segunda-feira, 7 de maio de 2018





POEMA

O MEU TEMPO PERDIDO

Se por acaso me não encontrares, procura-me noutros
lugares onde, algures-não sei bem onde-
espero parar o tempo,
 para não sentir que te  atrasas
 sem viveres os nossos momentos…
Lá estarei à tua espera…talvez ao pé do Tempo…apoiada na bela janela
donde tudo vemos, quando temos TEMPO-PARA-O-TEMPO.

Se por acaso não me encontrares,
pode ser que eu esteja perto de aspirações utópicas,
quase oníricas, onde vou traçando o desenho-de-ti,
com permissão do vento a amainar o decair desta procura insana.

À meia noite da Vida, nas traseiras de um quintal,
entre pinheiros e estrelas brilhantes,
os lilases perfumados, multicoloridos, mandar-te-ão o meu sinal.

À procura do meu Tempo perdido, os meus olhos pensam,
calmamente,
no espaço adormecido entre os nossos olhares.
Procuro despir-me de tudo o que aprendi,
Vou raspando as tintas com que as eras me pintaram
nos arredores do pensamento, onde tudo já amareleceu…


O ar que a Terra respira, levanta-se, em forma de nevoeiro,
pelos pântanos, pelos vales húmidos e pelas colinas encrespadas,
onde se estende às minhas manhãs de frio,
 que vão
 passando pelas estações,
pelos Invernos e Verões,
sem que eu tenha podido parar o Tempo-matreiro
que, de nós  foi  escapando…


Maria Elisa Ribeiro
JAN/018

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