quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

POEMA






















um céu aberto aos raios de luz ciciou verdades escondidas nas dobras dos livros, guardados no pó das bibliotecas.




soltaram-se letras dos versos de um poema.




um poeta transpunha a entrada da catedral. estendeu a mão e guardou, na ponta dos dedos, esse tesouro-a-voar -para -cair-no-chão.




chamaram-lhe louco!




a loucura riu-se …

ajudou o poeta a compor um poema…

deu-lhe as notas para a sinfonia imortal , que faria vibrar as colunas da catedral…

o poema refez-se e uma música universal exultou numa pauta de luz e sons, num anoitecer em que o mundo foi mensagem primordial.




a loucura inconsciente fugiu pelas pedras da calçada enevoada, habitualmente pisada pela ignorância consciente.




um velho sino tocou ao ouvir o poema ,que a Loucura ornou de lexemas…

flores de tessituras de ansiados temas vivem ,alojados ,na ideia-tema.



doeu…esta pedrada no charco!

o vento viu, ouviu, parou -ao-passar por uma cicatriz de luz…





Maria Elisa Rodrigues Ribeiro

REG:CS-BreveI-rumores/SET/013


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