sexta-feira, 11 de maio de 2018

POEMA:obra REGªªªªªªªªªªªª






Poema

DEVAGAR, POUSA...

pousa, devagar, a alegria, neste Novembro presente

ouve-se um rumor de responsabilidade,
____pasmado em desertos de uivantes calores,
longe de flores coloridas e de folhas de árvores
a dançarem no distante âmago dos ventos,
____com palavras que anseiam tornar-se poesia.

horas da memória viva dos livros encolhem-se,
tolhidas, no Outono do presente Novembro…

o voo dos pássaros é tão lento…

as pedras da terra dos ventos vão voando em poeiras
________________________a atravessar o coração dos Elementos…

as marés espreguiçam-se pelas praias,
nos areais ao relento da espuma cinzenta…

os dias são vencidos pelo crepúsculo dos orvalhos pertinentes

o luar cai mais cedo sobre as ramagens
cobertas de chuva miudinha, que humidifica
estéreis e pálidas paisagens

o olhar do poeta abre-se e parte pela noite fria
perante o barulho da eternidade

pasmada na origem do mundo,
com a alma a dar horas à memória dos livros

espera paciente o renascer da Primavera que,
longe do Outono,
________ passará pelo Inverno a fazer reverdecer
_______a alma das folhas das árvores, num florir de esperança
____feita cravos vermelhos,
a iluminar o âmago das montanhas

os livros guardam na memória todas estas mudanças
das lembranças das horas…
…e o assobio do vento temeroso não assusta
as andorinhas dos beirais, cheios de musgo distorcido

talvez em breve nos possamos encontrar na hora dos livros,
que vagabundeiam ao acaso pelos montes,
lado a lado com os regatos transparentes do Outrora…
aquele tempo de páginas brancas
onde as gaivotas planam nos céus-Agora

Maria Elisa Ribeiro
JAN/015

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