Palavras de Aquilino Ribeiro (1885-1963), escritor português, na sua obra “Quando os Lobos Uivam”:
“A nação é de todos, a nação tem de ser igual para todos.
Se não for igual para todos, é porque os dirigentes, que se chamam Estado, se tornaram quadrilha. “
Os portugueses são, comprovadamente, o povo que menos ri ou sorri. São, hoje, um povo triste e amargurado, sem perspectivas de futuro ,nem esperanças. Andamos pelas ruas nos afazeres do dia-a-dia e não vemos sorrisos ou alegria.
O quotidiano nacional é uma tortura permanente, desde que este desgoverno passos-portas, umbilicalmente ligado a cavaco, se apoderou do governo de Portugal, com base na mais infame campanha eleitoral, feita de promessas-a-não-cumprir.
Depois de 40 anos, a democracia dos cravos de Abril que preconizava uma sociedade mais moderna, justa e igualitária, desmoronou-se.
Vivemos em permanente tortura, num clima de constante angústia do acordar ao anoitecer e vice-versa, sempre na expectativa do pior, que pode ser anunciado a qualquer momento pelos membros do desgoverno, sobre taxas e mais taxas e cortes nos salários e pensões.
Parece que “eles” têm ao dispor “uma máquina sem alma”, preparada dia e noite para inventar tudo o que de pior se possa imaginar, para vergar, pela miséria, todo um povo que não pertença ao rol de amigos e compinchas ou aos grupos de políticos, de grupos económicos e financeiros que vão ajudando.
A sociedade, em permanente crispação, assiste ao ruir de todos os seus direitos e de todas as suas mais que justas esperanças. Milhares de manifestações grandiosas não surtem efeito.
Os escândalos sucedem-se a um ritmo alucinante na Saúde, na Educação, na Administração Interna, na Justiça, etc.
O Bastonário da Ordem dos Médicos refere-se à Saúde que hoje (não) temos, afirmando que não pode haver uma política de cuidados de saúde para pobres e outra para ricos. E é essa a verdade escandalosa a que os portugueses estão a ser sujeitos: só há bom e rápido tratamento para quem se dispõe a arranjar dinheiro para ser tratado, ou para quem tem dinheiro; no entretanto, aumentam-nos vergonhosamente as taxas para a saúde, que não temos; pessoas morrem por falta de tratamentos, nomeadamente oncológicos, por não poderem aceder aos exames e tratamentos; o ministro da Saúde nega-o, mas há provas de que não permite a todos o uso de medicinas e medicamentos mais caros, que poderiam fazer a diferença entre a vida e a morte de muitos pobres, idosos e outros doentes. Por outro lado, as ambulâncias não podem transportar doentes, porque não têm o dinheiro que o estado costumava dar, para poderem funcionar. Imaginem, portugueses, como se pode salvar um pobre que viva nas nossas aldeias, distantes dos hospitais (muitos deles já fechados!) se tiver um problema de saúde . Com a ajuda dos últimos governos que temos tido ao longo de 10/20 anos, proliferaram Grupos de Saúde Privados onde nem todos podemos tratar-nos e que estão a fazer negócio de muitos milhões de EUROS. É de recordar o antigo ministro do psd Luís Pereira.
Portugal está moribundo. O( des)governo passos-portas-cavaco continua a “viver” para nos matar.
O surto de emigração é superior ao dos anos maus do século passado. O desgoverno mostra-se cinicamente contente por esse facto, sem falar dos milhares de pobres e jovens com licenciaturas que abandonam o país, todos os meses. De recordar que passos e relvas, no princípio de 2011, incentivaram esta gente a sair do país, porque “isso seria uma nova oportunidade nas suas vidas”…A verdade é que a nossa gente, que ainda tem idade para fugir deste “fosso”, se sente amaldiçoada pela miséria forçada, pelos roubos nos salários e nas pensões por clara evidência de uma política à deriva, onde tudo vale para agradar à Alemanha e à Comissão europeia!
Recordo, como muitos da minha idade, que uma das alíneas do programa do Movimento das Forças Armadas que limpou Portugal do antigo regime, era o combate à corrupção. Não o conseguiu, em parte por culpa do povo que permitiu aos políticos que se fossem “ enraizando” na prática corruptiva e corrupta.
Os escândalos sucedem-se nomeadamente no meio da “banca” : BPN, os submarinos de portas, a Expô 98, o EURO 2004, o Freeport de Alcochete, as Parcerias público-privadas(PPP), os contratos Swaps, a Operação Furacão, etc, etc, etc….
E concluo este, já longo, desabafo…Basta de vos entristecer com coisas tão “fora do mundo”.
Voltarei, quando entender dever desabafar convosco, se me permitirem.
Mealhada,14-01-014
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
(lusibero.blogspot.com)
Email- lisitarodrigues@gmail.com
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