FATIA DE
VIDA
Como ramo de
árvore que se prende a outra árvore,
Enlaço-me a
teu peito...
Tenho medo
de cair. Seguro-me aos teus olhos, mais perto do coração
Onde pouso
as minhas mãos.
Ouço o teu
arfar faminto e
deixo-me ficar suspensa desse teu
VIVER-de-VIDA.
Sinto j
á Saudades de não estar aqui DEPOIS!
Vejo-me ave
no ninho, posta aqui neste raminho
Que é teu
corpo dormente.
Saem-me da
boca palavras
que tu não
ouves mas que bem entendes.
Alongo-me a
teu jeito e sou algodão -em-rama que assim te cai no peito.
Lá fora chove mas eu vivo o meu-cá-Dentro.
É então que
invado as margens das tuas ravinas
onde o suor escorregadio do amor planta gotas
de MIM
que absorves cobiçoso numa dança sem fim!
O sol, a
pino...
As aves a
recolher...
As matas a
escurecer...
e tu vives
nosso amor no reflexo doirado
de mim, ser apaixonado.
Ao longe
sentem-se os raios de luz de uma nova aurora.
Batem nos
cortinados sem saberem a tristeza do medo de acordar
Desta Vida
Plena...
Dorme,
senhor meu que o mar turbulento ainda não te deixa acordar.
Maria Elisa
Ribeiro-PORTUGAL
TEXTO
REGISTADO
©FEV/2023
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