quarta-feira, 19 de março de 2014

POEMA meu






Poema:

PORTAL

É o deserto um mar feito de areias do próprio mar.

Encriptados pelo sol sob as patas da Esfinge
há segredos dos livros de Alexandria, a conhecer,
quando o mar de areia se tornar água de fonte, límpida e
[corredia.]

A lua, presa ao céu lavado de fresco pela força das trovoadas
trespassa a noite de solidão fria, para inundar de luz as areias do caos.
A noite dará lugar ao dia, quando as frésias florescerem e
as primaveras
puderem entrar no mar cheio de areias do calor

A orla das ilhas salpicadas de tufos de harmonia
recebe
sem qualquer dramática filosofia,
a espuma cinzenta das ondas a lutar,
fugindo
dos pés da Esfinge-louca-por-saber…

O magma das sílabas em plena conexão ordena
os verbos do mundo, numa gramática preliminar que , só no poema, se pode agregar.

O sol abre o portal do mundo!
As aves espantam-se e desatam a voar!

Os golfinhos despertam as ondas libertinas
despidas em tons de beleza felina…

Os mares acordam as águas azul prateadas….

… que correm para o portal da verdade
levando no dorso o poema …
…que tenta saber da eternidade há tanto prometida
nas ondas do silêncio,
prolongadas pelo passar da vida…

Maria Elisa Rodrigues Ribeiro

CQ16-FEV/013

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