terça-feira, 5 de março de 2019

Poema REGºººº!

Poema:
DELÍRIO…
um suspiro do teu olhar
é o delírio do som do coração, a ferver…
frenético na calma do chão- terra,
o fascínio de ti devia viver em mim
o momento-de-uma –guerra-redenção…
o delírio não tem crepúsculo…
esconde-se pela noite dentro
a aspirar o suculento odor dos arrepios de amor…
existi-(me) no teu jardim fascinante
e já nem sei se foi passado ou é presente!
(mas onde raio fui buscar esta coisa de me pôr a delirar,
sem saber se o podia fazer?)
Sei a música do meu corpo!
Sei a orquestra do tempo-morto…
…aquele em que os ares respiram
sem me deixar suspirar…
E ,sem velas o barco não navega…
…a maresia não cheira, sem mar…
…o sol não brilha sem a terra o amar…
E eu não tenho corpo sem a música dos teus dedos
a dedilhar acordes ,mergulhados nos meus segredos!
Nos lábios, vivem-(me) caravelas delirantes
nos cheiros das canelas do ANTES-OUTRORA,
quando a saudade chorava a HORA…
Nos braços afago a força da lua escondida
do quando me vens abraçar…
E no corpo permanece o desejo que tenho de te desejar…
O tempo devora aspirações,
levando-pelo-ar-comunhões-de-ardor-no-acto-de-amar !
Conchas abertas despertam nas rochas musgosas
Onde gaivotas famintas as profanam, furiosas.
Mantenho-me CIRCE ansiosa
no meu palácio-de-planos…harmoniosa .
E tenho uma flor que não conheces,
no segredo de uma chave…
Para ta dar, afastarei os murmúrios do mar rezingão
da calçada de areias dispersas, no chão,
esperando ver tua alma chegar!
( A voz da montanha permanece um eco de façanhas
de ardilosas manhas-de-sonho-engalanado-nos-anos!)
Delírio onírico!
Válvula que filtra o ar que me entra no coração…
…teus braços-noutro-verão-de-uma-língua-antiga-
-que-segue-outra-direcção…
Maria Elisa Ribeiro

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