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…e as areias entram pelos dedos do mar
quando
nas noites de amor, páras nos meus sentidos….
…e os sentidos perdem-se na alma das mãos
com que afagas as noites de solidão…
…e os ventos sussurram ao ouvido das flores,
voando por sobre rios de pétalas
que cantam,
perdidos pelas vielas das cidades mortas de luz…
…e eu escondo-me num canto de silêncio
da fala das tuas mãos resplandecentes de calor,
que se impõem aos ventos, às ondas do mar,
às pétalas que cantam histórias do desvanecer dos verbos,
a ciciarem cantos de trovadores…
…e as areias saem dos olhos do mar…
porque não são suas as noites de amor…
nem os sussurros dos ventos,
nem as pétalas rubras que afagam as águas dos rios,
ao declinar a tarde de todos os dias…
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Abril-014
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