Poema:
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Perfumo a escrita
com as flores que cortei
no jardim das palavras.
O poema nasce de lágrimas rubras,
feridas,
no silêncio das avenidas
com rosas mutiladas.
Digo a minha poesia a quem a leia, a solo, quando
trazida pelo vento ,chega como canto de sereia lânguida,
deitada na areia.
Vinda de espaços fragmentados
pelo clarão dos dias incinerados
no caos das formas-disformes,
essa poesia senta-se, cansada e paciente,
no olho das begónias,
na corola dos girassóis,
na cúpula das catedrais
a saudar aves insólitas,
reflectidas em espelhos incredíveis.
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
JAN/014
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Perfumo a escrita
com as flores que cortei
no jardim das palavras.
O poema nasce de lágrimas rubras,
feridas,
no silêncio das avenidas
com rosas mutiladas.
Digo a minha poesia a quem a leia, a solo, quando
trazida pelo vento ,chega como canto de sereia lânguida,
deitada na areia.
Vinda de espaços fragmentados
pelo clarão dos dias incinerados
no caos das formas-disformes,
essa poesia senta-se, cansada e paciente,
no olho das begónias,
na corola dos girassóis,
na cúpula das catedrais
a saudar aves insólitas,
reflectidas em espelhos incredíveis.
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
JAN/014

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