sexta-feira, 4 de setembro de 2015

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Milhares de migrantes e refugiados vão a pé da Hungria para a Áustria pela auto-estrada


por DN.pt com LusaHojeComentar


Fotografia © REUTERS/Laszlo Balogh


Cerca de 300 pessoas fugiram do campo de refugiados na Hungria para se juntar à marcha. Iniciativa cidadã para "ir buscar" refugiados de automóvel particular ganha apoio no Facebook.


Milhares de refugiados e migrantes percorrem a pé a auto-estrada húngara M1 em direção a Viena, Áustria. Seguem sob o sol, com pouca água e comida. A marcha de protesto junta pessoas que abandonaram a estação de comboios de Budapeste, onde estão paradas as linhas internacionais de forma a impedir os migrantes de seguir viagem para a Europa ocidental. Muitos têm como destino final Munique, na Alemanha, atravessando a Áustria.


"Muito calor. Muito pouca água. Uma visão horrível, patética", escreve James Mates da ITV.

Alguns grupos húngaros no Facebook começam a organizar-se para alojar e fornecer mantimentos às pessoas que se propõem a fazer 200 quilómetros a pé para chegar à Áustria. Também no Facebook, uma iniciativa cidadã tem como objetivo juntar uma coluna de automóveis particulares para "levar tantos refugiados quanto possível de Budapeste para Viena e de lá, se possível, para a Alemanha", escrevem as administradoras da página e criadoras da iniciativa.

Mais de 300 migrantes e refugiados fugiram do campo de acolhimento para refugiados de Roszke, onde estão alojadas mais de 1500 pessoas, para se juntar à marcha que segue para a Áustria. "Segundo as nossas estimativas, 300 imigrantes ilegais saltaram a vedação do centro de reunião de migrantes de Roszke às 11.30 (10.30 em Lisboa), em duas vagas, e correram para a autoestrada M5", informou a polícia húngara num comunicado, sublinhando que "foram tomadas medidas para a sua interpelação".

A Hungria encerrou as linhas de comboio internacionais a partir de Budapeste, e tentou transportar migrantes e refugiados de comboio até ao campo de Rosze, que acomoda cerca de 1500 pessoas. Mas muitos saltaram as vedações e os portões e optaram por percorrer a pé os mais de 200 quilómetros que os separam da Áustria, sob o sol, e com pouca água. O Guardianconta que existem húngaros a distribuir água e comida às pessoas que caminham.

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