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domingo, 13 de dezembro de 2009

Poema do ciclo "MODERNISMO"





Com pés de veludo piso fofas ondas
de nuvens esbranquiçadas, por onde vagueio
arrastando o Pensamento.

Abri nelas tantas janelas!
-com as pegadas impressas,-
que receio a fuga delas…
-das ondas de brancas nuvens!-
que me têm amparada…

(Coloquei nelas tantos postos de vigia…)

Mas, já cansada de olhar,
decidi aqui ficar
para passar o meu dia.

“Fugis, no entanto, como raio veloz,
aceso na tempestade das duras noites…
E os meus Invernos transformam-se
em dolorosos Infernos!

Vejo-vos mudar de lugar, tão apressadamente,
que não consigo acompanhar o atroz movimento…”

E os meus pés de veludo
apressam-se a trocar as voltas, aos fofos novelos de lã,
que já o não serão… AMANHÃ!

E uma chuva de ideias cai
no meu apressado fugir…
Pelos arredores, sons e cheiros de mim
sentam-se no manto do porvir!

Sinto que saio ilesa desta viagem, sem fim,
que imponho ao TEMPO… sempre atrás de mim!



C7G- O1G – NOV/09