sexta-feira, 2 de maio de 2014

BREVE HISTÓRIA DE D. Pedro iv de Portugal=D. Pedro I, Imperador do Brasil, in Wikipedia


Pedro IV de PORTUGAL= PEDRO I, Imperador do Brasil
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Nota: Se procura por outros significados, veja Dom Pedro (desambiguação).
Dom Pedro I/IV
I do Brasil e IV de Portugal

Imperador do Brasil
Rei de Portugal

Pedro I, c. 1830, de Simplício Rodrigues de Sá.
Governo
Reinado Como imperador do Brasil:
7 de setembro de 1822
até 7 de abril de 1831
Como rei de Portugal:
10 de março de 1826
até 28 de maio de 1826
Coroação Como imperador do Brasil:
12 de outubro de 1822,
Capela Imperial, Rio de Janeiro
Como rei de Portugal:
22 de junho de 1828
Largo 22 de Junho, Angra do Heroísmo (Ilha Terceira)
Consorte Maria Leopoldina de Áustria
Amélia de Leuchtenberg
Antecessor João VI
Herdeiro Pedro II (Brasil)
Maria II (Portugal)
Sucessor Como imperador do Brasil:
Pedro II
Como rei de Portugal:
Maria II
Casa Real Bragança
Dinastia Bragança
Títulos O Libertador
O Rei-Soldado
O Rei-Imperador
Vida
Nome completo Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon
Nascimento 12 de outubro de 1798
Queluz, Portugal
Morte 24 de setembro de 1834 (35 anos)
Queluz, Portugal
Sepultamento Capela Imperial, São Paulo
Filhos D. Maria II
D. Miguel, Príncipe da Beira
D. João Carlos, Príncipe da Beira
D. Januária Maria, Condessa de Aquila
D. Paula
D. Francisca, Princesa de Joinville
D. Pedro II
D. Maria Amélia
D. Isabel Maria, Duquesa de Goiás
D. Pedro de Alcântara
D. Maria Isabel, Duquesa do Ceará
D. Maria Isabel II, Condessa de Iguaçu
Rodrigo Delfim Pereira
D. Pedro de Alcântara
Pai João VI
Mãe Carlota Joaquina
Assinatura


Pedro I (Queluz, 12 de outubro de 1798Queluz, 24 de setembro de 1834), alcunhado o Libertador,1 foi o fundador e primeiro monarcado Império do Brasil. Como rei D. Pedro IV, reinou brevemente em Portugal, onde também ficou conhecido como o Libertador e também comoo Rei Soldado.2 Nascido em Lisboa, Pedro I foi a quarta criança do rei Dom João VI de Portugal e da rainha Carlota Joaquina, e assim membro da Casa de Bragança. Quando seu país foi invadido por tropas francesas em 1807, foi com sua família para o Brasil.

A deflagração da Revolução Liberal de 1820 no Porto, com a rápida adesão de Lisboa e o resto do país, obrigou o pai de Pedro I a retornar a Portugal em abril de 1821, deixando-o para governar o Brasil como regente. Teve de lidar com as ameaças de revolucionários e com a insubordinação de tropas portuguesas, as quais foram, no entanto, todas subjugadas. A tentativa do governo português de retirar a autonomia política que o Brasil gozava desde 1808 e tornar o país que havia sido elevado a condição de reino unido a Portugal em uma colônia ultramar novamente foi recebida com descontentamento geral. Pedro I escolheu o lado brasileiro e declarou a Independência do Brasil de Portugal em 7 de setembro de 1822. Em 12 de outubro foi aclamado imperador brasileiro e, em março de 1824, já havia derrotado todos os exércitos leais a Portugal. Poucos meses depois, Pedro I esmagou a Confederação do Equador, principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora de seu governo.

Uma rebelião separatista na província sulista da Cisplatina no início de 1826, e a tentativa subsequente de sua anexação pela Províncias Unidas do Rio da Prata (futura Argentina) levaram o império a Guerra da Cisplatina. Em março de 1826, Pedro I se tornou brevemente rei de Portugal com o título de Pedro IV antes de abdicar em favor de sua filha mais velha, Maria II. A situação piorou em 1828 quando a guerra do sul resultou na perda da Cisplatina. Nesse mesmo ano, em Lisboa, o trono de Maria II foi usurpado pelo príncipe Dom Miguel I, irmão mais novo de Pedro I. O relacionamento sexual escandaloso e concorrente com uma cortesã maculou a reputação do imperador. Outras dificuldades surgiram no parlamento brasileiro, onde o conflito sobre se o governo e suas políticas seriam escolhidos pelo monarca ou pela legislatura dominaram os debates políticos de 1826 a 1831. Incapaz de lidar com os problemas do Brasil e de Portugal ao mesmo tempo, em 7 de abril de 1831 Pedro I abdicou em favor de seu filho Dom Pedro II e partiu para a Europa.

Dom Pedro invadiu Portugal à frente de um exército em julho de 1834. Frente ao que parecia inicialmente uma guerra civil nacional, logo se envolveu num conflito em escala muito maior que abrangeu toda a península Ibérica numa luta entre os defensores do Liberalismo e aqueles que procuravam o retorno ao Absolutismo. Dom Pedro morreu de tuberculose em 24 de setembro de 1834, apenas poucos meses após ele e os liberais terem emergido vitoriosos.



Índice
1 Infância e juventude
1.1 Características
1.1.1 Dom Pedro I e a escravidão no Brasil
1.2 Educação
1.3 Casamento
2 O movimento de independência do Brasil
2.1 A Revolução no Porto e o retorno da família real
2.2 O Dia do Fico
2.3 Proclamação da Independência
3 Imperador do Brasil
3.1 Constituição Imperial
3.1.1 Constituinte de 1823
3.1.2 Promulgação da constituição brasileira
3.2 A Confederação do Equador
3.3 As coroas de Dom Pedro
3.3.1 Rei da Grécia
3.3.2 Rei de Portugal e dos Algarves
3.3.3 Rei da Espanha e Imperador da Ibéria
3.4 Guerra da Cisplatina
3.5 Abdicação
4 Duque de Bragança
4.1 Guerras Liberais
4.2 Morte
5 Legado
6 Exumação do corpo de Pedro I em 2012
7 Coração
8 Ascendência
9 Descendência
10 Títulos
11 Na cultura popular
11.1 Efígie
12 Referências
13 Bibliografia
14 Ver também
15 Ligações externas


Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Pedro de Alcântara nasceu em Queluz, Portugal, em 12 de outubro de 1798 sendo filho de João VI de Portugal, rei de Portugal, Brasil e Algarves e Dona Carlota Joaquina de Bourbon, infanta da Espanha. Seus avós paternos eram Pedro III, Rei de Portugal e Algarves e Maria I, Rainha de Portugal e Algarves, enquanto seus avós maternos eram Carlos IV, rei da Espanha e dona Maria Luísa de Bourbon, princesa de Parma. Era o quarto filho, e segundo varão de seus pais, e não era esperado que um dia viesse a ascender ao trono.

O falecimento de seu irmão mais velho, António de Bragança, em 1801, tornou-o o herdeiro de seu pai, então regente em nome de dona Maria I.3 4

Pedro de Alcântara em torno de 1808. Artista: Jean François Badoureau.

O príncipe passou a infância no Palácio de Queluz, onde também nascera, e convivera com a avó paterna, que estava completamente insana. Sua mãe não lhe dava muita atenção, preferindo voltar-se para seu irmão mais novo, Miguel. Seu pai o estimava muito, considerando-o o filho predileto, mas por ser reservado e sofrer de depressão, mantinha pouco contato com o seu herdeiro.5

Em 1807, João VI, preocupado com os acontecimentos na Europa, realizou um plano de enviar o seu filho mais velho para o Brasil e assim impedir que a mais valiosa colônia do império português pudesse sofrer o mesmo destino das colônias espanholas.6 Entretanto, a invasão de Portugal por tropas deNapoleão Bonaparte o fizeram mudar de ideia e decidiu-se pela transmigração não só da família real portuguesa, mas de grande parte da nobreza portuguesa e de todo o aparato estatal do Império Lusitano.

No Brasil, Pedro viveu no Palácio da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Rio de Janeiro, junto com seu pai e seu irmão Miguel de Bragança, mas também residiu na Fazenda de Santa Cruz e no Paço Imperial.7

Pedro e seu irmão Miguel compartilhavam a aparência, o temperamento e afeições. Ambos possuíam uma relação de amor e ódio um com o outro, e brincavam e brigavam quando crianças.8 Na infância, os dois irmãos criavam pequenos regimentos formados por amigos que se combatiam simulando batalhas entre exércitos.9

A predileção de Pedro I pela vida militar não se restringiu apenas à infância, e mesmo como adulto manteve o gosto pela carreira. Anos mais tarde, em 1825, um estrangeiro diria que não havia no Brasil pessoa melhor que o então imperador no manejo com armas.9

As principais atividades do herdeiro da coroa portuguesa até os seus dezesseis anos de idade foram os exercícios físicos, a equitação e a marcenaria. Seu interesse pelos cavalos não se restringia a apenas montar, mas também cuidava dos mesmos, arreando, dando banho e até mesmo os ferrando.10

Na mocidade se divertia indo as tavernas do Rio de Janeiro, que frequentava em companhia dos empregados do palácio, mas sempre disfarçado para que não fosse reconhecido. Em uma dessas andanças noturnas conheceu Francisco Gomes da Silva, que mais tarde se tornaria um dos seus mais fiéis amigos e seria conhecido como o "Chalaça".7

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