quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

ALGUM JORNALISTA SE ATREVE A PERGUNTAR SE AS CATÁSTROFES NOUTROS PAÍSES TAMBÉM SÃO SEMPRE "FALHAS DO ESTADO"?
- pergunta e comenta Alfredo Barroso
O que é que significa, para Marcelo Rebelo de Sousa, acusar «o Estado» - que ele chefia - de «falhar» sempre que há incêndios, desastres, tragédias de todo o tipo, como sucede em praticamente todos os países do mundo, mesmo os mais avançados?! Significa, bem o sabemos, insinuar que o actual Governo e o seu primeiro-ministro é que são os culpados, dando assim uma ajudinha à direita que o elegeu PR.
Porque é mais fácil atacar e/ou criticar o Governo e o primeiro-ministro, do que tomar como alvo, por exemplo, os incendiários, os bombeiros, a PSP, a GNR, os militares, os generais, os incendiários, os madeireiros, os serviços de emergência, os enfermeiros, os médicos, os advogados, os engenheiros, os arquitectos, e por aí fora.
E o chefe do Estado dizer que «o Estado falhou», sem designar especificamente alguém - por calculismo, cobardia, hipocrisia, medo das reacções, etc. - é uma forma, desonesta mas eficaz, de «sacudir a água do capote» e de agradar aos jornais que querem permanentemente fazer correr «sangue» e «escândalos» políticos nas suas páginas.
É importante que os cidadãos portugueses não se iludam com as constantes «jogadas políticas» de Marcelo PR e percebam que os «afectos» (abraços, beijos, «selfies» e «palhaçadas») deste Presidente da República não passam de permanentes «fantochadas» ou representações teatrais insinceras, sem consequências, nem verdadeiros compromissos.
Campo d' Ourique, 1 de Janeiro de 2019

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