"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
OS FOGOS...
Continuamos, dia após dia, há cerca de dois meses ou mais, a ver a floresta portuguesa, tão conhecida, internacionalmente, desaparecer sob as chamas que mãos criminosas espalham,altas horas da noite, por aqui e por ali.
Todos sabemos que os incêndios não se ateiam por si próprios às 3 e 4 h da madrugada. Interesses ocultos, ganâncias,por vezes insuspeitadas, corrupção e outros tristes NÃO-PRINCÍPIOS, estão na base do que começa a ser visto como o fim das nossas florestas.
Não se perdem só as belas , ricas e velhíssimas árvores. Tudo se perde! Heranças quase centenárias, terrenos da beleza das paisagens, frutos, hortas e vinhedos, barrancos lindos...eu sei lá que mais, meus amigos!
Sei só, que o povo das nossas aldeias, os seus animais, as comidas que chegam a todas as mesas, todos deixamos de lhes ter acesso tal como seus donos.
Dói a alma vermos PORTUGAL a arder de cada vez que há um fogo. Dói a alma ver os nossos montes carecas e negros...Sabe-se bem que quase todos são obra de mãos criminosas. Mas a Justiça é muito lenta com estes casos, e até com autarcas declaradamente detentores de bens que foram mandados de fora de Portugal para ajudar as vítimas, que perderam todos os seus bens!
Tem sido um dó, de Norte a Sul do país!
Um dos incêndios de maior dimensão sucedeu, no fim de semana,na Mealhada e arredores, tendo sido posta em causa a segurança da MATA NACIONAL e do PALACE-HOTEL, patrimónios da HUMANIDADE. Mas também Lisboa, Leiria, Viseu, Albergaria etc
Esperemos que o tempo mude, que a chuvinha caia e que se lavem os cumes negros das nossas colinas.
Esperamos, também, que o governo providencie árvores, até junto dos países da União Europeia, para que se possa começar a plantar novas vidas. Não nos esqueçamos que a Natureza nos falta e que não se devem matar plantas, vinhedos, hortas, porque se é verdade que "As árvores morrem de pé", a verdade é que é de pé que elas estão a morrer nas nossas matas.
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Mealhada, 9/09/2019
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