sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

POEMA

 




FATIA DE VIDA

 

 

Como ramo de árvore que se prende a outra árvore,

Enlaço-me a teu peito...

Tenho medo de cair. Seguro-me aos teus olhos, mais perto do coração

Onde pouso as minhas mãos.

Ouço o teu arfar faminto e

 deixo-me ficar suspensa desse teu VIVER-de-VIDA.

                                               Sinto j


á Saudades de não estar aqui DEPOIS!

 

Vejo-me ave no ninho, posta aqui neste raminho

Que é teu corpo dormente.

Saem-me da boca palavras

que tu não ouves mas que bem entendes.

Alongo-me a teu jeito e sou algodão -em-rama que assim te cai no peito.

                                                Lá fora chove mas eu vivo o meu-cá-Dentro.

 

É então que invado as margens das tuas ravinas

 onde o suor escorregadio do amor planta gotas de MIM

                                                 que absorves cobiçoso numa dança sem fim!

 

O sol, a pino...

As aves a recolher...

As matas a escurecer...

e tu vives nosso amor no reflexo doirado

                                                    de mim, ser apaixonado.

 

 

Ao longe sentem-se os raios de luz de uma nova aurora.

Batem nos cortinados sem saberem a tristeza do medo de acordar

Desta Vida Plena...

Dorme, senhor meu que o mar turbulento ainda não te deixa acordar.

 

Maria Elisa Ribeiro-PORTUGAL

TEXTO REGISTADO

©FEV/2023

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