"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
domingo, 28 de junho de 2015
De Rui Namorado no Grupo "O PORTUGAL QUE QUEREMOS"
"O que está em marcha na UE é uma desconsideração estrutural da política em benefício de um unilateralismo economicista que serve automaticamente os interesses do capital financeiro. Essa desconsideração traduz-se na secundarização da democracia. E assim fica a descoberto um divórcio até agora inconfessado.
No mundo de hoje,o capitalismo respira tanto mais facilmente quanto mais despreze a democracia - é isso que nos diz o comportamento da burocracia económico-financeira que atrofia a Europa. De momento, a vítima é o povo grego. Mas os capatazes políticos do capital financeiro que dominam os lugares de decisão das instâncias relevantes, embora ágeis enquanto aspirantes a agiotas, são anões políticos. Anões incapazes de terem respostas politicas consistentes para os problemas que tem levantado a sua lamentável inconsistência estratégica, mesmo que ancoradas na sua mundividência.
No grande jogo xadrez da geopolítica mundial comportam-se como jogadores de damas, simples consumidores lineares do seus próprios ócios. Perdidos nos automatismos cegos que não sabem controlar deixam que toda esta deriva antidemocrática vá assumindo paulatinamente o rosto da Alemanha, o que faz correr o risco de ressurreição de velhos medos e velhos fantasmas. Tudo isto se faz sob a batuta dos partidos liberais-conservadores da Europa, abusivamente sugeridos como democratas-cristãos, à sombra do rótulo hipócrita de Partido Popular Europeu.
Tudo isto é dramaticamente agravado pelo facto de os partidos membros do Partido Socialista Europeu se terem deixado aprisionar no predomínio ideológico dos conservadores, deixando-se reduzir ao papel triste de agentes moderados das malfeitorias dominantes. Em poucos casos, as outras esquerdas compensam essa anemia com uma nova pujança. Mas a extrema-direita vai crescendo, de momento parecendo desafiar o "status quo neoliberal", amanhã assumindo o rosto musculado do fim da democracia, que o capital financeiro prepara como plano B, no caso de as atuais instituições colapsarem por completo.
Por isso, os socialistas europeus não estão apenas perante um encruzilhada política como tantas outras que a História põe no caminho dos seus protagonistas. Estão perante um encontro histórico com a sua identidade e o seu destino --- perdem-se no triste papel de acólitos das direitas europeias ou assumem uma refundação estratégica que os reconduza à sua razão de ser, ao seu lugar no coração do futuro
. E o modo como os partidos membros do Partido Socialista Europeu lidarem com o caso grego pode muito bem ser o sintoma incontornável do caminho que vão percorrer. E não vale a pena ter ilusões. Desta vez o discurso suave e redondo que sugere tudo sem dizer nada não é uma opção, mesmo má. É uma rendição; com tudo o que isso tem de cobardia política e irremediável desencontro como o povo de esquerda."
Portugal 'cilindra' alemães e carimba final com estatuto de favoritoCom um resultado 'gordo' de 5-0, os portugueses carimbaram, frente à Alemanha, uma das favoritas, um lugar na final da próxima terça-feira. Os lusos deixaram também um aviso à navegação: com esta seleção não há equipas imbatíveis. Agora resta esperar para ver quem é o adversário no derradeiro encontro. Será Dinamarca ou Suécia?
DESPORTO EUROPEU SUB-21HÁ 21 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
PreviousNextDRResumo do encontro:
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Portugal reservou esta tarde, frente à Alemanha, uma página na história do futebol. Os pupilos de Rui Jorge venceram a Alemanha, por claros 5-0. Mas não era uma Alemanha qualquer. Esta formação vinha com rótulo de favorita.
Porém, os jogadores lusos mostraram, em campo, onde as palavras valem o que valem, que é com a bola nos pés que se provam valores no futebol.
Com golos de belo efeito, com muita solidariedade, quer defensiva, quer ofensiva, mas também com talento de sobra, os lusos desde cedo mostraram que queriam fazer história.
Bernardo Silva, já depois de um remate ao poste de Sérgio Oliveira, mostrou, aos 25 minutos, o caminho para o golo. A partir daí, foi via aberta para a baliza do gigante do Barcelona, Ter Stegen. Ricardo Pereira (33') repetiu o feito do monegasco. Ivan Cavaleiro (45') fechou o primeiro tempo. 3-0. Resultado confortável.
O segundo tempo começou, como parecia inevitável, na baliza alemã. João Mário, à entrada da área, fez o quarto. Minutos depois, aos 71', foi a vez de Ricardo Horta, recém entrado na partida, fazer gosto ao pé e fechar o marcador. A partir daí foi gerir o resultado, sempre a ameaçar o golo.
Com este resultado, adequado, diga-se, dada a fraca exibição alemã, os portugueses reservam lugar na primeira fila para o título Europeu. Agora, resta aguardar o outro finalista e tentar, pela primeira vez, a vitória na final.
Acompanhamento da partida:
90' - Final do encontro. Portugal vence por uns impressionantes 5-0. Que bela partida da formação orientada por Rui Jorge.
80' - Portugal vai gerindo o resultados. Os alemães parecem ter-se 'consternado' com a derrota.
71' - Está feito o quinto. Ricardo Horta volta a marcar. A formação lusa está a 'esmagar' os alemães. Que jogo!!
60' - Depois de um regresso em pleno, assinalado com o quarto tento português, os alemães tentam agora contrariar a toada do jogo e chegar à baliza de José Sá. Contudo, os portugueses parecem seguros e têm margem para errar.
47' - Que início fulgurante. João Mário faz o quarto dos portugueses. O médio do Sporting remata à entrada da área e bate Ter Stegen, que é traído por um desvio. Aqui está a confirmação da goleada lusa.
46' - Recomeça o encontro. Sai a jogar a formação germânica.
45' - Intevalo. Os primeiros 45 minutos terminam com uma gorda vantagem para a formação lusa. A formação portuguesa foi quase sempre superior ao seu adversário. Que belo jogo.
Fique para o segundo tempo.
45' - Golo!!!!! Ivan Cavaleiro marca. É o terceiro da equipa lusa. João Mário, na direita, deixa para o avançado português, que remata sem hipóteses de defesa para Ter Stegen. Os portugueses estão a surpreender.
44' - José Sá responde de forma impressionante a um remate à entrada da área. O autor do disparo foi Younes. Que bela defesa, a manter a vantagem lusa.
35' - Os portugueses têm estado muito coesos defensivamente e no ataque, as várias unidades criativas da equipa lusa têm estado em bom plano. Vantagem merecida da formação orientada por Rui Jorge frente a uma das mais fortes candidatas ao título no Europeu de sub-21.
33' - Golo para Portugal. Ricardo Pereira, no seguimento de um canto da direita, surpreende a defensiva germânica e faz o segundo tento português. Quje belo jogo da formação lusa.
25' - Está feito o primeiro. Portugal adianta-se no marcador depois de um belo golo de Bernardo Silva. Que jogada do jogador do Mónaco que com um forte remate não dá chance a Ter Stegen.
20' - Bom jogo no Estádio Andruv. As duas equipas têm mostrado bom futebol, mas parecem ser os pupilos de Rui Jorge a dominar a partida. Sérgio Oliveira, William Carvalho e Paulo Oliveira têm estado em destaque.
14' - Que perigo. Sérgio Oliveira, depois de receber um passe da direita de Ricardo, remata, à entrada da área, ao poste. Fica dado o primeiro sinal de aviso dos portugueses. Esteve à vista o primeiro golo da partida.
5' - Primeiros minutos disputados a ritmo lento. As duas equipas estão a tentar encaixar uma na outra e têm tentado minimizar os erros.
1' - Já se joga na República Checa. Começou a decisão do primeiro finalista
Antevisão:
Desde 1996 que Portugal não perde com os alemães, seleção que os pupilos de Rui Jorge enfrentam esta tarde. A jovem formação lusa, sempre que encontrou os germânicos em fases finais do Europeu, levou para casa a vitória.
Nesta participação, têm estado em destaque na equipa de Rui Jorge, Bernardo Silva, mas também José Sá e William Carvalho, que têm impressionado pela sua conistência exibicional.
Com a 'passagem' para os Jogos Olímpicos já carimbada, os portugueses tentam agora 'surpreender'.
Conheça os 'onze' escolhidos pelos dois treinadores:
Portugal: José Sá; Esgaio, Paulo Oliveira, Ilori e Raphael Guerreiro; William Carvalho, Sérgio Oliveira, João Mário, Bernardo Silva; Ivan Cavaleiro e Ricardo.
Alemanha: Ter Stegen; Korb, Ginter, Heintz, Günter; Geis; Younes, Can, Kimmich, Schulz; Volland.PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS
NASA prova existência de vida alienígena?A agência espacial norte-americana cortou um vídeo em plena transmissão. São vistos objetos a sair da órbitra da Terra.
TECH NAVEHÁ 18 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
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FAMA 2015-06-28 11:53:38
Paris Hilton entra em pânico durante voo em jato privadoVIDEO
FAMA 2015-06-28 09:02:22
O mergulho de Sara Carbonero durante as fériasVIDEO
MUNDO 2015-06-27 23:30:28
Os vídeos do ataque na Tunísia filmados por testemunhasVIDEO
LIFESTYLE 2015-06-27 20:05:00
Homem tenta andar de saltos altos. “É uma dor impressionante”VIDEO
DESPORTO 2015-06-27 19:48:38
Portugal 5 - Alemanha 0VIDEO
PreviousNextReuters
São várias as teorias da conspiração que apontam como um facto a existência de vida além da Terra.
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Com o último vídeo da NASA estas teorias acabaram de ganhar ainda mais força.
Enquanto a agência espacial norte-americana transmitia em direto, através da Estação Espacial Internacional, foram vistos objetos voadores não-identificados (OVNIs) a sair da órbitra da Terra.
As teorias são abundantes mas continuam a não ser conhecidos pormenores sobre o caso.PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS
Matou o atirador da Tunísia e não dorme desde entãoO atirador Seifeddine Rezgui estaria associado ao autoproclamado Estado Islâmico.
MUNDO POLÍCIAHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
“Disparei duas balas sobre ele e não durmo desde então”, confidenciou o polícia que matou o atirador responsável pelo massacre na praia de Sousse, na Tunísia.
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Em declarações ao Sunday People, o agente, que prefere permanecer anónimo, conta como tirou a vida Seifeddine Rezgui, de 23 anos, pondo fim ao tiroteio que, em 25 minutos, vitimou 38 turistas, incluindo uma portuguesa.
Seifeddine Rezgui estaria associado ao autoproclamado Estado Islâmico e o polícia teve oportunidade de disparar sobre ele quando o atirador parou para rezar numa rua adjacente à praia.
O autor do atentado era um estudante que se fez passar por turista. Escondia uma arma num guarda-sol e abriu fogo na praia e à beira das piscinas do hotel Riu Imperial Marhaba em Kantaoui, perto de Sousse, a 140 quilómetros a sul da capital tunisina.PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS
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From "The Wall Street Journal"
Iran, world powers plan to continue nuclear talks beyond June 30, says senior U.S. official
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WORLD
Iran Nuclear Deal Requires ‘Strong Political Will,’ Says Official
EU’s Federica Mogherini arrives in Vienna for talks ahead of June 30 deadline
ENLARGEEU foreign policy chief Federica Mogherini attends a signature ceremony between Colombia, Peru and the EU in Brussels on June 10.PHOTO: EUROPEAN PRESSPHOTO AGENCY
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LAURENCE NORMANUpdated June 28, 2015 7:13 a.m. ET
30 COMMENTS
VIENNA—A nuclear deal for Iran is “tough” but doable, the European Union’s foreign policy chief said Sunday, as she arrived at the negotiations in Vienna ahead of the June 30 deadline.
Officials from both sides have already warned the talks may drag a few days past the deadline, as they scramble to resolve several important final points on the timing of sanctions relief for Iran and the strength of the monitoring regime Tehran must accept under a deal.
U.S. Secretary of State John Kerry rejoined the talks Saturday for the first time in a month, meeting for several hours with his Iranian counterpart, Javad Zarif. French Foreign Minister Laurent Fabius also joined the discussions.
Iran is negotiating a deal with six powers—the U.S., the U.K., France, Germany, Russia and China.
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Kerry Rejoins Iran Nuclear Talks as Deadline Looms (June 27)
Congress Is Shaping Up as a Tough Sell on Iran Deal (June 26)
Iran Legislation Seeks to Bar Inspections of Military Sites Under a Nuclear Deal (June 21)
On Sunday morning, Federica Mogherini, the EU’s foreign policy chief, told reporters outside the Coburg Palais hotel, where the negotiations were taking place, that if there is “strong political will” on all sides “we can get there.”
“They are going to be tough,” she said of the talks. “It has always been tough but not impossible. As I said it’s a matter of political will.”
Ms. Mogherini, who chairs the six-power group, also said there is “flexibility” around the June 30 deadline if the two sides are closing in on a deal.
“If a few days more are needed, we can take them.”
British Foreign Secretary Philip Hammond also arrived Sunday.
“I have said many times before and I’ll say again today: No deal is better than a bad deal,” he said. “There are red lines which we cannot cross and some very difficult decisions.”
“There are a number of different areas where we still have major differences of interpretation in detailing what was agreed at Lausanne,” he added, referring to a framework agreement that was sealed in Switzerland on April 2.
German Foreign Minister Frank-Walter Steinmeier and senior diplomats from China and Russia are expected in Vienna later Sunday.
The final nuclear agreement is meant to block any smooth Iranian path to nuclear weapons by committing to Tehran to tight inspections and concrete measures to wind back their nuclear program for 10 to 15 years.
In exchange, tight international sanctions on Iran’s finance, energy and commercial sectors will be phased out over time.
The Vienna talks build on the Lausanne framework agreement, setting out the main contours of a deal.
While many of those involved in the talks saw the April 2 framework agreement as a major step to solving more than a decade of diplomacy over Iran’s nuclear activities, the negotiations have grown tenser in recent weeks, say people involved in the talks.
Senior Iranian officials, including its supreme leader, Ayatollah Ali Khamenei, have emphasized a number of red lines that seem to depart from the Lausanne agreement.
Western officials say that, in the negotiating room, Iran has also seemed to draw back on commitments it made to ensure the United Nations atomic agency access to all suspect sites under a deal, including military sites.
As Iran has toughened its rhetoric around what it calls its red lines for a deal, critics of the diplomacy have expressed growing concerns about the shape of a likely deal.
On Sunday, Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu told his cabinet that the world powers had withdrawn from the red lines they had laid down earlier in the talks.
“There is no reason to rush to sign this bad agreement, which gets worse each day,” he said. “It’s not too late to go back and insist on demands that will truly prevent Iran from acquiring nuclear capabilities.”
—Joshua Mitnick contributed to this article.
Write to Laurence Norman at laurence.norman@wsj.com
Schauble esquecido de que a Alemanha cresceu , depois da Guerra, também com dinheiro da Grécia!!!!!!!!!!!!!
Ministro das Finanças alemão propõe referendo na Grécia
por DN.pt11 maio 2015
47 comentáriosFotografia © REUTERS/BRENDAN MCDERMIT
Wolfgang Schäuble admitiu que, perante o impasse nas negociações com a Grécia, o governo de AlexisTsipras poderá ter de sujeitar a forma de pagamento da dívida ao aval do povo grego.
O ministros das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, disse esta segunda-feira que poderá ser útil para o governo grego fazer um referendo sobre o acordo com os credores para o pagamento da dívida, que lhe permitiria continuar na zona euro.
Segundo a agência Reuters, Schäuble admitiu que não houve progresso nas negociações com a Grécia, excluindo "o clima, que melhorou", ironizou. E explicou que cabe a Atenas implementar um programa com o acordo dos parceiros europeus para que as verbas congeladas do programa de assistência financeira possam ser entregues ao governo grego.
"Se o governo grego julga que deve fazer um referendo, então deixemo-lo fazer um referendo", sublinhou Schäuble, à chegada à reunião do Eurogrupo em Bruxelas. "Pode até ser uma medida útil para que o povo grego possa decidir se está pronto para aceitar o que é necessário ou se quer algo diferente". O ministro alemão também destacou que a aprovação do Fundo Monetário Internacional é essencial a qualquer acordo, de forma a persuadir os parlamentos da zona euro a aceitarem as medidas propostas pela Grécia.
Fazer um referendo na Grécia poderá intensificar a tensão numa situação que é já imprevisível. Uma resposta negativa dos gregos quanto ao pagamento da dívida - que permitiria a Atenas receber novas tranches de ajuda financeira dos credores internacionais - poderá significar a saída da Grécia da zona euro. Várias medidas exigidas pela UE e pelo FMI, como os cortes nas pensões ou mesmo novas leis que flexibilizem os despedimentos, colidem com as promessas feitas pelo Executivo do Syriza que venceu as eleições na Grécia em janeiro passado.
O Wall Street Journal recorda que da última vez que o governo grego propôs um referendo às condições do programa de assistência financeira, em 2011, a ideia foi prontamente recusada pela chanceler Angela Merkel. Numa altura em que a Grécia está próxima de cair na bancarrota, o referendo poderia, por outro lado, oferecer ao governo o apoio necessário para conseguir um acordo e reformar a economia, permitindo-lhe passar por cima das promessas eleitorais.
Artigo de MESTRE, de Pacheco Pereira! A Ler, forçosamente!

OPINIÃO
Demasiado lampeiros para serem sérios
JOSÉ PACHECO PEREIRA
20/06/2015 - 05:12
Então como é? O país está mal ou não está? Está. Então deixem-se de salamaleques politicamente correctos.
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TÓPICOS
Europa
França
Alemanha
Grécia
Governo
PS
PSD
EDP
Demografia
Crise
Terra
Maria Luís Albuquerque
TSF
questões sociais
partidos e movimentos
Passos Coelho
emigrantes
A língua portuguesa está cheia de palavras certíssimas para designar quase todas as cambiantes do comportamento humano. Escritores como Vieira, Bernardes, Camilo, Eça e Aquilino, levaram-na tão longe, que em português tudo se pode dizer, todas as infinitas flutuações das pessoas encontram uma ágil palavra para as designar.
Agora que a nossa bela língua está a ser atacada por todos os lados, na sua ortografia, na sua complexidade vocabular, na sua riqueza expressiva, é sempre bom encontrar um refúgio nos falares antigos, ou naqueles que pouco a pouco estão a ser esquecidos por falta de uso. A semana passada falei de “tresvaliar”, palavra de Sá de Miranda, e esta semana Fernando Alves na TSF fez uma crónica sobre “surdir”, palavra usada por Camilo (sempre ele) e Eça, tudo palavras esquecidas.
O que se passa hoje é como se, invisivelmente, se estivesse a realizar uma das funções essenciais que Orwell atribuía ao Big Brother, que era tirar todos os anos algumas palavras de circulação, porque sabia que é mais fácil controlar pessoas cujo vocabulário é restrito e que, por isso, tem dificuldades em expressar-se com clareza e riqueza e, em consequência, dominam menos o mundo em que vivem. O incremento de formas de expressão quase guturais como os SMS e o Twitter, apenas dá expressão a um problema mais de fundo que é desertificação do vocabulário, fruto de pouca leitura, e de um universo mediático muito pobre e estereotipado. Salva-nos o senhor Vice-Primeiro Ministro Portas que anda para aí a dizer que as “exportações estão a bombar”, convencido que ninguém o acha ridículo no seu afã propagandístico. Viva o Big Brother!
Tudo isto vem a propósito da palavra que mais me veio à cabeça – bem sei que uma cabeça muito deformada pelo “ressabiamento” por este governo não me ter dado um cargo qualquer – quando ouvi o debate parlamentar com o Primeiro-ministro na sexta-feira passada. Como ele está lampeiro com a verdade! Lampeiro é a palavra do dia.
Lampeiros com a verdade, neste governo e no anterior, há muitos. Sócrates é sempre o primeiro exemplo, mas Maria Luís Albuquerque partilha com ele a mesma desenvoltura na inverdade, como se diz na Terra dos Eufemismos. E agora Passos deu um curso completo dentro da nova tese de que tudo que se diz que ele disse é um mito urbano. Não existiu. Antes, no tempo do outro, era a ”narrativa”, agora é o “mito urbano”.
Aconselhar os portugueses a emigrar? Nunca, jamais em tempo algum. Bom, talvez tenha dito aos professores, mas os professores não são portugueses inteiros. Bom, talvez tenha dito algo de parecido, mas uma coisa é ser parecido, outra é ser igual. Igual era se eu dissesse “emigrai e multiplicai-vos” e eu não disse isso. Nem ninguém no “meu governo”. Alexandre Mestre era membro do Governo? Parece que sim, secretário de Estado do Desporto e disse: "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras". Como “sair da sua zona de conforto” é uma das frases preferidas do Primeiro-ministro, e a “zona de conforto” é uma coisa maléfica e preguiçosa, vão-se embora depressa. E Relvas, o seu alter-ego e importante dirigente partidário do PSD de 2015, então ministro, não esteve com meias medidas: “é extraordinariamente positivo” “encontrar [oportunidades] fora do seu país” e ainda por cima, “pode fortalecer a sua formação”. Resumindo e concluindo: “Procurar e desafiar a ambição é sempre extraordinariamente importante". Parece um coro grego de lampeiros.
Continuemos. A crise não atingiu os mais pobres porque “os portugueses com rendimentos mais baixos não foram objecto de cortes”, disse, lampeiro, Passos Coelho. Estou a ouvir bem? Sim, estou. Contestado pela mentirosa afirmação, ele continua a explicar que os cortes no RSI foram apenas cortes na “condição de acesso ao RSI” e um combate à fraude. A saúde? Está de vento em popa, e quem o contraria é o “socialista” que dirige um “observatório” qualquer. Sobre os cortes nos subsídios de desemprego e no complemento solidário de idosos, nem uma palavra, mas são certamente justas medidas para levarem os desempregados e os velhos a saírem da sua “zona de conforto”. Impostos? O IVA não foi aumentado em Portugal, disse Passos Coelho com firmeza. Bom, houve alterações no cabaz de produtos e serviços, mas o IVA, essa coisa conceptual e abstracta, permaneceu sem mudança, foi apenas uma parte. Então a restauração anda toda ao engano, o IVA não aumentou? E na luz, foi um erro da EDP e dos chineses? Lampeiro.
Depois há a Grécia. “Não queremos a Grécia fora do euro” significa, por esta ordem, “queremos derrubar o governo do Syriza”, “queremos o Syriza humilhado a morder o pó das suas promessas eleitorais”, “queremos os gregos a sofrerem mais porque votaram errado e têm que ter consequências”, “queremos a Grécia fora do euro”. O que é que disse pela voz do Presidente? Na Europa “não há excepções”. Há, e muitas. A França por exemplo, que violou o Pacto de Estabilidade. A Alemanha que fez o mesmo. 23 dos 27 países violaram as regras. Consequências? Nenhumas: foi-lhes dado mais tempo para controlar as suas finanças públicas. Mas ninguém tenha dúvidas: nunca nos passou pela cabeça empurrar a Grécia para fora do euro, até porque na Europa “não há excepções”. Lampeiros é o que eles são. Lampeiros
Este tipo de campanha eleitoral é insuportável, e suspeito que vamos ver a coligação a “bombar” este tipo de invenções sem descanso até à boca das urnas. O PS ainda não percebeu em que filme é que está metido. Continuem com falinhas mansas, a fazer vénias para a Europa ver, a chamar “tontos” ao Syriza, a pedir quase por favor um atestado de respeitabilidade aos amigos do governo, a andar a ver fábricas “inovadoras”, feiras de ovelhas e de fumeiro, a pedir certificados de bom comportamento a Marcelo e Marques Mendes, a fazer cartazes sem conteúdo – não tem melhor em que gastar dinheiro? – e vão longe.
Será que não percebem o que se está a passar? Enquanto ninguém disser na cara do senhor Primeiro-ministro ou do homem “irrevogável” dos sete chapéus, ou das outras personagens menores, esta tão simples coisa: “o senhor está a mentir”, e aguentar-se à bronca, a oposição não vai a lado nenhum. Por uma razão muito simples, é que ele está mesmo a mentir e quem não se sente não é filho de boa gente. Mas para isso é preciso mandar pela borda fora os consultores de imagem e de marketing, os assessores, os conselheiros, a corte pomposa dos fiéis e deixar entrar uma lufada de ar fresco de indignação.
Então como é? O país está mal ou não está? Está. Então deixem-se de rituais estandardizados da política de salão e conferência de imprensa, deixem-se de salamaleques politicamente correctos, mostrem que não querem pactuar com o mal que dizem existir e experimentem esse franc parler que tanta falta faz à política portuguesa.
Mas, para isso é preciso aquilo que falta no PS (e não só), que é uma genuína indignação com o que se está a passar. Falta a zanga, a fúria de ver Portugal como está e como pode continuar a estar. Falta a indignação que não é de falsete nem de circunstância, mas que vem do fundo e que, essa sim, arrasta multidões e dá representação aos milhões de portugueses que não se sentem representados no sistema político. Eles são apáticos ou estão apáticos? Não é bem verdade, mas se o fosse, como poderia ser de outra maneira se eles olham para os salões onde se move a política da oposição, e vêm gente acomodada com o que se passa, com medo de parecer “radical”, a debitar frases de circunstância, e que não aprenderam nada e não mudaram nada, nem estão incomodados por dentro, como é que se espera que alguém se mobilize com as sombras das sombras das sombras?
Enquanto isto não for varrido pelo bom vento fresco do mar alto, os lampeiros vão sempre ganhar. As sondagens não me admiram, a dureza e o mal são sempre mais eficazes do que o bem e muito mais eficazes do que os moles e os bonzinhos.
Poema meu(obra regª)
Poema:
Distâncias
Em busca de mim, escorro pela vida, como água do rio
que desliza para o seu além.
Migro com a minh’alma por percursos desconhecidos,
ansiosa por respostas que afluam à flor da pele.
Aventuramo-nos por dentro do vento, no calor do fogo
que penetra as algas no profundo mar, e germinamos das flores
numa tela de mil cores…
A luz das estrelas bate-me nos olhos, fixando-se na ponta dos dedos
que agarram esta pena ,que dói da humidade do nevoeiro do sonho.
Minhas veias transportam a vontade do abrir e fechar de cada flor,
que abre e que fecha
enquanto o colibri, que a deseja ,
engole o sumo do amor…o néctar da flor!
Tão-longe-estou-de- mim -tão -perto!
Do mar passo ao deserto…não chego nem cedo nem tarde…
não vou nem venho…
ESTOU-em viagem-vida-da-Palavra-em-processo-
-idade- que- confesso.
Do tecto da alma pende-me um candeeiro de cristal-verdade
querendo acender-se na claridade mística da-sombra-de-mim…
Incide sobre as teclas de um piano desafinado,
ansioso por acordes à altura da sua beleza e perfeição…
PERFEIÇÃO?
Pura pretensão! Consciência da ilusão…
Alma minha, emerge do-meu-dentro
e voa nas asas brilhantes das estrelas silenciosas,
mais luminosas que a noite cristal-puro do sono-ao-luar!
As nuvens rolam, lentamente,
afastando-se do meu céu.
O espelho devolve o humano brilho castanho de meus olhos.
RECONHEÇO-ME.
O SOL BRILHA.
ABRO AS CORTINAS DA ALMA.
O claro sol entra. Cheira-me a brilho-vida. As rosas rubras florescem.
Odor mágico de mundo-universo-no-meu-verso/poema…
Perfeita realidade…
Os anéis estouvados do meu cabelo repousam nos braços da noite.
Perto de mim, não estou,
afinal,
tão longe…
Sinto-me a desabrochar num pedaço de poema…
Maria Elisa Ribeiro
Jan/2013

Poema traduzido de Baudelaire
Poema de Charles Baudelaire (1821-1867), in Wikisource
Spleen
Quando o cinzento céu, como pesada tampa,
Carrega sobre nós, e nossa alma atormenta,
E a sua fria cor sobre a terra se estampa,
O dia transformado em noite pardacenta;
Quando se muda a terra em húmida enxovia
D'onde a Esperança, qual morcego espavorido,
Foge, roçando ao muro a sua asa sombria,
Com a cabeça a dar no tecto apodrecido;
Quando a chuva, caindo a cântaros, parece
D'uma prisão enorme os sinistros varões,
E em nossa mente em frebre a aranha fia e tece,
Com paciente labor, fantásticas visões,
- Ouve-se o bimbalhar dos sinos retumbantes,
Lançando para os céus um brado furibundo,
Como os doridos ais de espíritos errantes
Que a chorrar e a carpir se arrastam pelo mundo;
Soturnos funerais deslizam tristemente
Em minh'alma sombria. A sucumbida Esp'rança,
Lamenta-se, chorando; e a Angústia, cruelmente,
Seu negro pavilhão sobre os meus ombros lança!
Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"
Tradução de Delfim Guimarães
Obtido em Wikisource
O Pensamento do nosso José Régio

Literatura Eterna ou Temporal
Penso eu que a literatura pode responder a interrogações, pode tentar responder-lhes, pode simplesmente pô-las e pode nem sequer pô-las. Há a contar com a variedade dos temperamentos literários. Coisa difícil, sei-o por experiência própria, embora deva estar na base de qualquer atitude crítica. Aceitemos, porém, que toda a grande literatura põe interrogações, e lhes procura resposta. Pergunto: Não poderá admitir-se que seja antes às interrogações eternas do homem eterno que a literatura procura responder? Não envelhecerá uma obra de arte precisamente na medida em que só responde às inquietações de uma época? E não perdurará na medida em que, através, ou não, de respostas provisórias a interrogações provisórias, sugere uma resposta eterna a interrogações eternas, exprime inquietações eternas embora de forma pessoal?
Entendamo-nos: Há quem, no homem, antes considere o homem eterno, e quem antes considere o homem temporal. O leitor compreende que chamo homem eterno ao que, no homem, permanece através da diversidade das épocas, dos meios, das circunstâncias históricas, das modalidades individuais; e que chamo homem temporal ao que nele depende destas coisas. Evidentemente, o homem que através da literatura se nos revela é, ao mesmo tempo, um e outro: o temporal e o eterno. Mas a questão é esta: Será antes pelo que nos revela do homem temporal que uma obra dura por humana - ou antes pelo que nos revela do homem eterno? Duram as tragédias de Shakespeare, ou as comédias de Moliére, antes pelo que nos mostram do homem do tempo de Shakespeare e Moliére, ou antes pelo que nos mostram do homem de sempre?
Diz Rodrigues Miguéis: «Uma literatura que não responde às interrogações da sua época - pelo menos - está condenada ao esquecimento.» Ora aquele importante pelo menos ao mesmo tempo salva e embrulha tudo nesta frase dúbia. Tal como está expresso, o pensamento de Rodrigues Miguéis é o seguinte: uma literatura, para viver, deve responder às interrogações que o homem se põe. Em primeiro lugar (parece) às eternas interrogações do homem de sempre; pois em não respondendo a estas, deverá responder, pelo menos, às da sua época.
José Régio, in 'Presença, Folha de Arte e Crítica, 1927-1940'
sábado, 27 de junho de 2015
Editorial do jornal "Público"
O medo e as lições do m
EDITORIAL
al
DIRECÇÃO EDITORIAL
27/06/2015 - 05:52
Enfrentar o terror é o melhor antídoto contra quem quer destruir as sociedades democráticas.
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TÓPICOS
Europa
França
Tunísia
Kuwait
Terrorismo
Segurança Interna
Atentados
Forças de segurança
Editorial
Estado Islâmico
Três países, três atentados. Num período de menos de cinco horas, ataques terroristas em França, no Kuwait e na Tunísia, perpetrados pelo autodenominado Estado Islâmico, mataram dezenas de pessoas e feriram centenas deixando meio mundo perplexo perante a (aparente?) capacidade de organização do grupo jihadista. Enquanto se apuram todos os meandros de cada uma destas operações, fica a saber-se que as autoridades policiais e os serviços secretos de muitos países já esperavam este tipo de ataques, especialmente devido à aproximação do primeiro aniversário da proclamação do Estado Islâmico, que se assinala no próximo dia 29. Para já, o mais surpreendente é o facto de os atentados se terem realizado todos no mesmo dia. Há quem levante a hipótese de se tratar de mera coincidência por duvidar que uma organização ainda tão recente e bárbara tenha capacidade para coordenar, com este grau de precisão, células fisicamente tão dispersas. Mas este cepticismo talvez corresponda mais a uma atitude política, do que a um conhecimento mais profundo e global sobre a natureza, a dimensão e a organização do EI. Espalhar o terror é um dos objectivos cruciais dos jihadistas, daí a importância de impedir que seja o medo a comandar as políticas de segurança ou a justificar qualquer tolerância a medidas contrárias aos princípios que devem nortear as sociedades democráticas. Mas não é fingindo que o mal existe que se consegue ser eficaz. À luz do que se sabe, não será assim tão difícil coordenar comandos isolados para acções suicidárias, que foi o que aconteceu nos três países. Já quanto aquilo que se procurou atingir em cada uma das operações, percebe-se que a análise dos especialistas deve ser mais fina: um decapitado em França é exportar a barbárie para o coração da Europa; atacar turistas na Tunísia só pode ter objectivos económicos; já fazer-se explodir numa mesquita do Kuwait significa que ninguém está a salvo, nem um país de onde vem financiamento para o EI. Uma lição para quem enfiar a carapuça.
DA GRÉCIA...
Tsipras: “Não subestimem o que pode fazer um povo quando se sente humilhado”

26 Junho, 2015
eurocrise
negociações
A tensão subiu na cimeira do Conselho Europeu, quando o seu presidente, Donald Tusk, voltou a dizer que “o jogo acabou”, a propósito das negociações com a Grécia. Alexis Tsipras respondeu dizendo que “a Grécia tem 1.5 milhões de desempregados, 3 milhões de pobres e milhares de famílias sem rendimentos que vivem da ajuda dos avós. Isto não é um jogo.”
“Nem você, sr. Tusk, nem ninguém deve subestimar o que um povo pode fazer quando se sente humilhado”, prosseguiu Tsipras, explicando que a Grécia apresentou propostas com medidas difíceis para um país em crise. Para o primeiro-ministro da Grécia, a mudança de posição dos credores durante a semana “reflete infelizmente as posições mais extremistas do FMI e que não são diferentes dos anteriores programas”.
“Estou empenhado em fazer reformas na Segurança Social, acabar com as reformas antecipadas e consolidar os fundos de pensões a partir de outubro”, acrescentou Tsipras, concluindo que “no futuro, os historiadores terão dificuldade em perceber como é que após a nossa proposta não se chegou a um acordo”.
Já esta sexta-feira, Tsipras voltou a encontrar-se com Merkel e Hollande, com o primeiro-ministro grego a insistir ser incompreensível a insistência dos credores na mesma receita de cortes que prejudicam os de sempre. O encontro de sábado no Eurogrupo, que se deve prolongar pelo fim de semana, é decisivo para o desfecho da fase de negociações.
Ministro do Trabalho: “O que os credores nos pedem é um suicídio”
Esta sexta-feira, o ministro Panos Skourletis também reagiu ao andamento das negociações, dizendo que ainda há algumas possibilidades de alcançar um acordo, não excluindo uma nova extensão do atual acordo com os credores.
O ministro do Trabalho confirma que a não existir acordo, a Grécia não vai pagar ao FMI, embora isso não constitua tecnicamente um “default” por se tratar de um credor institucional. Skourletis diz que o que os credores estão a pedir equivale ao suicídio do povo grego.
Du "Le Monde"
Saint-Quentin Fallavier, Sousse, Kobané, Koweit, Somalie : vague d’attaques djihadistes
Le Monde.fr avec AFP | 27.06.2015 à 08h30 • Mis à jour le 27.06.2015 à 09h38
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Un chef d'entreprise décapité dans un attentat dans le sud-est de la France, 38 morts dans une fusillade dans un hôtel tunisien, plus de 150 civils tués à Kobané, des dizaines de tués dans l'attaque d'une mosquée au Koweït, des dizaines d'autres sur une base en Somalie : le deuxième vendredi du Ramadan a été marqué par une flambée de violences portant la marque des djihadistes.
Cette vague meurtrière survient trois jours après un appel du groupe djihadiste Etat islamique (EI), qui combat en Irak et en Syrie, incitant les musulmans dans le monde à engager la guerre sainte contre les « mécréants » durant le ramadan, qui a commencé le 17 juin. Mais rien n'indique dans un premier temps que les attaques de vendredi aient été coordonnées.
Attentat islamiste à Saint-Quentin-Fallavier
En France, près de six mois après les attentats sanglants de Paris, un homme est mort décapité dans un attentat djihadiste contre une usine de gaz industriels du groupe américain Air Products à Saint-Quentin Fallavier, près de Lyon. C'est la première fois qu'une décapitation a lieu dans ce pays lors d'une attaque terroriste, une pratique en revanche fréquente en Syrie et en Irak pour l'EI.
image: http://s2.lemde.fr/image/2015/06/27/534x0/4663045_6_1e71_l-assaillant-de-saint-quentin-fallavier-a-ete_5a7f37a344d4ab22c39c54c8bd19ac39.jpg
L'assaillant de Saint-Quentin-Fallavier a été identifié comme Yassin Salhi, 35 ans, connu pour ses « liens avec la mouvance salafiste ». PHILIPPE DESMAZES / AFPL'assaillant, identifié comme Yassin Salhi, 35 ans, connu pour ses « liens avec la mouvance salafiste », qui regroupe les musulmans sunnites radicaux, serait arrivé dans une voiture bénéficiant d'un agrément pour accéder à l'usine, classée sensible, avant de foncer sur des bonbonnes des gaz, stockées en masse. Une « énorme explosion », selon un riverain, s'est alors produite.
Selon des images de vidéosurveillance, l'homme avait préalablement signé une macabre mise en scène, en accrochant sur le grillage extérieur la tête décapitée de son employeur, entourée de drapeaux islamistes. Les pompiers dépêchés sur place l'ont ensuite maîtrisé, avant de le remettre aux autorités.
Un nouveau conseil restreint présidé par François Hollande se tiendra samedi à 11 heures. Le premier ministre Manuel Valls, qui a écourté sa visite en Amérique du Sud, sera présent lors de ce deuxième conseil, qui réunira également les ministres Laurent Fabius (affaires étrangères), Christiane Taubira (justice), Jean-Yves Le Drian (défense) et Bernard Cazeneuve (intérieur), a précisé la présidence de la République. La société française, dont la résistance est « mise à l'épreuve » par le nouvel attentat « ignoble » et « préoccupant » commis en Isère, doit « être forte sur ses valeurs », a appelé samedi Manuel Valls, assurant que son gouvernement réagirait « avec sang-froid ».
Lire aussi : Attentat en Isère : un corps décapité, trois personnes en garde à vue
Les touristes pris pour cible à Sousse
L'EI a revendiqué l'attentat de vendredi contre un hôtel de Sousse, ville touristique sur le golfe d'Hammamet, qui a fait 38 morts, en majorité des Britanniques, une attaque menée par un homme qui avait caché son arme dans un parasol. Le premier ministre tunisien a annoncé la présence de Français parmi les victimes, ce que le Quai d’Orsay, à Paris, n’a pas confirmé.
Selon le ministère de l'intérieur tunisien, un homme armé « s'est infiltré par l'arrière de l'hôtel et a ouvert le feu ». Selon les autorités, l'auteur présumé de l'attentat se nomme Seifeddine Rezgui, un jeune Tunisien né en 1992 et originaire de Gaafour mais étudiant à Kairouan. Il a ensuite été abattu.
image: http://s2.lemde.fr/image/2015/06/27/534x0/4663043_6_2005_l-auteur-presume-de-l-attentat-de-sousse-se_93f91d404811a816ad4a57a0f4909443.jpg
L'auteur présumé de l'attentat de Sousse se nomme Seifeddine Rezgui, un jeune Tunisien né en 1992 et originaire de Gaafour mais étudiant à Kairouan. Il a ensuite été abattu. FETHI BELAID / AFPDes centaines de touristes étrangers ont été amenés en bus à l'aéroport d'Enfidha, situé à mi-chemin entre Tunis et Sousse, pour être évacués de Tunisie dans la nuit de vendredi à samedi. Treize vols étaient affichés au départ de cet aéroport durant la nuit, notamment à destination de Londres, Manchester, Amsterdam, Bruxelles et Saint-Pétersbourg.
Lire aussi : Le terrorisme frappe à nouveau la Tunisie
Lire aussi : Tunisie : « C'est à la deuxième rafale que les gens ont compris »
A Kobané, la vengeance de l’EI
Au moins 164 civils ont été tués par l’EI à Kobané depuis le début, jeudi, d'une attaque surprise contre cette ville syrienne kurde frontalière de la Turquie.
La situation restait très tendue vendredi à Kobané, où des djihadistes étaient retranchés dans des immeubles et utilisaient des civils comme boucliers humains, ont indiqué des militants et l'Observatoire syrien des droits de l'homme (OSDH). « Il y aurait au moins 70 civils pris en otage », a précisé Mostafa Ali, un journaliste originaire de Kobané qui se trouve aux abords de la ville. Les combattants kurdes « encerclent les immeubles mais n'osent pas tirer pour ne pas mettre en péril la vie des civils ».
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La situation reste très tendue vendredi à Kobané, où des djihadistes étaient retranchés dans des immeubles et utilisaient des civils comme boucliers humains. MURAD SEZER / REUTERSL'EI a lancé jeudi une attaque sur la ville où il avait subi en janvier son premier revers depuis le début de son expansion en Syrie. L'essentiel de ses combattants se trouvaient vendredi soir dans et autour d'une école du sud-ouest de la ville.
Lire aussi : A Kobané, un des « pires massacres » de l’Etat islamique
Les chiites pris pour cible à Koweït City, par l’EI
Au Koweït, un attentat anti-chiite revendiqué par l'EI a visé une mosquée de la capitale, faisant 27 morts et 222 blessés, selon un bilan officiel.
C'est la première attaque ciblant un lieu de prière fréquenté par des chiites dans ce riche émirat pétrolier à majorité sunnite. L'EI sunnite, qui considère les chiites comme des hérétiques, a rapidement endossé la responsabilité de l'attentat mené pendant la grande prière dans la mosquée Al-Imam Al-Sadeq à Koweït City.
Lire aussi : Koweït : au moins 27 morts dans un attentat à la bombe revendiqué par l’Etat islamique
L’Union africaine attaquée par les chababs
En Somalie, à une centaine de kilomètres au nord-ouest de Mogadiscio, des dizaines de soldats ont été tués dans l'attaque par les islamistes chabab d'une base de la force de l'Union africaine (UA) à Lego, tenue par un contingent de l'armée burundaise, ont affirmé des témoins.
« Les combats ont été les plus violents jamais observés dans la zone, les combattants shebab ont pris complètement le contrôle de la base et tué de nombreux soldats », a déclaré un chef local.
Lire aussi : Une attaque de Chabab tue des dizaines de soldats en Somalie
En savoir plus sur http://www.lemonde.fr/international/article/2015/06/27/saint-quentin-fallavier-sousse-kobane-koweit-somalie-vague-d-attaques-djihadistes_4663046_3210.html#3cQ31rmehHrloxDM.99
From "The New York Times"
JUNE 25, 2015
What Astronomers Can Teach Us About a Famous Kiss
5:51 pm. That’s the moment on V-J Day in 1945 when a sailor planted his lips on a woman in New York City’s Times Square in one of the 20th century’s most famous photos, according to a study by astronomers from Texas State University and Iowa State University. And by finding the precise time, they might make it possible to disprove at least one claim about who was pictured in Alfred Eisenstaedt’s Life Magazine photo from the New York City celebration of allied victory over Japan in World War II.
The astronomers, in an article published in the August issue of Sky & Telescope, set out to show how much you can learn about a photograph by poking around in the shadows in its frame. The investigation actually began in the comment thread of a New York Times article in 2010 about the photo.
Steven D. Kawaler, one of the authors of Sky & Telescope article, got involved debating when the photo was taken. The clue that made this deeper inquiry possible, said Donald Olson, another author, was the shadow cast on a building in the top right corner of the photo.
“Every tall building in Manhattan acts like the gnomon of a sundial,” the authors explain in the article.
From the image, they could assess that the top of the shadow was 94 feet above the street on what was then the Loew’s Building at West 45th Street and Broadway.
By working out what structure caused the shadow, the scientists could compute the sun's position, and thus the time the photo was taken. With a topographical analysis of Manhattan’s layout at the time, they concluded that the shadow was cast by a sign atop the Hotel Astor and across the intersection from the Loew’s Building. By constructing a scale model of Manhattan and considering other details from accounts of the day, the sleuths arrived at 5:51 p.m. as the moment when the sun would have fallen at the correct angle to create the shadow on the Loew’s Building.
Dozens of people have claimed to be either the sailor or the nurse. But Mr. Eisenstaedt did not ask for the identity of the pair when he photographed them. One pair, George Mendonsa and Greta Zimmer, became the subject of a book, “The Kissing Sailor.” The book claimed to offer “irrefutable proof to identify the couple.” The Sky & Telescope analysis, pointing to their claims of meeting and kissing around 2 p.m., say that this analysis refutes the book’s account.
If not Mr. Mendonsa and Ms. Zimmer, who are the sailor and nurse? That’s a question that the astrophysicists can’t answer. Nor can looking at the shadows in the photo work out whether the kiss was consensual. But Dr. Olson was hopeful his techniques for investigating photos, paintings and other visual works of art had potential applications in other contexts.
“What we need to do it especially is a distinctive foreground, and then we can work with it,” he said by phone. “If you ask me to analyze a painting, I would look for distinctive buildings. When they paint anything with a distinctive feature, you can find it.”
In the past, Dr. Olson and his co-author have used similar techniques from astronomy to explore questions to study why the Titanic was sunk by an iceberg and how a volcanic eruption contributed to the painting of Edvard Munch’s “The Scream.”
—MICHAEL ROSTON
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