sexta-feira, 4 de março de 2022

Poema de minha autoria





 GOTAS DE DOR

Será possível que, nos mares que encontrámos,
as ondas tenham desaparecido dos lugares
por onde tão longe andámos?
Como vagas obesas , há mulheres prenhes de tristezas
Cheias de saudades e cobertas de areia
No areal das despedidas
lá para os lados de Belém...
...obesas de lágrimas...obesas de boas e más recordações...
...obesas de fome...e de companhia.
Numa pouco usual questão, nos tempos que então corriam, gritavam no dia-a-dia:
“Senhor, meu Deus, que faço da minha vida”?
Nov/020
Maria Elisa Ribeiro

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