sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

A minha poesia

 








RUMORES POÉTICOS

 

Teus braços

  à volta do meu pescoço

são ramos de árvores

que despertam a minha Primavera,

 quase desperta

 neste parque de diversões que é a VIDA.

 

Ressurge duma Saudade distante,

 o Amor presente

na eternidade deste instante

que se torna

botão em flor,

 a dar frutos nos passos com que me invades de ardor.

 

(Rumores da poesia que nos aquece a chama da inocente Alegria!)

 

Sobre teus lábios reponho o branco horizonte de meu corpo,

onde não havia senão uma manhã a acordar,

tocando a paisagem coroada de sofreguidão,

de uma rosa branca

em permanente e teimosa espera...

 

É fantasia------pura loucura-------

esta mania de guardar fechados na ilusão

os beijos que quis na minha boca, então...

...então, voam meus dedos tontos

 pela pele dos teus segredos

como voz madura que não encontro e que, baila a dourar

as folhas de Outono

 que os vão levar à Primavera

onde o mundo, confidente de nós,

                                                           estará à nossa espera...

 

©Maria Elisa Ribeiro

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JAN/021

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Poema: Riso esvaído da noite

 ACORDO NO RISO ESVAÍDO DA NOITE

Acordo no ventre vazio da noite
que penetrou o corpo
fechado da montanha,
ao abrir brechas de luz na vida
da sua estranha solidão.
(Misteriosa voz canta um riso lúgubre de esvaído luar
Na quase névoa que turva o azul do ar… )
Minha- voz- de-ter-nascido sem berço para se abrigar,
pergunta às águas do mar onde encontrarei abrigo, para
contigo ficar.
(Fugirei sempre de MIM-para-a-MIM-VOLTAR)
Não quero névoas escuras a impedir-me de prosseguir
no silêncio deste Existir-sem-SER.
Despontam estrelas! Escrevo! Vejo-Me no dentro da noite-
-no Dentro-de-MIM.
Nas alturas conjuntas das palavras
que viajam por oníricos firmamentos
segue a Poesia no rasto da vida do sol
e no meio dos astros sorridentes…
Há incêndios nas mensagens de aparições-em-mim…ardem imagens poéticas em conjugações de atracção dos princípios de qualquer fim…
Um riso de esvaído luar ilumina meu dentro-a-AMAR.
Maria Elisa Ribeiro
AGT/018
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BREVES

 

 

No mundo todos gritamos desvarios,

                               dos dias que vamos vivendo.

 

Gritam os jardineiros,

                              que tratam das flores.

 

Gritam as árvores,

 que não resistem ao fogo,

                                          que as destrói,

                                                  da raiz até ao topo.

 

Gritam os homens simples,

                                   quando os políticos mandantes

                                    não entendem  seus dolorosos clamores.

 

Outros, em longes tempos,gritaram já tantas dores!Eram os nossos navegadores, pais, filhos,noivos e outros pequenos-grandes senhores, todos eles homens navegadores,

 que se ajoelhavam perante as massas de água de desconhecidos oceanos,

 que geravam grandes temores.

 

Gritaram escravos,

que arrastaram pedregulhos para construir pirâmides nos desertos, conventos e catedrais.

 

 

Grito EU! Quero o céu do meu viver para Me engrandecer!

 

[me1] 

 

©Maria Elisa Ribeiro

JAN/021


 [me1]

Boa tarde, meus amigos!

 







BREVES

 

 

No mundo todos gritamos desvarios,

                               dos dias que vamos vivendo.

 

Gritam os jardineiros,

                              que tratam das flores.

 

Gritam as árvores,

 que não resistem ao fogo,

                                          que as destrói,

                                                  da raiz até ao topo.

 

Gritam os homens simples,

                                   quando os políticos mandantes

                                    não entendem  seus dolorosos clamores.

 

Outros, em longes tempos,gritaram já tantas dores!Eram os nossos navegadores, pais, filhos,noivos e outros pequenos-grandes senhores, todos eles homens navegadores,

 que se ajoelhavam perante as massas de água de desconhecidos oceanos,

 que geravam grandes temores.

 

Gritaram escravos,

que arrastaram pedregulhos para construir pirâmides nos desertos, conventos e catedrais.

 

 

Grito EU! Quero o céu do meu viver para Me engrandecer!

 


 

©Maria Elisa Ribeiro

JAN/021



terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

The Guardian

 Robert Blomfield’s stunning pictures of the Scottish capital were locked away for decades. Now his family want to share his talent with the world.

Eleições

 

Sondagem: PS à beira da maioria absoluta e chega com 3ª bancada

Malebranche

 in pensamentoextemporaneo.br?/




Rodrigo Marcos Ferreira

 

Nicolas Malebranche (1638-1715), inspirado por convicções religiosas e pelo platonismo agostiniano, buscou fundamentar e harmonizar as doutrinas de Descartes, constituindo um sistema filosófico racionalista de feição mística.

Malebranche critica os filósofos que estudam as relações da alma com o corpo sem considerar sua união com Deus. Segundo ele, o enfraquecimento das relações da alma com o Divino foi consequência do pecado original, que fortaleceu a relação alma-corpo, afirmando que o erro é a causa da miséria dos homens.

Assim, afirma ser necessário denunciar os erros e suas causas através de uma análise das percepções da alma, que se realizariam por três modos distintos, a saber: os sentidos, a imaginação e o entendimento.

Malebranche examina e propaga o exame dos erros devidos a cada uma dessas formas de percepções. Portanto, mediante esse critério de exame seria possível encontrar meios para a descoberta da verdade. No caso dos movimentos que se efetuam entre o corpo e a alma, além dos movimentos internos da alma, teriam em Deus sua causa eficiente.

Essas relações, sendo estabelecidas pela razão divina mediante uma ordem eterna e invariável, poderiam ser compreendidas pelo entendimento da mesma forma como se compreendem as leis da ciência. Os seres particulares não seriam propriamente causas eficientes de nada que ocorre, mas apenas ocasiões para o exercício da causa única, Deus, pois causar é criar, e só Deus pode criar.

Na obra A busca da verdade (Livro III), Malebranche considera que somente o pensamento é essencial ao espírito. O homem não pode conhecer todas as modificações (sensações) de que a alma é capaz. Os sentidos e as imaginações são fontes fecundas e inesgotáveis de extravios e ilusões, mas quanto ao espírito agindo com suas próprias determinações, não está sujeito ao erro. Percebe-se então que este espírito “pensante” pode ser considerado como racional.

O que os sentidos e a imaginação trazem como erros vêm da natureza constituída do corpo. Já os erros do entendimento puro somente podem ser descobertos em consideração à natureza do próprio espírito e as idéias no processo de conhecimento dos objetos.

Dando resposta ao que pode ser o conhecimento e alcance da verdade, Malebranche inspira-se em Santo Agostinho: “a alma, que está separada em todas as outras coisas, tem união direta e imediata com Deus e, portanto, conhece todas as coisas através da visão em Deus” (REALE; ANTISERI, História da Filosofia, p.394).

O homem só conhece as idéias porque são visíveis à sua mente, ao passo que os objetos que essas idéias representam permanecem invisíveis ao espírito. Tudo o que o homem vê é só idéia. Segundo Malebranche, em sentido preciso, idéia é um objeto imediato da percepção; assim, a idéia não está na alma, mas bem próxima dela. As idéias particulares participam da idéia de infinito, mas isso não significa que o homem conhece a essência do infinito.

A experiência do que se passa em nossa mente é extremamente limitada em relação à sua infinita capacidade de modificações. Seguidor de Descartes, Malebranche reafirma: “não se tem idéia clara e distinta da alma”. Ela tem o poder de perceber nas coisas duas espécies: algo nela própria e algo fora dela. As que estão contidas na alma são: os próprios pensamentos, todas as diferentes modificações, imaginações, suas puras intelecções e suas inclinações naturais.

Em relação a Deus, o homem busca conhecer as verdades eternas e extensão inteligível. Da alma não se tem conhecimento de sua idéia em Deus, mas somente de um sentimento interior. E pontua Malebranche: “se pensamos Deus, então ele deve existir”. Deus está muito intimamente ligado às almas dos homens por sua presença, Ele é o lugar dos espíritos, assim como os espaços são os lugares dos corpos.

Deus jamais faz por vias muito difíceis o que pode ser feito por vias simples e fáceis, pois não faz nada inutilmente e sem razão. O que dá ênfase à sua sabedoria e capacidade não é fazer pequenas coisas por grandes meios, isso seria contra a razão. Mas, é fazer grandes coisas por meios muito simples. Sendo assim, somente com a extensão Ele produz tudo o que vemos. No entendimento malebranchiano, Deus vê, portanto, dentro de si mesmo todos os seres. Ele conhece perfeitamente e vê em si mesmo não somente a essência das coisas, mas também a existência delas.

Assim, o filósofo em destaque constrói um sistema acentuadamente teocêntrico, sustentado por fortes motivações de caráter metafísico e religioso.

A Filosofia de Malebranche motiva seus leitores a perceber, sentir, analisar algo de nosso alcance, usar a razão. Perceber pelas sensações e de maneira possível tudo o que nos rodeia. Deixar que o pensamento racional guie nossos desejos e espírito. O homem sábio e bom filósofo é aquele que reconhece que é finito, tem consciência de que nem tudo pode conhecer, mas que tem capacidade de buscar o caminho seguro, controlado, guiado e necessitado de uma força que o transcende: Deus.

 

Referências

REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia, vol. II. São Paulo: Paulus, 2003.
MALEBRANCHE, Nicolas. A busca da verdade. Trad. Plínio J. Smith. São Paulo: Discurso Editorial, 2004.