quarta-feira, 26 de julho de 2023

Meu filho e seu neto Simão!


 

MINHA FILHA!


 

Bagpipe Celtic Music with Beautiful Scenery of Scottish Highlands | Musi...

David Bowie "My way"

Queen - Love Of My Life (Live at Wembley)

Meus dois bisnetinhos: a FLOR e o SIMÃO! Adoro-vos, amores da minha VIDA!

 

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Poema: LOUCURA

 Poema:

LOUCURA
um céu aberto aos raios de luz ciciou
verdades escondidas nas dobras dos livros,
guardados no pó das bibliotecas.
soltaram-se letras dos versos de um poema.
um poeta transpunha a entrada da catedral.
estendeu a mão e guardou, na ponta dos dedos, esse tesouro-a-voar -para -cair-no-chão.
chamaram-lhe louco!
a loucura riu-se …ajudou o poeta a compor um poema…deu-lhe as notas para a sinfonia imortal , que faria vibrar as colunas da catedral…
o poema refez-se e uma música universal exultou numa pauta de luz e sons, num anoitecer em que o mundo foi mensagem primordial.
a loucura inconsciente fugiu pelas pedras da calçada enevoada, habitualmente pisada pela ignorância consciente.
um velho sino tocou ao ouvir o poema ,que a Loucura ornou de lexemas…
flores de tessituras de ansiados temas, vivem alojados na ideia-tema.
doeu…esta pedrada no charco!
o vento viu, ouviu e parou-ao-passar por uma cicatriz de luz…
Maria Elisa Ribeiro
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terça-feira, 25 de julho de 2023

Boa noite, meus amigos (as) !


 

Poema de António Manuel Pina

 






O Medo

Ninguém me roubará algumas coisas,
nem acerca de elas saberei transigir;
um pequeno morto morre eternamente
em qualquer sítio de tudo isto.

É a sua morte que eu vivo eternamente
quem quer que eu seja e ele seja.
As minhas palavras voltam eternamente a essa morte
como, imóvel, ao coração de um fruto.

Serei capaz
de não ter medo de nada,
nem de algumas palavras juntas?

Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"

Poema

 SUBTIL REALIDADE

…está nesta condição de SER-MUNDO,
sendo tudo o que ele permite-SER.
Na ingenuidade desse CRER, sonho ser poema escrito
na superfície do rio largo a deslizar.
E sonho ser pintor de quadros fluorescentes, onde, com palavras ofegantes,
um lavrador trata a semente com vigor, saber e amor.
Sonho com o silêncio do teu olhar vivo, quando expresso no papel,
ao abrigo de minhas palavras,
(minha lavra de mim semeadora dum místico a que chamo POESIA)
e escolho os caules das virgens folhas verdes - esmeraldas
gotejadas de enfeitiçados orvalhos-de-noites oníricas, que não acabam, nem secas
nem estéreis,
à beira das estradas escaldantes,
de que nos falava Florbela Espanca.
Sou água, sou terra, sou ar, sou fogo, nesta condição de SER-MUNDO.
Alimento-me de palavras que vou sentindo nas pontas dos dedos
com corpo de madeira ,
recheio de areais longínquos,
palmeiras de Outros-ALÉNS
e águas azuis de espuma esbranquiçada
em terras desconhecidas,
para LÁ dos mares-de-navegar.
Temperada de ondas elevadas
em palavras que circulam,
ansiosas,
pelas bordas das caravelas,
vejo-as empenhadas
em elevar o poema
à alma duma nova Nação.
JNH/019
Maria Elisa Ribeiro
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Rogério Manuel Madeira Raimundo e Jorge Eduardo Sousa Alves

Na Internet, Germano Silva...

 





BIOGRAFIA

Germano Silva nasceu em Penafiel em 1931, mas mudou-se com a família para o Porto, com apenas um ano de idade. Aqui cresceu, estudou e trabalhou toda a sua vida.
Chegou ao Jornal de Notícias (JN) em 1956, como colaborador desportivo, e foi aí que se tornou jornalista, tendo sido, sucessivamente, estagiário, repórter-informador, repórter, redator e chefe de redação.
Aposentou-se em 1996, mas mantém-se ligado ao JN. Continua a organizar regularmente passeios guiados pelo Porto – é comum vê-lo a percorrer as ruas da cidade seguido de centenas de pessoas.
Foi galardoado com as medalhas de mérito, grau ouro, pelas Câmaras Municipais do Porto e de Penafiel. Em 2015 recebeu o título de doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto e em 2017 foi agraciado com a Ordem de Mérito, grau de Comendador, pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.
Em 2021 ofereceu ao Arquivo Histórico Municipal do Porto uma parte significativa do espólio que reuniu ao longo de décadas de trabalho, fazendo jus a um dos seus maiores prazeres: a partilha de conhecimento para que historiadores, estudiosos e curiosos se possam tornar também, como ele próprio, amantes da sua cidade.

POEMA:

 MÃO DE LAVRADOR

Um a um,
vão caindo da mão do lavrador,
os sonhos com que lavra e semeia a terra.
Não se verão, de imediato, os frutos
de toda a sua guerra...
No Futuro do tempo mais quente
e com ajuda do sol e da água,
assim como a gente que se levanta
também os frutos erguerão cabeça,
engrossarão o corpo,
amadurecerão e darão
o desejado grão e frutos,
de novas sementes
para nosso pão.
Quem poderá guardar a nossa semente,
(quando a seiva já não correr)
para que, como todos os grãos,
possamos, novamente, renascer?
Maria Elisa Ribeiro
Abril/017
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Susana Duarte, António Duarte e 3 outras pessoas

segunda-feira, 24 de julho de 2023

POEMA:

 






NOS SONHOS DE PRIMAVERA

_____________________AMBOS ESTAMOS A SORRIR

 

 

 

O Vento como que trauteia um alegre rumor à luz

do Sol nascente,

 vergado à beleza do eclodir de uma canção-génese- Criação.

Andam pássaros pelo ar voando e pipilando

disparam ideias sobre ideias

Descobrindo os lamentos das montanhas

 onde esbatem rajadas de  ventos-tormentos.

 

Os ventos juntam-se aos tormentos

 soprando ares de jasmim que enfeitam o mar

 que se perde no seio das algas enredadas de cetim.

 

E o poeta

 semeador de mão ferida na dureza da sua terra amassada

em frestas de regos enlameados

 segura suas palavras para os sonhos de Primavera

de quando estivermos a dormir.

 

Ele sabe que,certo dia, a Lua se queixou de dor de parto...

Nasceu Minguante e,num instante galopou para poente

Demente da terra por cobrir num rápido instante.

 

Sorrir? Sempre-no-Nunca,no engano de Vulcano,

O Arcano aparente...

 

A sorrir, a Lua brilhante de luar ilumina as horas de Amor!

Quarto Crescente a dar à luz sorrisos de Quarto Minguante!

 

 

Maria Elisa Ribeiro

©Texto registado

Abril/2020

Bom dia e feliz semana!


 

domingo, 23 de julho de 2023

sábado, 22 de julho de 2023

POEMA





 POEMA :"PROCURA"

Procuro-me, nos dias de triste solidão…
Procuro-me, na escuridão da absurda alegria…
Procuro-me, nos olhos tristes de quem está a sofrer
e no rosto das crianças a quem não deixam viver…
Procuro-me, na minha infância perdida, que foi triste…
…não foi infância...
Procuro-me, nos teus raios de Luar, dispersos por universos Outros
Procuro-me, dentro de mim, onde sei que me perdi…
Procuro-me, sem me encontrar, pendente do teu olhar…
Encontro-me, no ar que respiras, sem que o saibas
ou que o sintas…
Encontro-me, nos dias alegres que não tenho…
…no cansaço de uma abulia…disfórica e em desincronia…
Encontro-me, eu sei, nas passadas que tu dás
sem saberes que vou atrás…
Encontro-me, na sombra da árvore onde te encostas,
deus mortal quase imortal…
Encontro-me, quando respiras meus olhos
e ,naturalmente, me acolhes.
Procuro-me, no ardor que em tudo pões,
quando, a teu lado, me repões…
Procuro-me, no suspirar dos Sentidos,
quando sou teu fogo-vivo…
Procuro-me, no teu leito, onde sei que não me deito!
…e nas águas do rio que deslizam o desvario do Amor…
Procuro-me, NO TEU PEITO AO MEU COLADO,
…na entrega desmesurada de uma troca de Sentidos-esvaídos-a-Viver…
Procuro-me, no meu corpo desejoso, ansioso por se dar
Procuro-me, nas tuas mágoas, no porquê do teu sofrer,
…que quero compreender…
Encontro-me, no que te dou numa entrega total,
sem saber o que dela fazer…
Encontro-me, no meu refúgio escaldante,
…magma-ardente-do- sentir- lava-a-escorrer-me-no-ventre!
Quero água! Quero fogo! Quero a tua terra quente,
sem ar para a arrefecer!
Quero dar-te uma montanha de Amor,
com frestas a preencher,
onde te deves perder, para poderes ENCONTRAR-ME!
Depois…beijo teus olhos…
…aliso teus cabelos…
…passeio-te com minhas mãos…
…ancoro nos teus segredos…
…levo-te noutra viagem, onde eu me sinta SER!
Doce miragem! Oásis a arder!
Continuo a procurar-me
p’ra me Encontrar no teu SER…
Maria Elisa Ribeiro-2011-Portugal