segunda-feira, 12 de março de 2012

POEMA


POEMA: Tão-longe-de-mim-tão-perto



TÃO- LONGE- DE- MIM –TÃO- PERTO


Em busca de mim, escorro pela vida, como água do rio
que desliza para o seu além.
Migro com a minh’alma por percursos desconhecidos,
ansiosa por respostas que afluam à flor da pele.
Aventuramo-nos por dentro do vento, no calor do fogo
que penetra as algas no profundo mar e germinamos das flores
numa tela de mil cores…
A luz das estrelas bate-me nos olhos, fixando-se na ponta dos dedos
que agarram esta pena ,que dói da humidade do nevoeiro do sonho.
Minhas veias transportam a vontade do abrir e fechar de cada flor
que abre e que fecha,
enquanto o colibri que a deseja ,engole o sumo do amor…o néctar da flor!

Tão –longe-estou –de- mim -tão -perto!

Do mar passo ao deserto…não chego nem cedo nem tarde…
Não vou nem venho…
ESTOU-em viagem-vida-da –Palavra-em –processo-
-idade- que- confesso.
Do tecto da alma pende-me um candeeiro de cristal-verdade
querendo acender-se na claridade mística da –sombra-de-mim…
Incide sobre as teclas de um piano desafinado
ansioso por acordes à altura da sua beleza e perfeição…
PERFEIÇÃO?
Pura pretensão! Consciência da ilusão…
Alma minha, emerge do –meu-dentro
e voa nas asas brilhantes das estrelas silenciosas,
mais luminosas que a noite cristal-puro do sono –ao-luar!

As nuvens rolam, lentamente,
afastando-se do meu céu.
O espelho devolve o humano brilho castanho de meus olhos.

RECONHEÇO-ME.
O SOL BRILHA.
ABRO AS CORTINAS DA ALMA.

O claro sol entra. Cheira-me a brilho-vida. As rosas rubras florescem.
Odor mágico de mundo-universo-no-meu-verso/poema…
Perfeita realidade…
Os anéis estouvados do meu cabelo repousam nos braços da noite.
Perto de mim, não estou,
afinal,
tão longe…
Sinto-me e desabrocho num pedaço de poema…

R- C13N-29 (DEZ/011) - (vds)
Marilisa Ribeiro

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