segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

POEMA(meu)








POEMA:







HORAS-DE-MAGIA

Entre bosques e serranias, aprendi a amar
os deuses do silêncio das horas, escondidos em ervas rasteiras…


(O silêncio, hoje, é o ruído da canseira dos movimentos do AMOR…)




Imaginava-os minúsculos, com poderosos músculos,
para me susterem nas brincadeiras…

(Como tu, hoje, ao conduzires-me na hora da sensual magia…)




Irradiava, então, luz e calor, no fervor das tropelias loucas,
de quem nada sabia de outro amor que não o da Natureza fresca,
presa por raízes, onde se escondiam perdizes, codornizes e
pássaros do chão, nos ninhos da criação…




(Era a Hora da consumação no cio…)




Os insectos perdiam-se, loucamente, por entre os odores do farto pinhal!




(Hoje…eu e tu…não é igual?)




ÉTER, deus do silêncio, punha um dedo na boca, a lembrar-me que,
na catedral da vida, fazer ruídos era atitude louca…




(Agora, na hora de explodir de Amor, tapas, com a tua, a minha boca…)




Hoje, MULHER, revelo-me ao mergulhar em mim!
Sou fogo de amor…chama de paixão…
Exalto-me e consumo-me consciente da minha singularidade sensual…
E ao som da música da Primavera que escorre, em brasa,
da minha entrada mais funda, seduzo o mundo teu,
o que me dás na hora quente, em que nos fundimos em sexo ardente!




Imobilizo-me no tempo que dura o meu poema-música…
E sou Drama-Comigo-Própria! Ajo e reajo na consciência de MIM!
Vejo urzes e giestas…penso-as…sinto-as…no “leito –chão” com defeito,
ao qual dou a perfeição que advém da nossa união de amor!




Um relâmpago feito de Ideias, atravessa, impune, a Noite da Vida…




(É teu corpo dentro do meu…Sou EU…parte do teu!)




O meu rouxinol interior desata a cantar sons de flor,
chuva de odores temporais, palavras de suspirar…




(Cheiro de sémen…semente no fundo de MIM- MULHER…)




Hoje, secretária das minhas recordações,
forço-as a ligarem-se por associações de alegria
para frutificarem em PALAVRA-POESIA!
…e Gaia, Mãe Natureza, identifica-me no conceito de Amor-Dádiva!




(Eu…agora…momento de SER-MULHER na oferta do tesouro meu, a desabrochar…)







Maria Elisa Rodrigues Ribeiro

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