BOCADO DE ALMA
Soltou-se de
meu peito um simples pedaço da ALMA.
Voou como
folha outonal ao som de um Vento anormal.
A cascata de
luz que lhe estava tão perto
quando partiste ficou um triste deserto.
Impossível
esquecer nossos abraços
Que te
prendiam à Vida quando iam de mim-para-ti.
Ardo sempre
de paixão, num fogo lento, esfriado,
Esperando
que um sopro forte te traga para meu lado.
Abre-se em concha a manhã da minha madrugada...
Esplendor e
dor...
Desvanece-se
aquela linha que separa o real do imaginário
Onde não
distingo a resignação do arrependimento.
MEU DOLOROSO
CALVÁRIO!
Pairo entre
o dormir e o acordar
Não estou calma,
minh’alma, se não te sinto a chegar.
Vagueias
pelos meus dias vês tristezas e
alegrias
e mexes nas
reflexões das minhas tristes ilusões.
Ao longe, no
horizonte,paira uma nuvem amarela...
Não consigo
imaginar-te perdido no meio dela.
Falta-me o
bocado de ALMA
que só inteira te consegue ver...
Maria Elisa
Ribeiro
FEV/2023
©Texto Registado

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