quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Poema (meu)










Poema:




DE MÃOS DADAS




Escureceu, lá fora, no relento do vento, que leva o tempo.
Dormem já os anjos no sorriso dos lábios húmidos da terra.
As estrelas estão cá dentro, no céu que somos tu e eu.


___________Mil pestanas cansadas, sabem que meus olhos
_____________de mãos dadas com os teus,
_______________fizeram ninho na palma da tua mão
________________onde esconderam o segredo das sombras,
__________________que velam o sonho da ilusão
[ e das quimeras-em-tormento.]

Olha-me, agora…
Sorri de alegria à vida, que é este nosso dia, à noite …


Transpiras… e chego-me mais ao teu peito, de modo
a poder lavar-me nas ondas do teu respirar.


Não é pedir demais desafiar o sol com o olhar…
…é só acalmar o nevoeiro do vento que sinto em mim a soprar…
…é ouvir a música que te vai no coração
tocando as notas da melodia que te passa pelas mãos…




Dá-me as tuas mãos…
Preciso de as sentir no corpo que,
a sorrir, pode ser a perdição.




Abre as portas do meu céu…
…do meu inferno, talvez… abertas no livro onde lês
o sangue que me queimou…
Segue a bússola da alma, onde o amor vai rasgando anos
a entregar ao azul do céu o rosto dos nossos versos.




Lá fora, é o fora de portas…é a noite a uivar as trevas da escuridão…são as horas mortas de quem não viveu o céu da felicidade imensa do segredo das eternidades…
Lá fora, a terra tremeu, em cada beijo que demos…
Insidiosa, chamou o amanhecer, que escureceu sem se deixar ver…
Sentimos esse tremer, no brilho dos nossos olhos…




E a estrela da manhã deixou o Olimpo dos deuses
e pousou naquele Momento
do qual nós fomos os donos…




Maria Elisa Ribeiro
JAN/015

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