sábado, 26 de janeiro de 2019

  • Foi Maduro que entregou a Venezuela a Trump
    No dia em que Nicolas Maduro decidiu ignorar o voto dos venezuelanos para marcar uma eleições para uma Constituinte sem qualquer validade democrática perdeu a autoridade de governar. E nem as boas intenções já lá estão. O chavismo prometeu independência nacional e socialismo. Maduro entregou os recursos à China e atirou o povo para a mais vil das misérias. A Venezuela ultrapassou a fase do combate de legitimidades quando Maduro inventou uma Constituinte contra o parlamento eleito perdeu o trunfo democrático que Chavez sempre teve. Está perdido, não pode ser usado contra os seus opositores. Qual é então o problema de Juan Gaidó? É estarmos a falar da América Latina. Ele não avança porque a oposição busca a democracia (ela própria tentou, no início de Chavez, fazer um golpe de Estado contra eleições). Avança porque recebeu o apoio de Trump numa América Latina bastante radicalizada à direita. A reconfiguração política do continente será imposta de muitas formas. Tanto pode ter como alvos presidentes eleitos e decentes, como Evo Morales, ou quem não merece estar no poder, como Maduro. Não deixa de ser o que é: os EUA a reporem a sua ordem. E isso torna os desvarios antidemocráticos e a incompetência de Maduro ainda mais insuportáveis para quem acredita que aquele continente merecia melhor sorte do que ser o quintal dos EUA. Pena que não haja na Venezuela uma oposição democrática e patriótica para derrubar um regime que se transformou numa deprimente ditadura de incompetentes sem ter de se pôr ao serviço de Trump. É só o do costume. Com todas as culpas para Maduro. Dito isto, é impensável que qualquer país responsável reconheça como Presidente alguém que não foi eleito para o ser. Nem sequer foi eleito deputado. Não cabe à comunidade internacional antecipar-se e acelerar ao conflito, escolhendo o seu vencedor prévio. A pressão só pode ser para que haja eleições, não para que haja uma guerra civil.

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