"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
quarta-feira, 14 de maio de 2014
ESTÃO A VER COMO O DESGOVERNO "SE PODE GABAR" DE QUE O DESEMPREGO ESTÁ A DIMINUIR????????????????
partilhou o estado de RDP Internacional.
há alguns segundos
EMIGRAÇÃO DISPARA EM PORTUGAL
0 número de portugueses que rumou ao estrangeiro subiu de forma exponencial nos últimos anos. Se em 2010, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 24 mil portugueses tinham abandonado o país, em 2011, altura em que a troika aterrou pela primeira vez em território nacional, eram já mais de 43 mil.
2012 foi o ano da ‘fuga’ e mais de 121.418 portugueses procuraram novas oportunidades noutros países. A tendência de saída fez-se notar ainda no ano passado e, embora não existam ainda números oficiais, o Observatório da Emigração avança que só para o Reino Unido terão rumado 30.121 portugueses (5% do total de emigrantes a entrar em terras de Sua Majestade). Segue-se a Alemanha, com 11.401 portugueses e o Brasil, com 2.913.
Por precaução ou necessidade, os jovens despediram-se dos pais, fizeram as malas e partiram. À geração ‘nem-nem’ juntou-se a geração ‘foge enquanto podes’. E foi isso que a geração mais qualificada de sempre fez, mas sem (poder) olhar para trás. A fuga dos cérebros começou.
Quando sair não é a alternativa, mas a melhor opção
Suíça, Espanha, Alemanha e Luxemburgo assumem-se também como destinos de eleição. Mas há quem vá mais além: Soraia Torres Lage e Bárbara Silva rumaram ao Dubai. Estas duas jovens, 25 e 23 anos respetivamente, são licenciadas em Comunicação e viram na Emirates Airlines a oportunidade de lutar por um futuro melhor.
Nenhuma saiu por necessidade financeira, nem por falta de emprego, embora confessem que nem sempre o seu trabalho “era bem pago”. Bárbara, de Vila Nova de Gaia e licenciada no ISMAI, diz que a companhia aérea oferece “oportunidades incríveis de subir na carreira”, nomeadamente, em “departamentos de jornalismo e comunicação”. Oportunidades vistas também por Soraia como um dos motivos para rumar a esta aventura aérea. Para a jovem de Lisboa, atualmente em Londres, a empresa proporcionou-lhe “um emprego estável, com um contrato fixo de três anos”, condições que “muito dificilmente” iria encontrar em Portugal.
“Podia ter ficado em Portugal a trabalhar com um ordenado de menos de 800 euros ou podia até ter ficado a ganhar mais experiência em estágios não-remunerados, mas por motivos financeiros e por acreditar que isso apenas piora a situação do nosso país, sendo uma forma de compactuar com o sistema de emprego atual, decidi sair e crescer”, disse a estudante lisboeta, licenciada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova.
Já com sorte diferente, Gonçalo Vasques Borga, de 26 anos, viu a emigração como escape ao desemprego que se arrastava há seis meses. O ex-aluno do ISCSP apostou mesmo em outras áreas que não a da sua formação. “Cheguei a trabalhar em atividades agrícolas durante o inverno para ter algum rendimento”.
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