

***
Há sonhos interrompidos
na longa distância
do Então-até-Agora/
Querida bola de trapos
que te perdeste no abismo
da saudade
da irrecuperável infância/
Perdi-me ao teu lado
no Lado-de-Lá-de-ti
quando um silêncio estranho
começou a dialogar em mim/
Minhas mãos
sinto-as nos passos que dou
à procura de uma unidade
quase credível
sempre impossível/
Vejo-a ainda perfeita
a bola que desapareceu
diluída nos trapos
dos tempos idos/
Regresso a mim
nos passos dados
junto a um interrogante muro
num quintal que foi de esperança
onde quero SER- ENFIM/
Divagações…nas reticências
da bonança das tristes recordações…
Pinto na minha tela
(papel sagrado, à luz da vela)
os sons os cheiros as cores
das onomatopeias
personificadas
nas plumas das estrelas
de ENTÃO-que-são-de-AGORA!
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Abril/014
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