quarta-feira, 16 de maio de 2018

Poema:

LUAS-CANDEEIROS

Uma lenta jangada de búzios descalços
desfila, solene, por uma leira de areia.

________________________Um trigo de império nasce
________________________nos torrões sazonados das rotas
________________________profundas de frestas-armadilhas.

Insondáveis línguas de insubmissos travesseiros das searas
acordam na pujança do despertar das luas-candeeiros…
Falam do voo das cegonhas por sobre papoulas rubras
_______________________a caminharem pelo Tejo…

*Dizem da alvura do rugido da Criação*

Recordam eflorescências trepidantes das planícies,
em delirante fulgir de trigo,
que está para romper.

Cantam mãos de ceifeiras suadas, logo ao alvorecer
de sofrer, numa livraria agrícola de palavras a perfumar
orquídeas, de um outro Poema-a-Ser.

E os abrolhos proliferam nas rotas dos equinócios-adamastores
de grafismos orientais.

Quanta Saudade!
Tantos ais…

Maria Elisa Ribeiro
Abril-014

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