APONTAMENTOS
Esta manhã surpreendeu-me a lembrança de um soneto de Camilo Castelo Branco que reli há não muito tempo : "Amigos cento e dez..." É um soneto muito amargurado, acerbamente crítico, como tudo, afinal, o que Camilo escreveu antes e depois de ter perdido a visão. Camilo Castelo Branco é um escritor torrencial do século dezanove; li muitas e possuo algumas das suas obras e, contudo, não aprecio este escritor, à parte a sua genialidade. Veio-me à ideia o soneto. cuja dureza, sobretudo a diatribe do último terceto, será um grito de revolta mas não comove o meu coração, talvez por ser o meu coração solar desafecto às escuridades em que é fértil o espírito de Camilo. Mas, enfim, veio-me à lembrança, em contraposição com o que sinto e é, para mim, a expressão, o conforto, a doçura da verdadeira amizade. E é com a alma ainda em festa. e comovidamente que agradeço às minhas queridas amigas Ana Leonor, minha sobrinha, Cândida, Goretti, Jolie, Lena e à minha inestimável Maria Eduarda, a felicidade, a alegria, o amor que derramaram sobre mim, ontem. durante as horas especiais que me foi dado viver. Mais do que as lindas rosas amarelas, que amei e amo,e as palavras afectuosas, os sorrisos de todas, tão bonitos, tão
juvenis, tão repletos de sol e afecto, geraram no meu coração um mar de luz, de paz, de inefável bem-estar e de imensa gratidão. Para todas faço votos de as maiores felicidades, Para a minha querida Lena e para a "favinha" que traz em si, no âmago da sua doce feminilidade, desejo ainda mais : um caminho de luz, de amor, de Bem absoluto, para que a "favinha" cresça nele forte, perfeita, feliz e tão linda como ela.
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