quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Poema

 BREVES

Há limites que sabemos não poder passar
uma vez que tudo se aprende com o tempo.
Aprende-se o próprio tempo, os mares e continentes.
Aprendem-se as flores, os insectos e as árvores;
e aprende-se, que as águas do mar provocam a Lua,
quando esta se deita na areia, a descansar.
O dia fecha-se, na varanda nocturna , que abre janelas
mui devagar, até se ver o azul da aurora a clarear.
Mas há limites, que sabemos não poder passar…
A vida e o tempo que,
sabemos, não poder determinar….
As palavras tão certinhas que muitos sabem usar…
As minhas vêm-me do sangue que me faz viver
E palpitam-me nos lábios, quando estou para te ver…
Ah…mas esse limite sei sempre quando vai acontecer!
Tal como sei
que as palavras vão dizer
que os cais das despedidas,
de lágrimas empedrados,
não vão mais acontecer…
Pode ser uma imagem de mapa
Carlos Pinheiro e Elisabete Abrantes
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