terça-feira, 11 de outubro de 2016

Poema meu (Obra REGª)





















NOSSAS FACES LISAS-LISAS…

_______PLANTAS BRANCAS VIVAS-VIVAS...





Nossas faces lisas esperam,

por um relógio a bater

que nos fará relembrar

o tempo, sempre a passar.



Por detrás de qualquer porta ou janela

(não vale a pena escondermo-nos!)

andará sempre no ar uma máquina do tempo-a-lembrar

-----------que o alto mar nos espreita,

---------que as aves dão a volta às caudas dos cometas,

------------que o vento sopra os astros

que secam plantas vivas, como nossas faces lisas.



Cria-se em nós um cansaço estranho

à medida que o relógio acontece, e ouve os sons

desta vida nos silenciosos ruídos da noite,

onde, nos nossos dedos-pontas-de-lápis-acesos

vão escrevendo, na pedra azul de um papel endurecido,

o novelo que desfia o destino do poeta,

em roseirais de sílabas, palavras e frases…

ideias-das-ideias-precisas dos conceitos do Destino.





Mas chega sempre o Escurecer…

Aninha-se na Noite-de-Nós, pela vida fora,

enquanto que, nas nossas faces lisas-lisas,

um relógio continua a ciciar-o-Tempo-a-correr,

pela vida-dentro.









Maria Elisa Ribeiro

AGT/016


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