"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
sábado, 26 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
POEMA:palavras fugidias...

Árvores perdidas
pelas veredas verdejantes
oferecendo frutos maduros roxos
cor da dor do sofrimento...
Cravo meus olhos escaldantes no calor
da tarde do meu Alentejo choroso,
-que sabe a tormento!-
mas que tanto almejo.
Atiro ao suave vento
as palavras com que me Conheço...
Reencontro-as, depois, mas volto a esmiuçá-las
para continuar a conhecer-me, a descobrir-me
na Verdade que se impoe!
Como regato que escapa por entre ervas verdejantes,
são elas a gota de água que me alenta,
na tarde escaldante.
Uma sombra de Florbela passa pela seara...
Oiço-a correr pelo trigal cantando o calor
nos seus poemas-Amor
na sua planície em fogo...
E corro com ela...
através de urzes e searas...
...e quero beber a GOTA de DEUS
que ali cai, com Amor!
Cheira-me a mocidade!
Sofro a alegria da SAUDADE...
FECHO OS OLHOS...ENGULO O TEMPO...
...e vivo o meu momento...
C8h-15/103-ABL/010
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alentejo,
florbela. palavras.frutos
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
IIª PARTE da MEDITAÇÃO "À esquina do tempo..."
Concluí ,há dias, a primeira parte deste artigo, dizendo-vos:"Poderá alguém estar mais à esquina do tempo, do que quando lê PESSOA?
Pode , sim!Pode, quando , ao ir pelo mundo fora, na sua vivência humana, contacta com outras culturas, outras gentes,outras paisagens do incomensurável ÉDEN que é o UNIVERSO, a TeRRA em que vivemos;ou então, quando deixa passar o tempo de vida na congruência da sua adaptação , quase feroz, ao meio ambiente do seu telurismo!
Pode Sim!... , quando se enriquece culturalmente, quando enfrenta a aspereza da vida... Em pleno agreste Oceano, ali na Ponta de Sagres, sentindo perigos velhos,
com o ar carregado de humidade, com os ventos furiosos uivando como lobos ferozes e com o marulhar das águas do mar a desfazerem-se de encontro aos promontórios grandiosos...ou , ao olhar estes mares conhecidos das naus e caravelas... o homem está também," à esquina do TEMPO", pois venceu, na grandiosidade , os monstros e mostrengos, horrores e temores, que o forçaram a rodar, enérgico, a força da roda do leme!
Pode sim!...Quando ,ao recuar, nessa esquina,vai encontrar, de rompante , AFONSO HENRIQUES no campo de batalha, onde "começou o SONHO" e pode sim, quando se encontra em ALJUBARROTA, em 1385, frente aos castelhanos que venceu...
Recordo que perdeu ,no confronto com a "esquina do Tempo" ,em ALCÁCER- QUIBIR. com a loucura de SEBASTIÃO, O DESEJADO... Mas pôde vencê-las também, quando em 1910, por ruas e ruelas de LISBOA, levantou, bem alto, a BANDEIRA DA REPÚBLICA!
PODE sim! vencer a maldosa "esquina do tempo", quando vê o SOL de Portugal, diferente, acolhedor , brilhante... tanto, que não há esquinas oblíquas que vençam o QUERER do "pequeno bicho da terra"( CAMÕES).O mais significativo ,para cada um de nós, em qualquer contexto, seja ele histórico ou cultural, é manter uma visão de lucidez, lutar por uma vida decente no meio das Nações e fazer com que o inferno e a esperança consigam conviver, na palma da nossa mão ..Procurar o equilíbrio para sobreviver às "esquinas"exige auto conhecimento... e ter a consciência de que é preciso brincar com a Primavera e gozar o prazer de sentir as folhas das árvores na mão ou a neve a derreter-se por baixo dos pés...
Mas é também ler AQUILINO RIBEIRO, SHAKESPEARE, EÇA DE QUEIRÓS, MÁRIO QUINTANA, NatÁLIA CORREIA ,MIGUEL TORGA... SOPHIA...É usar o Dicionário e admirar a riqueza metalinguística (significado)das palavras, sabiamente encaixadas no contexto da MENSAGEM, de tal modo que chegamos à conclusão de que o pobre D. QUIXOTE de CERVANTES é uma verdadeira paródia ao mundo moderno, no qual os "nossos" políticos, banqueiros ,empresários, não são mais que os "SANCHO PANÇA" desta ILHA da BARATARIA,em que o mundo se transformou, para eles vencerem!
Não permitamos que as arestas das "esquinas"firam o nosso coração ou varram a nossa existência! Estejamos às "esquinas", se for necessário,com a dignidade daquilo que somos : seres humanos, com direitos e deveres( em PORTUGAL, infelizmente, mais deveres sem direitos!)
RECUSEMO-NOS A SER TÍTERES, nas mãos dos desgovernantes!
Pode , sim!Pode, quando , ao ir pelo mundo fora, na sua vivência humana, contacta com outras culturas, outras gentes,outras paisagens do incomensurável ÉDEN que é o UNIVERSO, a TeRRA em que vivemos;ou então, quando deixa passar o tempo de vida na congruência da sua adaptação , quase feroz, ao meio ambiente do seu telurismo!
Pode Sim!... , quando se enriquece culturalmente, quando enfrenta a aspereza da vida... Em pleno agreste Oceano, ali na Ponta de Sagres, sentindo perigos velhos,
com o ar carregado de humidade, com os ventos furiosos uivando como lobos ferozes e com o marulhar das águas do mar a desfazerem-se de encontro aos promontórios grandiosos...ou , ao olhar estes mares conhecidos das naus e caravelas... o homem está também," à esquina do TEMPO", pois venceu, na grandiosidade , os monstros e mostrengos, horrores e temores, que o forçaram a rodar, enérgico, a força da roda do leme!
Pode sim!...Quando ,ao recuar, nessa esquina,vai encontrar, de rompante , AFONSO HENRIQUES no campo de batalha, onde "começou o SONHO" e pode sim, quando se encontra em ALJUBARROTA, em 1385, frente aos castelhanos que venceu...
Recordo que perdeu ,no confronto com a "esquina do Tempo" ,em ALCÁCER- QUIBIR. com a loucura de SEBASTIÃO, O DESEJADO... Mas pôde vencê-las também, quando em 1910, por ruas e ruelas de LISBOA, levantou, bem alto, a BANDEIRA DA REPÚBLICA!
PODE sim! vencer a maldosa "esquina do tempo", quando vê o SOL de Portugal, diferente, acolhedor , brilhante... tanto, que não há esquinas oblíquas que vençam o QUERER do "pequeno bicho da terra"( CAMÕES).O mais significativo ,para cada um de nós, em qualquer contexto, seja ele histórico ou cultural, é manter uma visão de lucidez, lutar por uma vida decente no meio das Nações e fazer com que o inferno e a esperança consigam conviver, na palma da nossa mão ..Procurar o equilíbrio para sobreviver às "esquinas"exige auto conhecimento... e ter a consciência de que é preciso brincar com a Primavera e gozar o prazer de sentir as folhas das árvores na mão ou a neve a derreter-se por baixo dos pés...
Mas é também ler AQUILINO RIBEIRO, SHAKESPEARE, EÇA DE QUEIRÓS, MÁRIO QUINTANA, NatÁLIA CORREIA ,MIGUEL TORGA... SOPHIA...É usar o Dicionário e admirar a riqueza metalinguística (significado)das palavras, sabiamente encaixadas no contexto da MENSAGEM, de tal modo que chegamos à conclusão de que o pobre D. QUIXOTE de CERVANTES é uma verdadeira paródia ao mundo moderno, no qual os "nossos" políticos, banqueiros ,empresários, não são mais que os "SANCHO PANÇA" desta ILHA da BARATARIA,em que o mundo se transformou, para eles vencerem!
Não permitamos que as arestas das "esquinas"firam o nosso coração ou varram a nossa existência! Estejamos às "esquinas", se for necessário,com a dignidade daquilo que somos : seres humanos, com direitos e deveres( em PORTUGAL, infelizmente, mais deveres sem direitos!)
RECUSEMO-NOS A SER TÍTERES, nas mãos dos desgovernantes!
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conclusão Meditação "À ESQUINA DO TEMPO...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Poema:LUA MÁGICA
(foto google)“LUA mágica...
Noite escura…
Rompendo
por detrás das nuvens
carregadas,
surge uma luz,
em crescendo…
Lentamente
aparecendo,
inunda de luz a Terra.
Não olha à PAZ ou à GUERRA!
Vê apenas o caminho,
que vai cortando,
de mansinho,
até pôr os pés no chão…
Lua do meu coração!
Levantas-te ,
suave e lenta,
chegando até bem pertinho…
VEM !
Acompanha-me a casa!
reacenderei a brasa
que espera por aquecer.
Aí, ficarei a ver,
a força do meu viver
até outro amanhecer...
E ,de mansinho,
ela segue o meu caminho...
Espera o meu adormecer,
para me ver renovar
a magia do luar, com que pretendo viver!
Lua altaneira...
De uma ou doutra maneira,
mestra e mensageira do amor,
veremos o abrir da flor...
Ficaria ,aqui, contigo,
se não fosses um perigo...
O teu suave brilhar
Dá-me asas, ao pensar
no que poderia ser,
ter-te aqui , no meu abrigo...
Não! não venhas comigo...
C6F-98/11- MAIO/09
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
POEMA: Sementes- Vida


FOTOS GOOGLE(se alguém não quiser estas imagens pubicadas, por favor, diga-me)“Sementes- vida”
Dou-me à vida
Que passa soberba
Nos zumbidos
Que sopram ao meu ouvido.
Sou dádiva serena do Amor,
Que redime o que o sentimento exprime…
Voz de Vida! Ceder de Amor!
Imagem apetecida, com tanto fragor!
Primavera do meu corpo
A florir doces flores…
Minha terra preparada
Prontinha para o Amor…
A semente, já oculta,
Exulta com o fragor
Da gota de orvalho,
Que lhe molha o soalho…
Soalho…pé firme… terra- húmus…
Ventre maternal
Donde vem o cereal!
Na Hora, no Momento preciso
A foice cortará a seara
Já sem seiva…mas com fruto!
E o pão do materno Ventre- Natureza
Chega, então, à nossa mesa!
Uma flor adorna a toalha de branco linho,
Onde espera o manjar… quentinho!
Ventre de Mãe
Afaga seu precioso bem…
C7G/45/52-FEV/010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
ORIGENS DO FADO: CANÇÃO DE LISBOA OU CANÇÂO NACIONAL


FOTOS GOOGLEFADO: CANÇÂO NACIONAL? ou CANÇÃO DE LISBOA??
Dei comigo a questionar este tema, depois de ter visto, um dia destes, uma alusão a esta questão. Pois se nós até queremos que o FADO seja PATRMÓNIO DA HUMANIDADE…Mas, a coisa, afinal, não é tão fácil de discutir como se possa pensar…
Fui à BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA pesquisar e fui ver, na NET, o que se diz a este respeito. Por tal motivo, aquilo que aqui vos deixo, é fruto de muito trabalho e só não é maior este post, porque eu sei que dá trabalho a ler…
Uma questão que se impõe: como, quando, de onde, surgiu o Fado?
Os historiadores são menos que unânimes a respeito deste assunto! E eu que pensava ser fácil dizer que nasceu em Lisboa, lá pela zona das docas, do porto de embarque e que, como as mais importantes manifestações vocais dos portugueses, se foi espalhando, de boca em boca e de geração em geração, partindo do canto das prostitutas do ambiente marítimo, nas tavernas, para todos os outros pontos de Portugal…
Há investigadores que defendem a tese anterior, de que foi ali, nas ruelas da capital que o fado nasceu, como uma cantoria cantada e tocada por pobres, indigentes e prostitutas do cais, que trabalhavam nas tavernas, onde aportavam marinheiros, comércio,.
e culturas de todo o mundo.
Outros, defendem a proveniência do Fado já dos tempos do romanceiro Português, com raízes na Idade Média, no tempo das monocórdicas cantigas árabes, dos lamentos das damas das Canções de gesta, que foram sofrendo alterações ao longo das eras, à medida que passavam de geração em geração. Tem sido fruto de grandes estudos e teorias, a origem do Fado. O historiador JOSÉ ALBERTO SARDINHA defende esta tese; o músico RUI VIEIRA NERY associa as origens do Fado a sítios bem longe de Lisboa, indo pelas influências árabes do tempo da Reconquista, passando pelo Bairro da MOURARIA, estando, por conseguinte, na linha de SARDINHA. As dolência e melancolia comuns ao Fado , bem a par da SAUDADE ,situam-no em PORTUGAL e nisso parece não haver divergências. Outros historiadores defendem que, num período em que a primeira globalização da História nos levou a entre ligar três continentes como Europa, América e África, o mesmo se passou com a cultura, os usos, costumes e tradições, pelo que nada mais fácil que umas civilizações sofressem as influências das outras…
Daí que nada mais natural que a Cantiga Portuguesa possa ter influências também das MODINHAS e do LUNDUM brasileiro, nomeadamente. É bom não esquecer que a corte portuguesa se mudou para o BRASIL, no século XIX, por causa das invasões francesas; com a corte e os colonos levámos a nossa cultura que foi influenciada (eu diria, enriquecida) com a cultura dos índios ameríndios e a dos escravos.
O porto de mar, em Lisboa, era, por conseguinte, o ponto de encontro de gentes variadas. O cantar dos marinheiro, as cantigas tristes dos degredados, as de” levantar ferro”,as cantigas de todo o tipo de fainas à beira do porto, as cantigas dos marinheiros à proa dos barcos que iam zarpar…eram de melancolia, de saudade amarga e feroz, como só a VIDA exige…
A seguir transcrevo aquele que é considerado o mais antigo Fado de PORTUGAL, o FADO DO MARINHEIRO:
“Perdido lá no mar alto/Um pobre navio andava;/Já sem bolacha e sem rumo/ a fome a todos matava./Deitaram a todos as sortes/ A ver qual deles havia/ Ser pelos outros matado/ P’ro jantar daquele dia. /Caiu a sorte maldita/ No melhor moço que havia…/
Ai como o triste chorava, /Rezando à Virgem Maria! /Mas, de repente, o gajeiro/ Vendo terra pela proa/Grita alegre pela gávea/ Terras, terras de Lisboa”- in CANCIONEIRO POPULAR.
Hoje, o fado afidalgou-se! Embora a sua temática seja sempre o sofrimento, a saudade, o amor traído, a tragédia, a desgraça, o ciúme e outras “misérias” da Alma, desde o passado século as letras são mais cuidadas, os sons enriqueceram-se e o vocabulário é moderno.
Desde os tempos de AMÁLIA, HERMÍNIA SILVA E MARCENEIRO o Fado começou a galgar distâncias e a correr mundo, como fizeram os antigos marinheiros. Hoje vemo-lo actuar na sensibilidade de povos como os japoneses…E os nomes de MARIZA, TERESA SALGUEIRO, CAMANÉ, KÁTIA GUERREIRO, ANA MOURA e tantos outros, enlouquecem plateias de todo o mundo.
Falta-me referir o chamado “FADO DE COIMBRA” que de fado, segundo os entendidos, nada tem, pois é uma balada, toada, trova… mas não FADO; hoje canta-se o fado com a preciosa prestação de serviços da GUITARRA PORTUGUESA, que nem sempre foi guitarra e nem sempre foi portuguesa! No tempo do Renascimento (XV/XVII) passeou-se pela EUROPA um instrumento de 12 cordas, chamado CISTRO, que foi para a Alemanha, Itália e Inglaterra, de onde veio parar a PORTUGAL. Ao longo das eras foi sendo modificado, de tal ordem que é hoje conhecido como Guitarra Portuguesa…
E termino: o fado representa, de qualquer modo, a melancolia deste meu povo, em constante sofrimento, seja por que motivo for… ao ouvi-lo, sente-se o cheiro inconfundível do mar, que nos arrastou pelos cantos mais recônditos do mundo…
E sim, são os bairros de ALFAMA, MOURARIA, MADRAGOA E BAIRRO ALTO que estão ligados às suas origens, pelo que o Fado, antes Canção de Lisboa, é hoje uma Canção nacional. Os bairros são PORTUGAL!
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
POEMA: O banho de VÉNUS...

Fotos googleO banho de VÉNUS…
Pele nacarada maciez adocicada
beijada quase mordida excitada
pela espuma do mar bravio possante
apaixonado pelo NADA em OFERTA…
Caravelas desejadas ansiadas ansiosas
por voltas tão numerosas como ondas
furiosas desse mar azul prateado luzente
partem do Antigamente…
Marinheiros embrutados andrajosos
calosas mãos já bronzeadas queimadas
na solidão do Sol escaldante
lançam as redes do navegante…
Suspiros meus- Ai, meu DEUS-por tristonho navegar
Nas brancas areias molhadas pelo Mar de NEPTUNO
azedo desejoso de dominar seu mundo…
VÉNUS de véus transparentes provocantes reluzentes
segue branqueando o corpo macio perlado de desvario…
E ele, o MAR, perde-se neste corpo a brilhar
no fogo da NOITE que quer apagar…
EOLO, cúmplice também desata a soltar
os véus da deusa alheada que sente um vento…
…mais nada!
Num banho de maresia coberta de água-espuma
rebola em areias meigas matizadas
(ora de cá, ora de lá)
esperando o doce dia em que OUTRA VIDA virá…
C8H-(mst) 50/11- MAIO/10
sábado, 12 de junho de 2010
POEMA: Bodas de Fadas

FOTOS GOOGLE“BODAS DE FADAS…”
Alindam-se com flocos de neve…
Procuram flores de todas as cores
para tecer grinaldas de fantasias.
Complexos dramas e outras feias histórias
permanecerão escondidas, banidas
sob a camada de neve abundante
na terra ,no ar e no mar.
A neve, em flocos, milhares de blocos finos
desfar-se-ão como algodão desfiado.
Elfos dos bosques, pequenos estranhos seres
da Natureza misteriosa,
não encontrarão outra verdade
que a hibernação das suas ilusões de felicidade…
E eu… apanho ramos secos, verdes, vivos,
odores exóticos, puros…
Com eles tecerei a grinalda da minha dádiva preciosa
em noite de misteriosa Lua cheia…inchada…
As flores campestres que abundam,
juntam forças na boda das fadas
com a Natureza confidente.
QUE FRIO!
Passarão tempos…amargos nos gelos dos flocos de neve
De algodão húmido, por onde caminharão as fadas
A caminho da sua solene comunhão…
DEPOIS…
Exultará o Mundo, “ao toque a rebate” do SOL
Noutra era… a PRIMAVERA!
Nas flores e ramas das árvores quentes,
Poisarão tantos ansiosos animais
Em atitude louca,
Cheirando o chamamento das energias do Encantamento
Da VIDA!
Então a Lua, recatada, esconde-se por detrás de
Tímidas nuvens…não quer espreitar estes actos de AMOR…
C8H-6/34 (mod)- MARÇo/010
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