segunda-feira, 19 de maio de 2014

Poema (obrª regª)


















A NOITE ESPERA…



…impassível, pelo sol que há-de vir.

…e canta…

…canta o rio que desliza no olho da brisa

escondida, numa nuvem a passar…

…canta o trigo que dorme numa seara-a-viver…

…canta as minhas mãos nas tuas-numa-sede-de-viver…





Mistérios de uma escura claridade

escondem-se nas dobras de um lençol,

onde se aninha a cósmica verdade …

…verdade perene de um sono inquieto

a cobiçar o fulgor da luz das estrelas ,

sob os raios brilhantes do luar descoberto …



A Noite espera…

Uma pestana abre-se no relento, que desperta o poeta.

Um poema regista a música do silêncio humano, quando

eu-ilha me descubro, na-terra-própria-que-Sou …

…terra de mentiras feita, à descoberta da Outra que-em-mim-há…



Maria Elisa Rodrigues Ribeiro



DEZ/013

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