
FILOSOFIAS?
(WHATEVER…)
Íntimo e silencioso, um relâmpago atravessa o universo sufocado de pranto.
Não conheço a vida secreta dos sentimentos das plantas
Ouço as cores, do seu enigmático quanto esperado desabrochar
(Yes, I listen to them!)
Sim, ouço-as, porque comigo viveram comigo no infinito espaço da identidade
que era o quintal das varandas da infância…
Nunca soube bem os limites entre o seu Dentro e o seu Fora…
Meus medos, um radar de solenes avisos,
fui-os domesticando,
à medida que as árvores cresciam e me enviavam sorrisos.
Alheei-me de tudo ao que estive atenta.
O mar compactuou com as páginas da história desatenta
Onde mergulhei, sedenta.
And I saw…
…e vi…vi pinhais a navegar, em ondas que metiam dó…
…vi búzios indiferentes às correntes do golfo e não só…
Mundo fantástico!
Tão poético que o converti em palavras, na irreprimível surdina
da minha língua vermelha
do mundo da oralidade do Dentro e do Fora…Outrora e Agora.
Falaram-me os frutos da hora- de-amanhecer.
Quase entendi o mistério,
ao ver o mundo nascer dentro-de-mim
a incubar palavras, que usaria para outro fim…
…e assim, uso minhas asas…
Voo, porque não sei suster-me numa única raíz…
…e milito na ideia de as levar para a minha matriz,
onde tenho Tanto-Passado-pela-Frente
desde que fui petiz…
Bem queria um mundo à minha medida,
onde pudesse subverter as regras, escrevendo-as
………………………….sem as escrever,
………………………….num poema a que-me-dou-vida,ao ler
………………………….o que não escrevi…
À minha medida, sim, porque os Outros-são-Eu…
…eu que sou o Centro- do- Centro- que os Outros-São!
(E chega…não sei a filosofia do que a alma vê Cá- Dentro…
…Cá dentro-Dentro-de-Mim...)
Toda a Poesia é fruto de um Presente.
Mas tem por dentro o Passado, esse espaço renitente
que teima em ser ressuscitado!
De Portugal, não me importo!
porque Portugal-sou-EU,
sempre com a mão na porta,
pronta a abrir outro céu!
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Junho/2014
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