sexta-feira, 2 de maio de 2014

POEMA:obrª regª



















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Há sonhos interrompidos

na longa distância

do Então-até-Agora/



Querida bola de trapos

que te perdeste no abismo

da saudade

da irrecuperável infância/



Perdi-me ao teu lado

no Lado-de-Lá-de-ti

quando um silêncio estranho

começou a dialogar em mim/



Minhas mãos

sinto-as nos passos que dou

à procura de uma unidade

quase credível

sempre impossível/



Vejo-a ainda perfeita

a bola que desapareceu

diluída nos trapos

dos tempos idos/



Regresso a mim

nos passos dados

junto a um interrogante muro

num quintal que foi de esperança

onde quero SER- ENFIM/



Divagações…nas reticências

da bonança das tristes recordações…



Pinto na minha tela

(papel sagrado, à luz da vela)

os sons os cheiros as cores

das onomatopeias

personificadas

nas plumas das estrelas

de ENTÃO-que-são-de-AGORA!





Maria Elisa Rodrigues Ribeiro

Abril/014







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