sábado, 25 de fevereiro de 2017

De Seamus Heaney...



Poema de Seamus Heaney (1939-2013), Prémio Nobel da Literatura em1995.

Canção

Uma sorveira como uma garota de batom.


Entre o acesso à estrada e a estrada principal

Amieiros na distância úmida e gotejante

Aos juncos não se misturam.

Existem as flores de barro do dialeto

E as perpétuas de percepção musical apurada.

E o momento em que o canto do pássaro se aproxima

Da música do que acontece.

Traduzido por Wagner Miranda

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