Poema
OPIÁCEAS-PAREDES-DA-DOR
debruçada sobre si mesma
a terra-mãe permite que as estradas deslizem
entre verdes naturais de árvores e flores
que arranham os pés das nossas flores provençais.
a terra-mãe permite que as estradas deslizem
entre verdes naturais de árvores e flores
que arranham os pés das nossas flores provençais.
(cheira a cantos ancestrais)
________ouvem-se notas aromáticas das verdades florais_________
_____sussurram as urzes, as torgas e as giestas
_____________coladas à sombra de árvores monumentais
_____________coladas à sombra de árvores monumentais
*decisões para o Futuro? guarda-as
a terra no seu Passado
tal como eu faço no meu Pensamento agitado*
a terra no seu Passado
tal como eu faço no meu Pensamento agitado*
liberto-as apenas quando me dou conta
de que os dedos agitados se desnudam
nos versos-em-que-ME-SOU
de que os dedos agitados se desnudam
nos versos-em-que-ME-SOU
jorra o sol pelas opiáceas paredes da dores
e o velho espelho esvai-se em olhares nevoentos
de bruma interna
que atravessa os tempos nos sempre vivos corredores
das opiáceas paredes das dores
este ópio que me entontece não me permite ver
onde começa e onde acaba
este CORPUS de palavras
a que chamaria “ poema”…
e o velho espelho esvai-se em olhares nevoentos
de bruma interna
que atravessa os tempos nos sempre vivos corredores
das opiáceas paredes das dores
este ópio que me entontece não me permite ver
onde começa e onde acaba
este CORPUS de palavras
a que chamaria “ poema”…
Maria Elisa Ribeiro- Portugal
Set/016
Set/016


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