LUAS-CANDEEIROS
Uma lenta jangada de búzios descalços
desfila, solene, por uma leira de areia.
________________________Um
________________________no
________________________pr
Insondáveis línguas de insubmissos travesseiros das searas
acordam na pujança do despertar das luas-candeeiros…
Falam do voo das cegonhas por sobre papoulas rubras
_______________________a caminharem pelo Tejo…
*Dizem da alvura do rugido da Criação*
Recordam eflorescências trepidantes das planícies,
em delirante fulgir de trigo,
que está para romper.
Cantam mãos de ceifeiras suadas, logo ao alvorecer
de sofrer, numa livraria agrícola de palavras a perfumar
orquídeas, de um outro Poema-a-Ser.
E os abrolhos proliferam nas rotas dos equinócios-adamastores
de grafismos orientais.
Quanta Saudade!
Tantos ais…
Maria Elisa Ribeiro
Abril-014


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