quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Poema de amor de Vergílio Ferreira (1916-1996)

POEMA de Amor de Vergílio Ferreira, através da Editora QUETZAL, in pesquisa Google

QUETZAL

"Como posso amar-te, se nem sei
Como posso eu amar-te, se nem sei
como à porta te chamam os vizinhos,
nem visitei a rua onde nasceste,
nem a tua memória confessei.
Que vaga rima me permite agora
desenhar-te de rosto e corpo inteiro
se só na tua pele é verdadeiro
o lume que na língua se demora...
Não deixes que te enganem os recados
na infernal gazeta publicados
que te dão já por escultura minha;
nocturno frankenstein, em vão soprei
trompas de criação, e foste tu
quem me criou a mim quando quiseste."

Um poema de António Franco Alexandre escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.


Sem comentários:

Enviar um comentário