segunda-feira, 20 de abril de 2020

Florbela!


Pretexto - Poema de Maria Alberta Menéres




Por que não cai a noite, de uma vez?
— Custa viver assim aos encontrões!
Já sei de cor os passos que me cercam,
o silêncio que pede pelas ruas,
e o desenho de todos os portões.

Por que não cai a noite, de uma vez?
— Irritam-me estas horas penduradas
como frutos maduros que não tombam.

(E dentro em mim, ninguém vem desfazer
o novelo das tardes enroladas.)
Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro

BOM DIA!


CONCORDO!

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domingo, 19 de abril de 2020



“Deve-se estar atento às ideias novas que vêm dos outros. Nunca julgar que aquilo em que se acredita é efectivamente a verdade. Fujo da verdade como tudo, porque acho que quem tem a verdade num bolso tem sempre uma inquisição do outro lado pronta para atacar alguém; então livro-me de toda a espécie de poder - isso sobretudo.”

- https://kdfrases.com/autor/agostinho-da-silva

Faleceu...






Maria Alberta Menéres

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Maria Alberta Menéres
Nome completoMaria Alberta Rovisco Garcia Menéres
Nascimento25 de agosto de 1930
Mafamude, Vila Nova de Gaia
Morte15 de abril de 2019 (88 anos)
Lisboa
CônjugeE. M. de Melo e Castro
PrémiosPrémio do Concurso Internacional de Poesia Giacomo Leopardi (1960)
Género literárioRomance, conto, literatura infantil
Magnum opusUlisses
Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres ComM (Vila Nova de Gaia, Mafamude, 25 de agosto de 1930 — Lisboa, 15 de abril de 2019) foi uma escritora e poeta portuguesa.

Biografia

Filha de Alberto Pinto Menéres (8 de setembro de 1902 com 116 ano agora ) e de sua mulher Maria Hermínia de Almeida Rovisco Garcia, nasceu a 25 de agosto de 1930.
Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, teve um bom percurso escolar. Escreveu o primeiro livro em 1952, com o título Intervalo. Em 1960, Água-Memória, valia-lhe o prémio do Concurso Internacional de Poesia Giacomo Leopardi.
De 1965 a 1973 foi professora nos Ensinos Técnicos, Preparatório e Secundário, tendo lecionado Língua Portuguesa e História. Colaborou com vários jornais e revistas literárias — "Diário de Notícias", "Távola Redonda", "Cadernos do Meio Dia" e "Diário Popular", onde coordenou a secção de iniciação à literatura.
De 1974 a 1986, dirigiu o Departamento de Programas Infantis e Juvenis da Rádio e Televisão de Portugal e, em paralelo, organizou a "Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa", com E. M. de Melo e Castro, seu marido.
Entre 1990 e 1993 dirigiu a revista Pais. Entretanto, na Provedoria da Justiça, foi-lhe dada a responsabilidade Provedora de Justiça de Crianças.
A sua obra infanto-juvenil inclui poesia, contos, Banda desenhada, teatro, novelas, cómicos e a adaptação de clássicos da literatura. Em 1986 recebeu o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, pelo conjunto da sua obra literária.
A 8 de junho de 2010 foi agraciada com o grau de Comendadora da Ordem do Mérito.[1]
Morreu a 15 de abril de 2019, na sua residência, em Lisboa.[2]

The Sailor song - Celtic Music Portugal / Canção do Marinheiro - Música ...

Fausto - O Barco vai de saída

Pedro Barroso - "Menina dos olhos d´água"

Dulce Pontes & Banda da Armada - O Amor a Portugal

Pablo Alborán Con Carminho-Perdóname -En Portugués [En Directo].m4v

Estudantina Universitária de Coimbra - À Meia Noite ao Luar - Em quarentena

Boa tarde, meus amigos!
(Foto de Pinterest)

sábado, 18 de abril de 2020

UMA MÁXIMA MUITO PRÓXIMO DA VERDADE...

FALECEU...

para Poetry Group
21 h

 paraCASA DO ARTISTA-TEATRO ARMANDO CORTEZ 🇵🇹

Mais uma estrela a iluminar o céu.Partiu hoje, aos 46 anos de idade, o ator e dobrador Filipe Duarte. Para esta estrela que partiu tão precocemente MUITOS APLAUSOS. 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

POEMA





VOAR NA POESIA
Uma mancha de tinta levanta-se do papel
e começa a flutuar nas rotas do pensamento.
A noite chegou…levemente foi entrando na sobriedade das montanhas, escuras, tamanhas…
Um leite de silêncio escorre-me pelos dedos
pronto a deitar-se no oceano dos poetas que peregrinam,
de pensamento em pensamento, até à palavra perdida…
Uma neblina mística rouba a iluminação das árvores…
Um luar sublime de antigos encontros enlaça-se ao corpo-poema…
As pedras calmas do promontório absorvem a maresia, num mar de poesia…
Os meus olhos de ar azul cor-de-tinta vêem letras e sílabas
por sobre um leito de águas,
prontas a taparem fissuras das palavras adormecidas no fogo dos sentidos…
………………………………………………….Há um odor pairando por sobre as camélias-rosa…
………………………………………………….Há vida escondida nas rosas a germinarem aromas…
………………………………………………….Há a minha doce Palavra-pronta-a-nascer…
---------------------------------------Nos corredores dum dicionário-santuário,
peregrina de uma eterna viagem, falam -me sílabas errantes,
vagabundas da arquitectura lexical,
ansiosas por se juntarem no AMOR, às rosas
das profundidades distantes…
……………………………………………Urge a escrita!
…………………………………………..Urge o poeta na escrita!
…………………………………………..Urge a escrita do poema que reúna as árvores
…………………………………………..do sintagma, fora da cidade negra dos lamentos do Homem!
Não alieno meus versos, apesar da sanha das borboletas
a voarem por sobre lagos de cristal, de fundo azul.
Neles, renasço-nascendo
para chegar a Ser-o-Sonho que anda perdido…
…perdido por se encontrar nas idades que vou tendo,
neste voar pelo reverso do meu verso,
magia do que-vou-sendo…

Boa tarde, meus amigos!


quinta-feira, 16 de abril de 2020