domingo, 13 de março de 2022

 

Este álbum de fotos encontrado em um antiquário na Polônia foi feito com pele humana de prisioneiros de um campo de concentração.
Os pesquisadores acreditam que a capa tenha sido feita com a pele de um prisioneiro executado no campo de concentração de Buchenwald. O local foi palco de assassinatos em massa e de experimentos com humanos. Originalmente o álbum pertencia a uma família da Baviera que gerenciava uma pousada em uma cidade turística durante a Segunda Guerra Mundial. Especula-se que o objeto, que continha mais de 100 fotos de paisagens, tenha sido oferecido como um presente por alguém que trabalhou no campo de Buchenwald.
De acordo com Elżbieta Cajzer, responsável pelas coleções do Museu de Auschwitz-Birkenau, o uso da pele humana como matéria-prima está diretamente associado ao casal Karl e Ilse Koch, comandante e supervisora do campo de concentração de Buchenwald. A dupla se tornou famosa por sua brutalidade com os prisioneiros. Ilse ficou conhecida por chicoteá-los enquanto cavalgava. Além disso, os Koch também colecionavam peles tatuadas.
O casal Koch foi preso em 1943, acusado de peculato, ameaça a oficiais e outros crimes. Karl foi executado pela SS em 1945, enquanto Ilse foi absolvida. Após o fim da guerra, ela foi presa por autoridades dos Estados Unidos e condenada à prisão perpétua. Ilse se suicidou na prisão em 1967.
Sobreviventes de Buchenwald disseram que no local a pele humana era usada para os mais diversos fins, como a produção de carteiras de dinheiro e encadernação de livros. O museu disse que o álbum é uma prova dos crimes cometidos contra a humanidade. Um outro caderno cuja capa também foi produzida com pele humana pertence ao acervo da instituição. Cerca de seis milhões de judeus morreram nas mãos de nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, fazendo do Holocausto um dos episódios mais trágicos da história da humanidade.
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