segunda-feira, 5 de junho de 2017

What you need to know about arab crisis with Qatar


The Guardian
2 h ·


Several Arab countries are breaking ties with Qatar. Here's what you need to know.


Qatar diplomatic crisis – what you need to know
We look at the reasons why, and what the consequences may be
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The Guardian



It's Labour !


The Guardian view on the election: it’s Labour
Editorial: Jeremy Corbyn has shown that the party might be the start of something big rather than the last gasp of something small
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The Guardian


Notícias

Second London attacker was chef who lived in Dublin, say sources
Moroccan-Libyan Rachid Redouane thought to have been identified from Irish police immigration bureau card found on his body
www.theguardian.com
há 40 minutos · 10 partilhas


Sobre José Blanc de Portugal, in https://wordpress.comHome




Formado em Ciências Geológicas pela Universidade de Lisboa, o poeta e crítico musical José Blanc de Portugal foi metereologista de profissão, que exerceu também em Angola e Moçambique, tendo chegado a ser subdirector-geral do Serviço Meteorológico Nacional (1960-1973) e publicado alguns trabalhos da sua especialidade. Foi, porém, sempre, um homem de múltiplos interesses, evidenciando um gosto particular pelo esoterismo que, de algum modo, também transparece na sua actividade literária,
Esteve ligado ao Cadernos de Poesia (década de 40), como fundador e co-director nas suas três séries de publicação, primeiro com Tomás Kim e Ruy Cinatti, e depois com Jorge de Sena e José-Augusto França, uma revista que, como bem nota Fernando J. B. Martinho (1996, 2013), idealizara um «posição dialogante (…) como barreira contra a tendência hegemónica do neo-realismo». A sua poesia, segundo João Bigotte Chorão, apresenta uma qualidade em que «se revela o homem todo, e está presente a condição católica, portanto universal de um pensamento». Mas, se essa característica se corporizou inicialmente num registo mais dramático e enfático, foi «posteriormente abandonado em benefício de uma contenção combinada com uma deriva coloquial, tornando o discurso seco, terso, modulando o fluir de um pensamento que busca incorporando sempre em si o balanço da incerteza intrínseca à condição humana, raiz, nesse autor, da sua lúcida ironia» (Vera Borges, 2001).
Colaborando em revistas como, para além da já referida, Aventura, Litoral, Tricórnio, Graal, Tempo Presente ou Colóquio-letras, entre outras, a sua obra poética é, no entanto, relativamente breve, embora significativa. Publicou também um livro de ensaios com o título de Anticrítico (1960) e a obra Quatro Novíssimos da Música Actual, (1962).
Foi igualmente tradutor de grande mérito, vertendo para português obras de autores como Shakespeare, T.S. Eliot, Chesterton, Christopher Fry, Vasco Pratolini, Carlo Coccioli, Truman Capote, entre outros. Desempenhou ainda os cargos de adido cultural junto da Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro (1973-1978) e vice-presidente do ICALP (Instituto de Cultura e Língua Portuguesa) até 1982.

Lisboa, 1914 – 1999

OBRA POÉTICA
Parva Naturalia (1959) – Prémio Fernando Pessoa
O Espaço Prometido (1960) – Prémio Casa de Imprensa
Odes Pedestres precedidas de Auto-poética e seguidas de Música Ficta e outros poemas (1965)
Descompasso (1986)
Éneadas. 9 Novenas (1989) – Prémio PEN Clube português

Quaresma abreviada (1997)
Estrofes (1999)

POEMAS
Ode a Lisboa
Dia de Todos-os-Santos
Homenagem ao conde Drácula ou a lua dos mortos
Soneto martelado
A pedra
Todos querem ser o que não são
Todos querem ser o que não são
E eu à regra não faço excepção.
Se acontece que eu mil vezes mudo
É só por querer depressa ser tudo
Tudo, entendamos exclui meio milheiro…
Em especial: académico e banqueiro.
Um porque sabe a mais o que é de menos
O outro sofre muito se os lucros são pequenos!
Ambos, porque sim e porque não
Esses querem bem ser o que são…
Admiro até, porém, as linhas rectas
Mas geometria é realmente coisa de poetas
Que eu entorto em letras p’ra fazer um dístico
Capaz de fazer passar até por aforístico
Mas nem sorte alguma.
Puras agulhas de pinheiro, simples caruma
secas como as rectas da geometria
-A grande irmã secreta da poesia-
Que faz as úlceras dos críticos
Em seus comentários analíticos…
de Enéadas. 9 Novenas
*
DOCUMENTOS
Crítica (documento original) por ocasião do aparecimento da revista Comédia (1966)
José Blanc de Portugal: a «realidade total da poesia», por Maria João Borges

Do Poeta CUMMINGS...



De Cummings(1894-1962), in O Pensador

"Um Simples olhar teu facilmente me desabrocha
Embora me feche como os dedos da mão.


Tu sempre abres pétala por pétala meu ser
Como a primavera quando toca cuidadosa e misteriosamente
sua primeira rosa.

Eu não sei o que existe em ti
que me libera e prende.

Somente uma coisa em mim compreende,
que a linguagem dos teus olhos é mais
profunda que todas as rosas.

Ninguém, nem mesmo a chuva.
Tem mãos tão pequeninas.

E. E. Cummings-Tradução de (?)

ARTIGO MUITO OPORTUNO DE PACHECO PEREIRA


A máquina da ignorância ao serviço da política que não ousa dizer o nome




(José Pacheco Pereira, in Público, 04/06/2016)


Pacheco Pereira



Muitas das polémicas políticas usando a história que se estão a dar em Portugal estão cheias de ignorância presumida.


Um dos efeitos perversos da cultura da Internet é a desvalorização do saber, do conhecimento, do estudo. Há muita gente que fica irritada quando se lhes toca no deslumbramento tecnológico e também, por arrasto, no direito de dizer alto, que é o que significa “publicar” na Internet, todas as asneiras possíveis visto que “todos têm direito à sua opinião”.

Acham que criticar isto é “presunçoso”? Então acabou a ignorância? Lá porque cada um pode colocar o que quer na Internet isso dá-lhe um atestado de sabedoria? Não, é uma doença dos tempos modernos e está-se agravar principalmente nos mais jovens que obtêm na rede quase toda a informação e não tem literacias para a mediar. A “democracia” das “redes sociais” é uma forma de populismo moderno.

Eu costumava chumbar os alunos de filosofia que, para esconder infantilmente a sua ignorância, diziam que também tinham uma “opinião pessoal” sobre Kant. Ai tem? Mas que sorte, é que eu não tenho e a esmagadora maioria das pessoas letradas do mundo também não tem, incluindo 99% dos professores de filosofia e a maioria absoluta dos especialistas em Kant, pela simples razão que ter uma “opinião pessoal”, que não seja uma repetição, ou seja, que seja “pessoal”, exige muito estudo, muito conhecimento de Kant, e muita criatividade filosófica. Se não é do domínio do génio filosófico, fica perto. Não é Habermas quem quer.

Mas a Internet está cheia disto, gente que escreve sobre um livro começando por dizer que não o leu, que escreve sobre cinema porque viu uns filmes, que se torna crítico literário porque “também pode dizer o que quiser”, ou melhor, “que tem o direito de dizer o que quiser” e só os passadistas de duvidosa democraticidade é que não querem que este “direito seja de todos”. E depois dizem “habituem-se que o mundo mudou”. Sim o mundo mudou, mas ninguém tem obrigação de aturar este ruído das “redes sociais” dos comentários, do “todos temos direito a falar, mesmo que não tenhamos nada para dizer”: “é a minha opinião pessoal sobre Kant, embora nunca o tenha lido e, se me criticam, berro que é censura e elitismo e nostalgia do mundo em que só os “sábios” (dito com desprezo) podiam falar…”.

Era só uma questão de tempo até que este tipo de “escola” chegasse à política. Muitas das polémicas políticas usando a história que se estão a dar em Portugal estão cheias deste tipo de ignorância presumida, e louvo quem se dá ao trabalho de os tomar a sério naquilo que dizem, embora a intencionalidade política já seja mais séria e justifique maior discussão. O problema é político e tem a ver com a emergência de uma direita agressiva e muito ignorante, que acha que está a escancarar uma porta ideológica que a esquerda tem cerrada a sete pés, e nem sequer percebe que essa porta está mais que aberta há muitos anos. Atiram-se à porta com denodo verbal e voam para o outro lado sem travagem.

Vejam-se os cartazes virtuais da JSD que metem dó no seu simplismo político e ignorância. Por exemplo, este particularmente simpático para Stalin.



Nem os portugueses votaram em Stalin, nem Mário Nogueira está, nem de perto nem de longe, encafuado nas vestes de um Stalin português. Eles não percebem a diferença, só lhes interessa o epíteto. E é de um ridículo atroz dizer que o cancelamento de alguns contratos com colégios privados, — que são negócios legítimos, mas negócios, — tem alguma coisa a ver com o estalinismo. Bastavam estes excessos de linguagem para se perceber que quem fala de uma forte radicalização à direita tem toda a razão — com que então o nosso Stalin é Mário Nogueira? A linguagem e os epítetos revelam esse radicalismo. Acresce, como já disse acima, que é boa propaganda para Stalin. Stalin não “manipulava” as pessoas, matava-as.

Na ridícula imagem que a JSD tinha feito, antes da do Mário Nogueira, em que Lenine preside à coligação de esquerda com Costa no meio, também nada sabem de Lenine cuja evocação é tão despropositada que, de novo, é o anátema e não a substância que conta. São cartazes de insulto, nada mais e o resto é folclore político. Acresce que de todas as bandeiras com a foice e o martelo que podiam representar escolheram aquela que a prudência implicava não terem escolhido, uma das raras que simbolizou um acto festejado muito para além do comunismo: a bandeira soviética hasteada no Reichstag na vitória contra os nazis, com Berlim destruído em fundo. Quando começou a polémica sobre o significado ambíguo da imagem, um antigo deputado do CDS justificou-a com a seguinte frase: “se é um facto que Hitler foi derrotado no momento em que esse exército chegou a Berlim, vindo de Leste, é um reescrever da história chamar-lhe libertação ou celebrar esse dia”.



Churchill, que certamente esse deputado incluirá entre os seus heróis, explicar-lhe-ia com alguns expletivos, o que “esse dia significou”, e por que razão disse uma vez que se o Diabo resolvesse atacar Hitler, proferiria no Parlamento algumas frases simpáticas sobre o Inferno. É que Churchill não fez só o discurso de Fulton. Defendeu intransigentemente a colaboração com aquilo que o deputado do CDS chama “esse exército(…) vindo de Leste”, que foi quem num certo sentido ganhou a guerra na frente decisiva para os alemães, a de Leste.

Veja-se o caso de Rodrigues dos Santos que diz que o fascismo nasceu do marxismo e que acha que ao dizer isto descobriu alguma coisa e que incomoda muita gente. Desengana-se, não incomoda ninguém. Há nas ideias troncos comuns e derivações e, no caso do marxismo e do fascismo, genealogias, semelhanças e diferenças que são das coisas mais estudadas pela historiografia contemporânea no complexo mundo teórico e filosófico do século XIX. Já quanto ao século XX e aos movimentos que personificaram variantes políticas dessas ideias, seja o anarquismo, o anarco-sindicalismo, o sindicalismo revolucionário, o fascismo, o nacional-socialismo, o comunismo, partilham influências e acima de tudo partilham história concreta. Não é, como diz, uma verdade escondida que “pouquíssima gente” conhece, mas uma matéria abundantemente estudada, polémica no grau e na dimensão, mas consideravelmente conhecida.

Fora da teoria e das ideias, na história concreta, as coisas são muito diferentes, e é isso que estas frases bombásticas escondem. Há de facto uma coisa em comum entre comunismo e fascismo — aconteceram no mesmo tempo histórico. Na “guerra civil europeia”, fascistas e comunistas combateram-se, mas são para esta variante da “cultura” política da Internet, “duas faces da mesma moeda”. Até colaboraram, no Pacto Germano-Soviético. Mas perguntem a um comunista francês fuzilado pelos alemães, ou a um fascista francês fuzilado pelos gaullistas, se são “duas faces da mesma moeda”? Presumo que com a fúria da resposta do morto, o pelotão de fuzilamento mudará de direcção.

Historiador

Boa tarde, amigos de Lusibero!


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Boa noite, amigos de Lusibero!



no grupo TUDO EM PORTUGAL - LUSOFONIA.
19/5 às 20:45 ·



O The Guardian visitou a costa portuguesa entre Lisboa e Porto e não poupa elogios. Praias inigualáveis, cidades e aldeias históricas e pessoas amáveis, são alguns dos destaques que o jornal faz.

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The Guardian destaca Costa de Prata nas sugestões de viagem
O The Guardian visitou a costa portuguesa entre Lisboa e Porto e não poupa elogios. Praias inigualáveis, cidades e aldeias históricas e pessoas am
OBSERVADOR.PT


Giant Antarctic iceberg 'hanging by a thread', say scientists


Split in the Larsen C ice shelf will release an iceberg a quarter of the size of Wales, changing the landscape of the Antarctic peninsula

An aerial view of the Larsen C ice rift in Antarctica. The rift is now nearly 200km long, and will release an iceberg 5,000 sq km in size. Photograph: John Sonntag/AFP/Getty Images




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Nicola Davis

@NicolaKSDavis


Friday 2 June 2017 12.12 BSTLast modified on Friday 2 June 2017 17.50 BST


A giant section of an Antarctic ice shelf is hanging by a thread and could break off at any moment, researchers have revealed.

The split in the Larsen C ice shelf of the Antarctic peninsula will release a huge iceberg 5,000 sq km in size – an area about a quarter of the size of Wales.

“The rift is nearly 200km long now, and it has turned towards the ice front, suggesting that it has only got that last piece to go – and that last section is only 13km,” said Professor Adrian Luckman, a scientist at Swansea University and leader of the UK’s Midas project – an endeavour that has been monitoring the situation at the Larsen C ice shelf.

“Like any fracture in something, the longer the fracture becomes the more pressure there is on the remaining part of it. So it is really only hanging by a thread here,” he told the Guardian.

While the iceberg will not be the biggest ever recorded – the title is held by Iceberg B-15, a mass that broke off the Ross Ice Shelf in the year 2000 and had an area the size of Jamaica – it is expected to be among the top 10.

“It is a big event and it will change the landscape of the Antarctic peninsula - the Larsen ice shelf will be left 10% smaller,” said Luckman.

Analysis Antarctic ice sheet collapse will cause sea levels to rise. So what's new?
The results of our study might be surprising to some. But although it rules out very high rises, climate sceptics certainly shouldn’t be dancing in the aisles

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The team have revealed that the latest images show that between 25 May and 31 May alone, the rift grew by 17km – the largest hike since the start of the year.


Luckman cautioned that it was not possible to say whether the fracture was a result of climate change.

“The rift has been there for decades; it might well have broken through at this moment, whatever had gone on. It could just be one of those cyclical factors in ice shelves – this is how they work, they grow and then they give birth to icebergs.”

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0:30 Aerial footage of the split in the Larsen C ice shelf taken at the start of the year.

But he pointed out that climate change “won’t have helped”, adding that the process has been linked to the breakdown of other ice shelves.

“The disintegration of Larsen A and Larsen B slightly to the north – it is widely accepted that they are climate-warming results,” he said.


“What happens to these ice shelves [of the Antarctic Peninsula] is in some ways a lesson for what might happen to the larger ice shelves that actually hold back ice from the main ice sheets – and that is potentially very significant into the far future,” Luckman added.



New studies show Rex Tillerson is wrong about climate risks

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The latest update comes in the same week that US president Donald Trump announced that the US will be withdrawing from the Paris climate accord- an agreement signed in 2015 by more than 190 countries to tackle global warming.

With the next news from Larsen C – based on satellite data using radar imaging systems – not expected until Tuesday, the current state of the rift remains a tantalising mystery.

“It could be any time now, days or weeks – it could have gone already because we haven’t had an image of the area for the last two days. But it could still hang on for months because it is just very difficult to predict how ice will fracture, because we don’t know very much about this ice – it is quite remote” said Luckman. “My feeling is that it is going to go fairly soon.”

Since you’re here …

… we have a small favour to ask. More people are reading the Guardian than ever but advertising revenues across the media are falling fast. And unlike many news organisations, we haven’t put up a paywall – we want to keep our journalism as open as we can. So you can see why we need to ask for your help. The Guardian’s independent, investigative journalism takes a lot of time, money and hard work to produce. But we do it because we believe our perspective matters – because it might well be your perspective, too.

If everyone who reads our reporting, who likes it, helps to support it, our future would be much more secure.

Meurtre de Sarah Halimi


Laurent Bouvet
6 h ·



La tribune que nous signons ce matin dans Le Figaro pour la mémoire de Sarah Halimi, pour la justice, pour la France.

À partager.

MAIS DE 36 MORTOS, EM MANILA


Le Figaro
47 min ·


Une attaque qui a fait au moins 36 morts.


🔴 FLASH - L'Etat islamique revendique l'attaque de Manille
LEFIGARO.FR
Le Courrier de Russie
Gosta desta Página · 31/5 ·


Vladimir Poutine et le Figaro#NoComment Lundi 29 mai, suite à sa rencontre avec Emmanuel Macron, Vladimir Poutine a donné une longue interview au Figaro, dans laquelle il parle notamment des légendes autour de la "menace russe". C'est cette réponse que nous avons sélectionnée, avec un bonus à la fin (spoiler : Poutine qui parle français).

Crédits : kremlin.ru

www.lecourrierderussie.com

De Joseph Conrad (1857-1924)

















E talvez esteja aí toda a diferença; talvez toda a sabedoria, toda verdade e toda sinceridade estejam apenas contidas naquele inapreciável momento em que ultrapassamos o limiar do invisível.

Joseph Conrad


- http://kdfrases.com/autor/joseph-conrad

In www.abeiradasalmas.com-----------Sobre S.T.Coleridge e o seu famoso poema "KUBLA KHAN"


O SONHO DE COLERIDGE
Estocado em TRADUZINDO BORGES




O fragmento lírico Kubla Khan (cinqüenta e tantos versos rimados e irregulares, de refinada prosódia) foi sonhado pelo poeta inglês Samuel Taylor Coleridge num dos dias do verão de 1797. Coleridge escreve que se retirara para uma chácara nos confins de Exmoor; uma indisposição obrigou-o a tomar um hipnótico; foi vencido pelo sono momentos depois de ler uma passagem de Purchas que descreve a edificação de um palácio por Kublai Khan, imperador cuja fama ocidental foi obra de Marco Polo. No sonho de Coleridge o texto lido ao acaso principiou a germinar e a multiplicar-se; o homem que dormia intuiu uma série de imagens visuais e, simplesmente, de palavras que as manifestavam; ao cabo de algumas horas despertou com a certeza de ter composto, ou recebido, um poema de uns trezentos versos. Recordava-os com singular clareza e pôde transcrever o fragmento que perdura em suas obras. Uma visita inesperada interrompeu-o e foi-lhe impossível, depois, recordar o restante. “Descobri, não com pequena surpresa e mortificação”, conta Coleridge, “que embora retivesse de um modo vago a estrutura geral da visão, todo o restante, salvo umas oito ou dez linhas soltas, havia desaparecido como as imagens na superfície de um rio em que se joga uma pedra, porém, ai de mim, sem a posterior restauração dessas últimas”. Swinburne sentiu que o trecho resgatado era o mais elevado exemplo da música do inglês, e que o homem capaz de analisá-lo poderia (a metáfora é de John Keats) desentretecer um arco-íris. As traduções ou resumos de poemas são vãs e podem ser prejudiciais; bastará que retenhamos, por agora, que a Coleridge foi concedida num sonho uma página de inquestionado esplendor.

O caso, embora extraordinário, não é único. No estudo psicológico The world of dreams, Havelock Ellis comparou-o ao do violinista e compositor Giuseppe Tartini, que sonhou que o Diabo (seu escravo) executava ao violino uma prodigiosa sonata; o sonhador, ao despertar, deduziu de sua imperfeita lembrança o Trio do Diabo. Outro clássico exemplo da elaboração inconsciente é o de Robert Louis Stevenson, a quem um sonho (segundo narrado por ele mesmo em seu Chapter on dreams) concedeu o argumento de Ollala e outro, em 1884, o de Jekyll e Hyde. Tartini quis imitar na vigília a música de um sonho; Stevenson recebeu do sonho argumentos, quer dizer, formas gerais; mais afim à inspiração verbal de Coleridge é a que Beda, o venerável, atribui a Caedmon (Historia eclesiastica gentis Anglorum, IV, 24). O caso ocorreu ao final do século VII, na Inglaterra missionária e guerreira dos reinos saxões. Caedmon era um pastor rude e já não era jovem; certa noite evadiu-se de uma festa porque previu que lhe passariam a harpa, e sabia-se incapaz de cantar. Pôs-se a dormir no estábulo, entre os cavalos, e no sonho alguém lhe chamou pelo nome e ordenou que cantasse. Caedmon contestou que não sabia, mas o outro lhe disse: “Cante o princípio das coisas criadas”. Caedmon, então, proferiu versos que jamais havia ouvido. Não os esqueceu, ao despertar, e foi capaz de repeti-los diante dos monges do monastério próximo, de Hild. Não aprendeu a ler, porém os monges lhe explicavam passagens da história sagrada e ele “as ruminava como um limpo animal e as convertia em versos dulcíssimos, e dessa maneira cantou a criação do mundo e do homem e toda a história do Gênesis e o êxodo dos filhos de Israel e sua entrada na terra prometida, e muitas outras coisas da Escritura, e a encarnação, paixão e ressurreição e ascensão do Senhor, e a vinda do Espirito Santo e o ensino dos apóstolos, e também o terror do Juízo Final, o horror das penas infernais, as doçuras do céu e as misericórdias e os juízos de Deus”. Foi o primeiro poeta sagrado da nação inglesa; “ninguém igualou-se a ele, – disse Beda – porque não aprendeu dos homens, mas de Deus.” Anos depois profetizou a hora em que iria morrer e aguardou-a dormindo. Podemos esperar que tenha voltado a encontrar-se com seu anjo.

À primeira vista o sonho de Coleridge corre o risco de parecer menos assombroso que o de seu precursor. Kubla Khan é uma composição admirável e as nove linhas sonhadas por Caedmon quase não apresentam outra virtude que sua origem onírica, mas Coleridge já era poeta e a Caedmon foi revelada uma vocação. Há, no entanto, um fato posterior que magnifica até o insondável a maravilha do sonho em que foi engendrado o Kubla Khan. Se este fato é verdadeiro, a história do sonho de Coleridge antecede em muitos séculos a Coleridge e não alcançou ainda seu fim.

O poeta sonhou em 1797 (outros entendem que em 1798) e publicou seu relato do sonho em 1816, à maneira de glosa ou justificação do poema inconcluso. Vinte anos depois apareceu em Paris, fragmentariamente, a primeira versão ocidental de uma dessas histórias universais em que a literatura persa é tão rica, o Compêndio de histórias de Rashid el-Din, que data do século XIV. Numa página se lê: “A leste de Shang-tu, Kublai Khan ergueu um palácio, segundo um plano que havia visto num sonho e que guardava na memória.” Quem escreveu isto foi o vizir de Ghazan Mahmud, que descendia de Kublai.

Um imperador mongol, no século XIII, sonha um palácio e edifica-o conforme a visão; no século XVIII um poeta inglês, que não tinha como saber que essa construção derivou-se de um sonho, sonha um poema sobre o palácio. Confrontadas com essa simetria, que trabalha com almas de homens que dormem e abarca continentes e séculos, nada ou pouco são, me parece, as levitações, ressuscitações e aparições dos livros piedosos.

Que explicação preferiremos? Quem de antemão rechaça o sobrenatural (trato, sempre, de pertencer a este grupo) julgarão que a história dos dois sonhos é uma coincidência, um desenho traçado pelo azar, como as formas de leões ou cavalos que às vezes configuram as nuvens. Outros argüirão que o poeta soube de algum modo que o imperador havia sonhado o palácio e disse haver sonhado o poema a fim de criar uma esplêndida ficção que do mesmo modo aliviaria ou justificaria o truncado e rapsódico dos versos1 . Essa conjectura é verossímil, porém nos obriga a postular, arbritariamente, um texto não identificado pelos sinólogos no qual Coleridge pudesse ter lido, antes de 1816, o sonho de Kublai2 . Mais encantadoras são as hipóteses que transcendem o racional. Por exemplo, cabe supor que a alma do imperador, destruído o palácio, penetrou a alma de Coleridge para que este o reconstruísse em palavras, mais duradouras do que os mármores ou os metais.

O primeiro sonho agregou à realidade um palácio; o segundo, que se produziu cinco séculos depois, um poema (ou um princípio de poema) sugerido pelo palácio; a similitude de sonhos deixa entrever um plano; o período enorme revela um executor sobrehumano. Indagar o propósito desse ser imortal ou longevo seria talvez não menos atrevido que inútil, porém é licito suspeitar que ele não tenha logrado êxito. Em 1961 o padre Gerbillon, da Companhia de Jesus, comprovou que do palácio de Kublai Khan só restavam ruínas; do poema nos consta que se resgataram apenas cinqüenta versos. Tais fatos permitem conjecturar que a série de sonhos e de trabalhos não alcançou o seu fim. Ao primeiro sonhador foi oferecida na noite a visão do palácio, e ele o construiu; ao segundo, que não sabia do sonho do anterior, o poema sobre o palácio. Se não falhar o esquema, algum leitor de Kubla Khan sonhará, numa noite da qual nos separam os séculos, um mármore ou uma música. Esse homem não saberá que outros dois sonharam; talvez a série de sonhos não tenha fim, talvez a chave esteja no último.

Já escrito o anterior, entrevejo ou creio entrever outra explicação. Talvez um arquétipo ainda não revelado aos homens, um objeto eterno (para usar a nomenclatura de Whitehead), esteja ingressando paulatinamente no mundo: sua primeira manifestação foi o palácio; a segunda o poema. Quem os tivesse comparado teria visto que eram essencialmente iguais.
Jorge Luis Borges, Otras Inquisiciones, 1952

POEMA(Obra Regª)











Poema

POEMA: COROLA


Na corola de uma primavera me deito
e…naufrago no odor afrodisíaco do cheiro que
uma abelha suga…
O sol cintila em meus olhos…
Fecho-os para lho devolver no perfume brilhante
do meu Ser…
Por detrás das pálpebras, fica um certo luar
que ajuda a recordar o céu alaranjado por sobre o mar
onde anémonas a flutuar, descansam em meu pensamento…
Agito meus braços, tornando-os tentáculos que desejam
apanhar nuvens desprevenidas que rastejam pelo ar ,
como serpentes estendidas, prontas para te agarrar…

Vibro na leve plumagem eriçada das pétalas
da minha corola…

Tento dominar as minhas esperanças
-lanças-de-pontas-apontadas-ao-meu-sentir,
excitadas no charme do meu vestido-luar…
À minha volta, um verde atrevido cobre o campo
que rodeia o meu-ninho-corola…
…e trepadeiras selvagens estendem-se , lânguidas,
ao longo da primavera-meu –leito…
…e chega a música da terra a rebentar…
…e oiço sinfonias telúricas de pura magia
a saudar a vida-meu-longo-dia…

E não! nunca me deste uma flor! nunca me fizeste os mimos
que as borboletas ensaiam nas suas danças de amor!
Vêm-me ao pensamento as mensagens que me não mandas…
…silêncio-calafrio-dorido-constante…ingente!

E …quanto menos me importa mais me importa, afinal!
Chovem –me no âmago faltas de rosas…antúrios…flores-de lótus…
É uma chuva que alegra a relva, que te apanha na Primavera,
onde urtigas e urzes acenam aos tempos,
perante os quais as árvores se inclinam!

Vespas insolentes zumbem-me , indolentemente, no
ar suculento dos sumos da minha-corola-primavera…

Mas,
minhas noites são sós e límpidas,
inundadas de soturnas expectativas.
Cheiram-me a sono…
Cheiram-me à falta de um beijo ao adormecer…
Cheiram-me a pequenas-grandes-coisas- que –me-é-proibido- ter…
Recolho a minha corola…e as pétalas que vão murchar…

Como é nostálgico o Universo do Entardecer…

JAN/013
Maria Elisa Ribeiro —
Boa tarde, meus amigos!
(Foto Google)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Boa noite, amigos de Lusibero|


Theresa May...


The Independent
1 h ·


BREAKING


Theresa May defends Tory candidate who made 'shocking' comments about rape
INDEPENDENT.CO.UK

CHINA& U.S.A



China tells Donald Trump there is an 'international responsibility' to act over climate change


'Fighting climate change is a global consensus, it's not invented by China'
Ian Johnston Environment Correspondent
@montaukian
17 mins ago
8 comments
































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The Independent Online China's Premier Li Keqiang speaking during a news conference after the closing ceremony of China's National People's Congress (NPC) REUTERS/Jason Lee




There is an "international responsibility" to fight climate change, China's Premier Li Keqiang has said in a clear message to Donald Trump ahead of his expected announcement that the US will withdraw from the historic Paris Agreement.


Despite widespread reports of the US's imminent departure, Mr Li insisted there was a "global consensus" on the issue.


In contrast, Theresa May was decidedly low-key about the prospect of the US quitting the accord, saying it was "up to the President of the United States" and refusing to agree it would be a "blow" to the supposed special relationship between the US and UK.

READ MORE

Experts say Trump pulling out of Paris Agreement is 'serious mistake'
UN calls climate action 'unstoppable'
Majority of Americans in every US state supports Paris climate deal
Donald Trump to 'withdraw US from Paris Agreement on climate change'


Mr Li did not mention the US or Donald Trump, but his comments were obviously addressed to Washington.


He said China had "in recent years has stayed true to its commitment" to address the issue – a hint that the US would pay a diplomatic price for signing up to an international agreement, then abandoning it.


Beijing had also been "actively promoting the Paris Agreement and we were one of the first countries to ratify the Paris agreement", Mr Li added.


He appeared to reference a past claim by Mr Trump that climate change was a "hoax" perpetrated by China.

The biggest names involved in the Trump-Russia

POEMA meu (Obra REGª)














POEMA

Gotas Poéticas

Mar atlântico
janela aberta para horizontes perfumados,
distantes, desconhecidos.
Lembrança marinha, que ressuscita séculos passados
de fortes sargaços nas velas enredados
e sonhos de antevéspera em empedradas partidas.
Não mais vidas perdidas
nos cais das despedidas…
Léguas de lágrimas na espuma das ondas repartidas
____________________________caem nas folhas de um laranjal
____________________________do espaço casa-matriz-nacional.
Gotas húmidas de pérolas- poemas!
Cristais de lexemas de corais-poemas!
Sílabas de versos feridos eternos
a embalar a lua que se estende
brilhante, por sobre-o-mar-Adiante…


Maria Elisa Ribeiro
AGOSTO/014

Ciência brasileira????????????



Através de Rozana Morais


Principal revista científica do mundo diz que Temer e PSDB destruíram ciência brasileira
Reportagem publicada nesta semana pela Nature, principal revista de divulgação científica do mundo,
FALANDOVERDADES.COM.BR

PORTUGAL em PAZ!



Paztugal


Portugal sobe dois lugares e é o terceiro país mais pacífico do Mundo
Portugal está no top 3 dos países mais pacíficos do Mundo. A liderar o ranking está a Islândia, que ocupa a primeira posição desde 2008, seguida pela Nova Zelândia.
JORNALECONOMICO.SAPO.PT