segunda-feira, 10 de outubro de 2022

BBC

 

14 h 
Russia has blamed a truck bomb for the blast - but examination of footage seems to contradict that.

domingo, 9 de outubro de 2022

POEMA EM PROSA

 QUANDO A PROSA ME INVADE A POESIA…

Penso que há lugares diferentes nos nossos corações onde podemos encontrar um espaço para voltar a dançar, pois que a música atravessa os tempos em sementes de flores azuis no pó dos caminhos andados, com a força das orações inocentes dos meninos.
Gosto da palavra “azul”, das ideias azuis, porque me ficam na memória da língua a saber a tinta da cor do céu. Adoro “semente”, porque me sabe a vida, a rejuvenescimento, ao trigo a desabrochar, no cumprir-a-criação
.
Amo as margens do rio onde, deitada na relva macia, olho o céu e oiço os feitiços da natureza que flutuam livres como borboletas sedentas de néctares, cor, luz e amor.
(ALBERTO CAEIRO MEU MESTRE -DE-VIVER!)
Enfeitiçam-me, na memória, os laçarotes brancos que prendia meus cabelitos loiros como um trigal, a adornar os sonhos cor de magia de cada dia e que, num “flash” de tempo, iria perder…
No fundo da objectiva com que revejo o Passado, encontro a infância, que deu tal salto na vida, que me sinto um estranho lugar neste Presente-de-um-Futuro-tão provável-quanto-improvável, da tessitura do tempo.
Ao ouvido, sussurram-me todas as sensações que ordenam o espaço molecular do mistério percorrido…Fui vivendo as gerações ao som de um ciciar permanente de quem é humano, de quem é “PESSOA”, que não se desliga dos sons do vento a tocar CHOPIN nas ramas das árvores, que oscilam perto das flores a emergir, como notas de sinfonia-a-sorrir.
.
Não para a vida interior…Os sentimentos brotam como orvalho que rebenta, ao deslizar pela folha de uma planta, que a não aguenta.
Há coisas mágicas…são a minha noese…só eu as sei …Então, faço de conta que sou POETA e invento uma “criação”…Teço os meus noemas à boleia das palavras de que o meu conhecimento dispõe e sinto-me um tecelão de ideias, que cose numa manta de retalhos a que chamo “a minha doce canção”…Poeta-tecelão! Hábil como pássaro que guarda na sua genética o segredo da construção do ninho, semente de uma verdade, única e inconfundível, que resulta de uma luta metafísica, invencível mas tão vulnerável, como as notas de uma canção.
Uma semente de trigo não se confunde com outra, de milho, por exemplo! Em cada uma há um brilho inconfundível, que vive na escuridão-a-pensar no melhor modo de dar pão…
(SINTO-TE CANTAR-DE-DOR, FLORBELA, ÁVIDA DE AMOR!)
Há coisas mágicas, dizia, que nasceram para permanecerem inteiras e que não podemos observar por partes, senão desaparecem… escorrem pela genética do nosso mistério-sempre-a-SER.
Respeito, amando-os, os meus sonhos velhos, que se Foram. Hoje, posso dar-me ao luxo de estar feliz por tê-los sonhado-a-crescer, porque vivi! Eles estabeleceram pontes de contacto com o presente, de tal modo que a Poesia permite à Prosa que, impunemente, invada o seu território expressivo, sem EU -DEIXAR-DE -SER-EU.
(“A nortada encheu de ilhas o horizonte.
Olhando bem nenhuma é verdadeira;
mas cada uma em mim tem porto e monte
que eu sou homem que vê de outra maneira.”
Vitorino Nemésio)
Ao entardecer, o horizonte enche-se de sombras vermelhas de um amarelo-dourado. No Silêncio, parecem um coro de violinos que se derramou no dia, com as horas-Todas nas minhas mãos.
Amo a Poesia que sai desta imagem e reflecte a minha pessoalidade, sem abafar a música que engrandece as sinfonias de todos nós… de cada um de nós… quando elevamos o cálice para um brinde de grandeza.
Um suave perfume de óleo de jasmim entrou-me no corpo…E dizia, assim
“ FUI AO JARDIM DA CELESTE
GIROFLÉ, GIROFLÁ
FUI AO JARDIM DA CELESTE
GIROFLÉ, FLÉ, FLÁ…”
Os poros cantam ainda… O jardim continua LÁ… A dança mudou…
A Vida está onde está e eu continuo a cantar enganos e desenganos…poema atrás de poema…texto atrás de texto-no-contexto-místico-do-que-sou…
… passado no Presente, nas flores que vivem morrendo-a-desabrochar…nas pegadas deixadas no areal de SOPHIA, que o mar levou para as ondas de ANTIOQUIA …nos caminhos percorridos-a-percorrer que,
dentro de mim,
sinto que Continuam-a-SER…
“ …GIROFLÉ- GIROFLÁ
…GIROFLÉ-FLÉ-FLÁ…”
………………….………………..
Maria Elisa Ribeiro
SET020
Pode ser uma imagem de Margarida-africana e natureza

sábado, 8 de outubro de 2022

Bom fim de semana!


 

Prémio Nobel Da Literatura

 PRÉMIO NOBEL da LITERATURA: atribuído este ano à escritora francesa ANNIE ERNAUX.

(Extracto de um texto no "Diário de Notícias)
A escritora, em Portugal, é atualmente publicada pelo grupo Porto Editora.
Nascida em Lillebonne, na Normandia, em 1940, Annie Ernaux formou-se em Letras Modernas nas universidades de Rouen e de Bordéus.
A editora portuguesa da escritora define-a como "uma das vozes mais importantes da literatura francesa", na atualidade, "destacando-se por uma escrita na qual se fundem a autobiografia e a sociologia, a memória e a história dos eventos recentes".
Foi distinguida com o Prémio de Língua Francesa (2008), o Prémio Marguerite Yourcenar (2017), o Prémio Formentor de las Letras (2019) e o Prémio Prince Pierre do Mónaco (2021) pelo conjunto da obra.
"Um Lugar ao Sol" (1984), vencedor do Prémio Renaudot, e "Os Anos" (2008), vencedor do Prémio Marguerite Duras e finalista do Prémio Man Booker Internacional, estão entre os seus mais conhecidos títulos.
Em Portugal foram publicados "O lugar", pela editora Fragmentos, em 1987, "Os anos", numa nova edição dos Livros do Brasil, em 2020, assim como "Uma paixão simples", que surgiram em Portugal ainda na década de 1990.
"O Acontecimento" prosseguiu este ano a publicação da obra de Annie Ernaux, nesta chancela da Porto Editora.
Ernaux encontrava-se entre os principais candidatos ao Prémio Nobel da Literatura de 2022, de acordo com as apostas feitas durante a última semana, surgindo muito perto do francês Michel Houellebecq e da canadiana Anne Carson.
No anúncio do Nobel, o secretário da Academia Sueca indicou que, até ao momento do anúncio, ainda não fora possível contactar a escritora francesa, para lhe comunicar a atribuição do prémio.
Ernaux é a 17.ª mulher a ganhar o prestigioso prémio entre os 119 laureados de literatura desde que o primeiro Nobel foi atribuído em 1901.
No ano passado, a distinção foi atribuída a Abdulrazak Gurnah, escritor britânico nascido na Tanzânia.
Annie Ernaux trouxe a sua vida para a literatura como afirmação feminina
A escritora francesa Annie Ernaux, Nobel da Literatura 2022, recusa a classificação de "autoficção" para a sua obra, mas a autora trouxe para a escrita a sua própria vida enquanto afirmação política da mulher.
"Líder do romance social contemporâneo", foi como o jornal Le Monde a adjetivou em 2019, quando foi publicado um perfil da escritora a propósito da "descoberta" de que a sua obra estava a ser alvo no mundo anglófono, enquanto a agência francesa AFP se refere a uma "obra essencialmente autobiográfica", na qual Ernaux "produziu uma radiografia impressionante da intimidade de uma mulher que evoluiu ao longo das mudanças da sociedade francesa desde o pós-guerra".
Nascida em Lillebonne, em França, em 1940, a família de Ernaux mudou-se poucos anos depois para a zona operária de Yvetot, onde a escritora fez os estudos secundários e "encontrou raparigas de contextos mais classe média, experienciando a vergonha do seu meio operário pela primeira vez", como se pode ler na biografia disponível numa página sobre a autora de "Uma Mulher", criada por várias especialistas universitárias na obra da francesa.
Ernaux seguiu os estudos na Universidade de Rouen e passou a dar aulas de ensino secundário a partir da década de 1970 até 2000.
O primeiro livro de Ernaux é publicado em 1974, com o título "Les Armoires Vides" ("Os Armários Vazios", em tradução livre, inédito em Portugal), uma estreia literária feita na conceituada editora Gallimard, autobiográfica e sobre o aborto que fez dez anos antes.
O facto de Ernaux - uma mulher - abordar a sua intimidade levou a que a crítica literária francesa fosse particularmente dura nas suas análises: "Era um 'leitmotif' quando as pessoas falavam dos meus livros. Viam indecência em todo o lado. Na realidade, era apenas dirigido a mulheres", disse Ernaux, que defendeu a sua escrita como "política", ao Financial Times, em 2020.
Nesse mesmo texto do jornal britânico é citado um editor parisiense, amigo de Ernaux, que lembrou que a escritora costumava ser "desprezada" enquanto uma "pequena professora da província" e "uma mulher que escrevia sobre si própria", para agora ver a perspetiva mudada: "Um pouco como Marguerite Duras, ela pode escrever uma lista das compras e toda a gente a acha espetacular"...
"
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e em pé

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Amour Divin - Michel Pépé

Boa tarde, meus amigos!


 

BBC

 

6 h 
Things are going so badly on the battlefield that Mr Putin is now reframing the invasion, writes the BBC’s Sarah Rainsford.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

BBC

 

16 h 
Two famous phrases from the football managers have made it into the Oxford English Dictionary.