terça-feira, 7 de março de 2023

POEMA

 







                                      BOCADO DE ALMA

 

 

Soltou-se de meu peito um simples pedaço da ALMA.

Voou como folha outonal ao som de um Vento anormal.

A cascata de luz que lhe estava tão perto

 quando partiste  ficou um  triste deserto.

Impossível esquecer nossos abraços

Que te prendiam à Vida quando iam de mim-para-ti.

 

Ardo sempre de paixão, num fogo lento, esfriado,

Esperando que um sopro forte te  traga para  meu lado.

Abre-se  em concha a manhã da minha madrugada...

Esplendor e dor...

Desvanece-se aquela linha que separa o real do imaginário

Onde não distingo a resignação do arrependimento.

 

MEU DOLOROSO CALVÁRIO!

 

Pairo entre o dormir e o acordar

Não estou calma, minh’alma, se não te sinto a chegar.

Vagueias pelos meus dias      vês tristezas e alegrias

e mexes nas reflexões das minhas tristes ilusões.

Ao longe, no horizonte,paira uma nuvem amarela...

Não consigo imaginar-te perdido no meio dela.

Falta-me o bocado de ALMA

                                               que só inteira te consegue ver...

 

 

Maria Elisa Ribeiro

FEV/2023

©Texto Registado

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