ultrapassavam tudo o que me excluía da fonte a jorrar…
E EU-ERA-EU-TÃO-AO-LONGE-DE-TI!
O rumor do voo dos insectos adormecia-me
em nuvens antigas, que corriam de fugida
quando, verdadeiramente,
eras tu quem conhecia todos os meus caminhos
que, afinal, sabiamente, percorrias.
MEU HOMEM DAS COLUNATAS DE KNOSSOS!
Meu homem de tocar a revelação dos céus
na minha limitada Liberdade da fartura do corpo
que não pede, porque não precisa de pedir pelo que quer DAR…
Se a minha vida se mantiver-ela-mesma,
virás tu das alturas do Desconhecido Antigo
para te abraçares às modernidades
que já vivi contigo?
Estarei entre os dois algarismos da vida, o Passado e o Presente…
…o Um e o Dois,
para preencher o intervalo perdido, que me separou de ti,
NO-ONDE-FOMOS-A-UNIDADE
Maria Elisa Ribeiro-Portugal
AGT/016
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