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quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER!


Minhas amigas: saúdo-vos, com carinho e cumplicidade feminina, neste nosso dia. Certo é, que todos os dias são dias da mulher, pois a vida não se cumpre sem o nosso ventre e sem o amor com que fazemos "rodar" a mó do MUNDO.
Pena é que não tenhamos direitos inerentes a essa nossa condição, em todas as partes do MUNDO.
Os ditadores não permitem uma vida digna a tantas das nossas irmãs, pelo mundo fora. Máquinas de trabalho e de gerar filhos, as mulheres, fora do mundo ocidental são maltratadas, injuriadas, torturadas e mortas.
Façamos deste dia um dia de luta por todas essas nossas irmãs!

BEIJO PARA TODAS AS MULHERES OPRIMIDAS!

segunda-feira, 7 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER!




Que me perdoem os amigos do sexo oposto, mas é imperativo que diga algumas palavras a todas, as que, como eu, são MULHERES. IREI notificar algumas amigas, mas a nossa “outra doce metade” deve, se assim o entender, comentar também.

Como é do conhecimento geral, este dia foi consagrado pela ORGANIZAÇÃO das NAÇÕES UNIDAS (ONU), em 1977, como um dia de celebração dos direitos da MULHER, na sequência das lutas, desde o tempo das SUFRAGISTAS americanas, do século XIX, mas principalmente desde 1908, quando a repressão se abateu sobre as que lutavam pelo Direito de VOTO, nas ruas de NEW YORK.
Não gostaria de dizer banalidades ou usar “lugares comuns”, como é, aliás, natural e habitual, nos jornais e revistas que hoje tratarão o tema.
A MULHER merece-me (nos) muito mais respeito e atenção…É um tema muito mais vasto de riqueza e tem a ver com as normas sócio/político/culturais que as sociedades e seus governos sempre tiveram, no confronto com a condição feminina. Há de bom e há de mau…tal como com os homens …Mas comemoremos o dia pensando nas MULHERES que contribuíram e ainda contribuem com a sua acção e formação, para que o mundo seja melhor, ou mesmo só para dar visão humana à existência do sexo feminino.
A minha maior pena e as minhas mais sentidas palavras vão, desde já, para as vítimas de violência doméstica que têm de viver escondidas, e para aquelas que são assassinadas por maridos, companheiros, namorados, sem que se consiga uma justiça eficaz, que coloque no seu lugar os arremedos de “macho-latino, que por aí campeiam.
De seguida, percorro o Mundo numa viagem dolorosa, para saudar as mulheres sem liberdade no SUDÃO, no AFEGANISTÃO, nos países orientais e africanos, na CHINA do infanticídio selectivo, no Tibete, SOMÁLIA, IRAQUE e sei lá quais mais…
Sei que a esta hora, em alguma parte do mundo, mulheres dão à luz entre rochas e cavernas, crianças são brutalmente excisadas, bebés femininos são postos na beira das estradas e em contentores do lixo, para morrerem, SÓ porque são mulheres!
À minha mente chegam recordações de mulheres como GOLDA MEIR, a israelita primeira-ministra da qual tanto há a dizer, que é bom recordar apenas que contribuiu para modificações nos territórios daquela região…DOLORES IBARRURE,” LA PASIONÁRIA”, lutadora anti fascista do tempo de FRANCO e da DITADURA ESPANHOLA, a portuguesa MARIA LAMAS, autora do livro” AS mulheres do meu país”, também ela lutadora antifascista do tempo de SALAZAR. Virgínia MOURA…MADAME CURIE….Madre TERESA de CALCUTÁ…INDIRA GHANDI…MARIA DE LURDES PINTASILGO…VIEIRA DA SILVA…ANNE FRANK…DILMA ROUSSEF…e é um nunca mais acabar de mulheres que o mundo vai conhecendo, umas pelo bem outras pelo menos bem…Hanna ARENDT…ROSA PARKS…Tenho que dizer que na génese da criação do PRÉMIO NOBEL DA PAZ …está BERTHA VON SUTTNER, baronesa checoslovaca, escritora, ensaísta, pacifista, jornalista, amiga de ALFRED NOBEL, falecida em 1912 e primeira mulher a receber esse Prémio…
A sociedade, qualquer que seja, não existe, hoje em dia e desde o princípio da vida sem a figura feminina, sem a participação activa das mulheres como complemento da produção e das ideias.
Saúdo-vos, mulheres como EU, que contribuímos com o nosso esforço, a nossa inteligência, determinação e humanismo, para que o mundo seja melhor!
Deixo-vos a todos, homens e mulheres, com um SONETO de FLORBELA ESPANCA:
“A MULHER

Ó mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!

Quantas morrem saudosas de uma imagem
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!

Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doces almas de dor e sofrimento!

Paixão que faria a felicidade
Dum Rei; amor de sonho e de saudade
Que se esvai e que foge num lamento!”
Florbela Espanca, in “TROCANDO OLHARES”, 13/3/1916
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro