domingo, 3 de março de 2019

RESPOSTA DE UM CAVALHEIRO a um ARRUACEIRO!

Bruno Lage responde a Sérgio Conceição

O treinador do Benfica foi questionado sobre os onzes apresentados no clássico. Bruno Lage estava muito satisfeito com a exibição da equipa que venceu por 1-2 no Estádio do Dragão.
Sérgio Conceição adivinhou onze do Benfica. Onze do FC Porto surpreendeu-o? “Vou dizer-lhe o que sinto. Não era um onze difícil de acertar do nosso lado. Olhar para o nosso registo nos nossos últimos cinco/seis jogos e acertar…
Acredito que a equipa técnica, porque a conheço bem, não se baseou apenas nesse onze. É preciso perceber as dinâmicas e nós temos de nos reinventar. Temos a nossa dinâmica mas depois há o lado estratégico para preparar. Estávamos preparados para 4x4x2 ou 4x3x3, tínhamos de perceber o posicionamento do Herrera, porque o FC Porto joga de forma diferente.
São onzes que preparámos, as coisas correram bem, o mais importante não é adivinhar onzes. Já se tinha visto um grande clássico na Taça da Liga e hoje voltou a ver-se um grande jogo de futebol, foi pena a expulsão”.
Sérgio Conceição lamentou a derrota no clássico com o Benfica sublinhando que a partida virou a favor das águias sem que estas tenham feito muito para tal. Sobre o título, o técnico não quis atribuir favoristismos a ninguém.
“Entrámos bem no jogo, fizemos aquilo que estava planeado até ao golo, penso que estivemos bem naquilo que era a nossa dinâmica ofensiva, estando preparados para uma ou outra saída. Depois do golo houve alguma intranquilidade, mesmo quando tínhamos bola queríamos lançar na frente quando o jogo pedia algum controlo.
E daí nasce um golo. Entrámos na segunda parte muito fortes e na primeira vez que o Benfica vai à baliza faz o segundo. Sinceramente, se o empate já era mau, a derrota deixa-nos verdadeiramente desiludidos. Na parte final, tentei mudar rapidamente, meter mais algum peso na equipa. Depois da expulsão, meti a defesa a três e subi os laterais, a jogar com o Brahimi por dentro e com o Hector e o Otávio no corredor central. Tivemos oportunidades, uma bola à barra, lances em que noutras circunstâncias fazíamos golos. O normal era não perder este jogo, na minha opinião.”
“Isso é aquilo que as pessoas querem falar. Não há juventude, há jogos, há jogadores: são competentes, jogam. Eu não vejo as coisas por aí. O importante é realçar que a equipa tentou em todos os momentos não perder o jogo. De forma injusta sofremos o 2-1 porque estávamos por cima.
Tentámos de tudo: por fora, por dentro, com cruzamentos, mas hoje na eficácia não estivemos tão bem. Agora o Benfica passou para a frente, não dependemos de nós, mas faltam 30 pontos. O que eu tinha dito era sentido, há muito campeonato a disputar e vamos lutar até ao fim e lutar pelo título.”
“A vitamina ideal foi um golo surgido de nada. Temos a bola no guarda-redes, queríamos lançar rápido inexplicavelmente, perdemos uma bola, uma segunda bola, quisemos jogar outra vez rápido, perdemos duas bolas e há um cruzamento e um golo surgido do nada. Parece que ouvi o treinador do Benfica dizer que o jogo foi parar lhes foi parar à mão e foi, sem que tivesse feito para isso. Não vou dizer que não foi perigoso, mas nós tínhamos tudo para manter a vantagem.”
Bruno Lage analisou o triunfo no Estádio do Dragão falando de um desfecho justo e agradecendo aos seus jogadores por fazerem de si treinador.
“Quero agradecer aos jogadores por duas coisas, a atitude demonstrada nos treinos, em querer formar esta equipa que se viu aqui, e agradecer-lhes porque, de alguma forma, estão a fazer de mim treinador. E isso é muito importante.
Tenho dito que o mérito é todo deles e esta caminhada de dois meses só tem sido realizada pelo trabalho que eles colocam em campo. Fizemos uma primeira parte muito boa, com muita qualidade, com equilíbrio nas emoções.
Mesmo com o golo sofrido fomos à procura do nosso resultado e penso que até ao 2-1 fomos a melhor equipa. Depois o jogo fica equilibrado, o FC Porto responde e faz alterações importantes e determinantes para tentar dar a volta ao resultado. Apesar da expulsão, controlámos e fechámos o jogo de forma brilhante. É um resultado justo porque venceu a melhor equipa”.
“Gosto de usar a palavra equilíbrio porque é isto. Foi um golo cedo, de bola parada, o FC Porto entrou muito bem nos primeiros 10 minutos, tentámos controlar isso e aos poucos sentimos que o jogo nos veio parar à mão. Quando estamos por cima do jogo sofremos o golo. Se emocionalmente estivermos tranquilos e soubermos o que fazer no campo, vamos mais confiantes e foi isso que aconteceu”.

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