
Com pés de veludo piso fofas ondas
de nuvens esbranquiçadas, por onde vagueio
arrastando o Pensamento.
Abri nelas tantas janelas!
-com as pegadas impressas,-
que receio a fuga delas…
-das ondas de brancas nuvens!-
que me têm amparada…
(Coloquei nelas tantos postos de vigia…)
Mas, já cansada de olhar,
decidi aqui ficar
para passar o meu dia.
“Fugis, no entanto, como raio veloz,
aceso na tempestade das duras noites…
E os meus Invernos transformam-se
em dolorosos Infernos!
Vejo-vos mudar de lugar, tão apressadamente,
que não consigo acompanhar o atroz movimento…”
E os meus pés de veludo
apressam-se a trocar as voltas, aos fofos novelos de lã,
que já o não serão… AMANHÃ!
E uma chuva de ideias cai
no meu apressado fugir…
Pelos arredores, sons e cheiros de mim
sentam-se no manto do porvir!
Sinto que saio ilesa desta viagem, sem fim,
que imponho ao TEMPO… sempre atrás de mim!
C7G- O1G – NOV/09