segunda-feira, 30 de maio de 2022

 Da Poeta brasileira Cora Coralina, in NET-O Pensador:

Das Pedras
Ajuntei todas as pedras
Que vieram sobre mim
Levantei uma escada muito alta
E no alto subi
Teci um tapete floreado
E no sonho me perdi
Uma estrada,
Um leito,
Uma casa,
Um companheiro,
Tudo de pedra
Entre pedras
Cresceu a minha poesia
Minha vida...
Quebrando pedras
E plantando flores
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude dos meus versos.
Cora Coralina
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Bom dia e feliz nova semana!


 

domingo, 29 de maio de 2022

sexta-feira, 27 de maio de 2022

 O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.

Fernando Pessoa
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? Fernando Pessoa " PENSADOR"
Nino Spadaro

Boa tarde, meus amigos e feliz fim de semana!

 


 

10 h 
With fighting intensifying in eastern Ukraine, the Donbas region is seen as essential for Russian success.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

SEA OF TRANQUILITY - Stive Morgan

Jon & Vangelis - I hear you now - legendas pt - tradução

 

45 min 

POEMA (meu)

 UM RETRATO SEM PELE

Digo tudo com palavras
Sem saber, por vezes, que “TUDO” hei-de dizer...
Correm-me pelo corpo através, da pele, enormes saudades
Do que amo: saudades das ondas do mar, da infância,
Da resina dos pinheiros usada na construção dos batéis
Das naus, caravelas e barcos.------------
O bom vento sabe-me----------
-------------- A palavras de saudade
-------------- Nas brisas arqueadas
-------------- Sobre o tom da pele
--------------- Que se me aloja nos sentidos
Meu corpo -------- meus dedos finos -------- repetem a brisa das ondas
Que levantam marés de palavras
----------------- Porque não quero acabar
---------------- Na existência dos silêncios
Meu olhar------ silêncio a espreitar-------- através dos vidros-------
a pele dos meus sentidos
Na mesa do patamar entre a primeira e a segunda escada há um vaso de areia das dunas de Portugal...há um retrato já sem pele(tantos quantos os anos que já passaram) cheio de palavras perdidas ao longo de um caminho que parece não ter levado a parte alguma das tantas encontradas nos ALÉNS da ambição.
©Maria Elisa Ribeiro
Todos os direitos reservados
2021
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Tu e Carlos Pinheiro

 

Russian occupiers launch war on Ukrainian history, burning books and destroying archives