POEMA:
ORLAS DE ETERNIDADE
Foi profundo
o espaço-do-tempo de todas as inocências
do Existir.
Resta ao homem,
ser na essência da clarividência da verdade,
a realidade-Acontecer.
O poeta acorda e senta-se na mão do sol,
que se prende à raiz subcutânea
da verde orgânica-matriz!
Nas pétalas das flores e nas copas das árvores,
fixam-se as sílabas que rebentam a vida telúrica
da terra-ventre-
vida-raíz.
Então, o universo, numa orla de eternidade,
apressa-se a caber no poema,
tal como cabe o mar no mistério-terreno.
E eu, parada numa ilha da claridade
à beira de uma antiga realidade,
oiço, nas vielas empedradas do continente-cais,
guitarras a chorar saudades,
que ficaram retidas nos palmeirais!
E aprendo que o vento move as caravelas,
ao som do sol das estreitas ruelas!
Nasci com a incumbência de ir-apanhando-rosas pelos espinhos da errância…
essa vaga tormentosa…
No Verbo do poema está a minha Urgência!
No seu Corpo… a minha essência…
©Maria Elisa Ribeiro-2012

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