domingo, 9 de outubro de 2016

Bomba na Turquia


Carro-bomba mata pelo menos 18 pessoas na Turquia


PÚBLICO

09/10/2016 - 10:04

(actualizado às 14:29)


Ataque não foi reivindicado mas aconteceu na zona onde o PKK é activo.
Imagem captada no local da explosão AFP




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Um novo ataque na Turquia com um carro-bomba fez 18 mortos, entre os quais estão dez soldados. A explosão, que deixou ainda 26 feridos (10 soldados), aconteceu neste domingo perto de uma esquadra da polícia na localidade de Semdinli, no sudeste do país.

O ataque não foi reivindicado mas, como escreve a Reuters, esta é uma zona, perto da fronteira com o Iraque e o Irão, onde o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) é muito activa.

Historicamente, o PKK dirige os seus ataques contra as forças de segurança nas cidades do Sudeste onde se concentram as operações militares.

Segundo a agência de notícias turca Dogan, a explosão aconteceu durante uma operação militar na estrada. Os soldados faziam uma revista aos carros perto da esquadra da polícia. A agência estatal Anadolu escreve, citada pela Reuters, que o número de vítimas civis se deve ao facto de a explosão ter acontecido perto de um lugar onde várias pessoas esperavam um pequeno autocarro.

“O ataque foi perpetrado por um kamikaze que fez explodir uma carrinha com cinco toneladas de explosivos”, disse em conferência de imprensa o primeiro-ministro turco Binali Yildirim, explicando que a violência da explosão foi tal que deixou uma cratera com 10 a 15 metros de largura e seis a sete metros de profundidade.

O Conselho Superior para os meios audiovisuais turco proibiu a difusão de imagens do local devido à violência.

No Twitter, o vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmus condenou o ataque “hediondo cometido por terroristas contra soldados turcos”. “A Turquia jamais se renderá a organizações terroristas”, acrescentou numa segunda mensagem.

O exército turco desencadeou já uma operação na área para encontrar os responsáveis pelo atentato.

Ainda no sábado, um homem e uma mulher fizeram-se explodir durante uma operação policial em Ancara, no momento em que os polícias lhes orderam que se rendessem. As autoridades admitiram tratar-se de activistas do PKK devido ao tipo de engenhos, material e técnica de fabrico utilizados.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão é uma organização armada que luta desde 1984 pela criação de um Estado autónomo no sudeste da Turquia, zona maioritariamente curda. As suas acções já levaram a Turquia, os Estados Unidos e a União Europeia a incluir o PKK na lista de organizações terroristas. O grupo voltou a recorrer à violência no ano passado depois de um cessar-fogo de dois anos. Estima-se que desde 1984 este conflito já tenha feito mais de 40 mil mortos.

Notícia actualizada às 14h33: actualizado o número de vítimas e acrescentadas as reacções dos responsáveis t
urcos

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