segunda-feira, 2 de maio de 2016

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    Escritor Luís Sepúlveda exige a Schäuble que “deixe Portugal em Paz!”

    TEXTO: ANDRÉ JULIÃO · 13 FEVEREIRO, 2016

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    O escritor chileno Luís Sepúlveda, actualmente a residir em Espanha, publicou uma mensagem na sua página do Facebook a pedir ao ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble que “deixe Portugal em paz” e pare de interferir com as decisões políticas tomadas pelo Executivo.

    Intitulada “Deixe Portugal em paz Herr Schäuble!”, a mensagem de solidariedade para com Portugal está a correr mundo e as redes sociais. O autor de best-sellers como “História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”, “O Velho que lia romances de amor” ou “As Rosas de Atacama” está contra as chantagens do governante germânico ao recém-empossado Governo português.


    Escritor chileno defende portugueses contra ingerências na soberania nacional

    A mensagem, que reproduzimos na íntegra, defende: “Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças alemão, acaba de fazer uma advertência/ameaça/chantagem a Portugal, indicando que ‘perturbar os mercados não é o melhor caminho’.

    Schäuble, que em 1990 foi vítima de um desequilibrado que o condenou para sempre a uma cadeira de rodas, é um dos políticos no activo mais antigos da Europa, e um dos responsáveis pela desastrosa condução económica feita a partir de Bruxelas.

    Pode-se entender que este homem, amante da mais absoluta austeridade, e cronicamente amargo desde que, em 2000, teve de se demitir do ministério pela sua responsabilidade no financiamento ilegal do seu partido, a CDU, odeie agora os portugueses.

    Este homem detesta que os portugueses perturbem os mercados desde o século XIII, detesta que os portugueses comam, bebam, fodam, leiam, cantem e sejam um país soberano.

    Deixe Portugal em paz, Herr Schäuble!”

De Varoufakis...



EUROPA
Varoufakis: a Europa está a regressar aos anos 30
10/2/2016, 8:511.067 PARTILHAS


O ex-ministro das Finanças grego acha que a democracia não funciona na União Europeia e diz que estamos a regressar aos anos 30, quando "Hindenburg deu o poder a Hitler pensando que o podia controlar"
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"As autoridades não sabem o que fazem. Eles inventam à medida que avançam, tal e qual como nos anos 20 e 30", defende Varoufakis

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No rescaldo da apresentação, esta terça-feira, do movimento DiEM 2025 (sigla em inglês para Movimento Democracia na Europa), o antigo ministro das Finanças grego, Yannis Varoufakis, concedeu umaentrevista ao Independent onde diz pretender trazer de volta a democracia a uma Europa que está a regressar aos “modernos anos 30”.

O grego afirma que os “sinais estão por todo o lado” de que a Europa está a fazer ecoar outros tempos históricos: “Nós não temos os nazis a fazerem o Kristallnacht (a Noite de Cristal, durante a qual, em 1938, as autoridades começaram a destruir sinagogas e lojas judaicas e a agredir judeus na Alemanha e Áustria). Nós temos nazis a fazer coisas semelhantes num subúrbio da Grécia, onde eles atacam a meio da noite as lojas e casas de migrantes”.


Varoufakis admite que “existem grandes diferenças” entre os dois períodos históricos, mas defende que, “de uma perspetiva económica, temos terríveis semelhanças”.

Sobre o sistema democrático na Europa, a opinião do antigo ministro grego é simples: não existe. “Se o desemprego fosse 10-11% no Reino Unido ou nos Estados Unidos, a administração teria entrado em colapso. Mas na Europa nós não temos processo democrático”.

O antigo ministro das Finanças grego defende que as reuniões do Eurogrupo sejam filmadas, para que haja maior transparência. Outro órgão com deficiências é o Parlamento Europeu. Para Varoufakis, trata-se de um parlamento “só de nome”: “É o único parlamento de sempre que não pode legislar.”

Por tudo isto, defende que “as autoridades não sabem o que fazem”. “Eles inventam à medida que avançam, tal e qual como nos anos 20 e 30. Quando Hindenburg deu o poder a Hitler pensando que o podia controlar”.

Proponha uma correção, sugira uma pista:
observador@observador.pt

Poema meu











Poema :

MULHER-ME-FUI-SENDO

lembrar-te, agora, é sentir que o tempo costumava
transbordar de ti … e isso dói…
…tudo porque a tua presença-ausente continua a viver…AQUI


o sol langoroso, louro-quente, felpudo de chamas ardentes
desce pela vidraça e desnuda-se, deliciado, no soalho que pisaste.
Envolve o quarto o bafo quente que sai pela vidraça por onde entrou.

adiante, tenho a montanha que me viu-ser-gente…
…a montanha desse Outubro longínquo e distante
que amontoava as folhas caídas junto das pinhas e das agulhas
de pinheiros, dos fetos e dos abetos onde vivi tantas brincadeiras…

Mulher-Terra Mulher-telúrica Mulher-Mulher-Me- FUI-SENDO.

hoje, quando Me lembro, procuro-Me na solidão
dos atalhos poeirentos… sento-me entre os penedos
que nunca abandonaram os momentos-dos-meus-tempos.
olho o céu, de onde cai um azul-verde cuja sombra me permite
ver as fundas brechas que se abriram na idade da montanha e
nas raízes das árvores que a prendiam à terra, como me prendia eu
às escadas de pensamentos por onde chegava ao céu.

o silêncio é cortado apenas pelo marulhar dos tímidos ribeiros
que passam ao lado das cabras, a correr pelos carreiros que
vão desaguar no vale, lembrando cais de marinheiros-a-voltar.

continuo a nascer
crescendo em cada madrugar que
se vai prolongando
pelos crepúsculos em que não te quero recordar…
continuo a perder os olhos pelo horizonte,
mesmo em frente do meu silêncio mimético,
onde passam avezitas a dialogar com o silêncio-da-Hora…

Maria Elisa Ribeiro
ABL/016



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Na Birmânia...



Público
12 h ·


Tudo é esperança no primeiro mês de vida do Governo liderado por Aung San Suu Kyi. Reportagem do Público num país que está a sair de mais de 50 anos de ditadura.



Na Birmânia a esperança é tanta que até assusta
E tudo é desafio, sobretudo nos territórios devastados pelos conflitos, como o Estado Karen, no Leste do país.
PUBLICO.PT

Sobre o problema espanhol...



Público
7 h ·


A opinião de Jorge Almeida Fernandes.



O dilema espanhol
Os “emergentes”, tanto o Podemos como o Cidadãos, não vieram para “embelezar a política” mas para concorrer com os antigos, o que torna difícil fazer pactos e coligações.
PUBLICO.PT

Editorial de "Público":


EDITORIAL
1.º de Maio de 2016: afinal havia lutas


DIRECÇÃO EDITORIAL

01/05/2016 - 22:26


CGTP terá greves e manifestações em Maio, UGT exige 35 horas na função pública em Julho. Afinal...




0







TÓPICOS

PS
Sindicatos
CGTP
UGT
1.º de Maio
Editorial


O que se passa com os sindicatos? Quando esperavam deles sinais de acalmia (há um governo do PS com apoio parlamentar do PCP e do Bloco, a troika já lá vai, houve um rol de reversões nas medidas mais impopulares), decidiram, neste 1.º de Maio, carregar nas teclas “greve”, “exigência”, “reivindicação”, “aumento”, e todas as mesmo tempo. A CGTP anunciou uma semana de lutapara a segunda quinzena de Maio (com greves e manifestações nas empresas) e a UGT exige, já para 1 de Julho, que o governo reponha as 35 horas de trabalho semanal em toda a função pública, qualquer que seja o vínculo laboral dos contemplados. A CGTP vai mais longe: quer estendê-las ao sector privado.

Dito assim parece uma declaração de guerra. Mas filtrado pelas vozes dos líderes nos comícios ainda soa mais convicta e “feroz”. Verdade? Encenação? Há uma atmosfera de exaltação, é certo, mas ela pode pretender atingir dois objectivos antes de chegar ao terceiro, o rol das reivindicações propriamente ditas. O primeiro, será garantir o apoio incondicional ou, pelo menos, muito empenhado, das respectivas clientelas; e este, a julgar pela forma entusiástica como os discursos foram recebidos (nas ruas de Lisboa e Porto, entre a CGTP; no pavilhão Multiusos de Viseu, no comício da UGT), estará minimamente garantido. O segundo, é deixar um sinal público ao governo de que a rua o pressionará até julgar necessário: “se não se portar mal”, como dizia um manifestante, o governo talvez seja deixado em paz. O terceiro é, agitando várias bandeiras, marcar pontos em alguma – e isso, não sendo novidade porque faz parte da estratégia sindical desde há muito, acabará por criar alguma turbulência à gestão “sorridente” de Costa. É que se este 1.º de Maio deixou alguma certeza é que o governo não vai ter vida fácil no que toca aos problemas laborais. Se algo foi já reposto ou devolvido, dentro das contas entretanto feitas, a pressão vai manter-se até que haja mais cedências. Será uma moeda de troca constante, a pressão sindical das ruas a par do comportamento dos partidos à esquerda do PS no Parlamento. “Temos de ser nós a vigiar”, disse um manifestante em Lisboa. E isto diz quase tudo. O resto disseram-no, entre os manifestantes da CGTP, Catarina Martins (“Queremos mais”) e Jerónimo de Sousa, garantindo que “uma nova solução política, ao contrário do que se diz, não vem travar ou esmorecer a luta.”

Há, mesmo assim, ajustamentos inevitáveis nas palavras de ordem. Onde estava “A luta continua, o governo para a rua”, passou a estar (no caso da CGTP), “A luta continua, nas empresas e na rua”; e havia cartazes onde estava inscrita, secamente, a frase “Outra política”, sem ficar claro se é a que hoje existe ou outra que se queira para o futuro. Isto justifica-se por vivermos um período em que tudo é, ainda, incerto: a forma como o governo fará sobreviver as suas medidas, a forma como as negociará com a Europa e a margem de manobra que resta para atender a mais reivindicações. Para já, o que temos é isto: exigências e greves no curto prazo. Para um governo “amigo”, é obra.


BBC News
5 h ·


It amounts to the tusks of about 6,700 elephants.



Kenya sets fire to huge ivory stockpile
BBC.IN



BBC News
2 h ·


Alex Lowe and cameraman David Bridges were killed by an avalanche on the Shishapangma peak in Tibet 16 years ago.



Climbers' bodies found in glacier
BBC.IN


BBC News
31 min ·


Five years after the al-Qaeda leader was killed in a raid in Abbottabad. The BBC's M Ilyas Khan finds a neighbourhood changed forever and some unsettling and unanswered questions.



How lives of Bin Laden's neighbours changed forever
BBC.IN

Lusibero tem página no facebook:












https://www.facebook.com/mariaelisa.ribeiro.75

Bom dia e feliz semana, amigos de Lusibero!


Do Filósofo Agostinho da Silva



De Agostinho da Silva , in O Citador

"Escolher a Felicidade
Nem paz nem felicidade se recebem dos outros nem aos outros se dão. Está-se aqui tão sozinho como no nascer e no morrer; como de um modo geral no viver, em que a única companhia possível é a daquele Deus a um tempo imanente e transcendente e a dos que neles estão, a de seus santos. Felicidade ou paz nós as construímos ou destruímos: aqui o nosso livre-arbítrio supera a fatalidade do mundo físico e do mundo do proceder e toda a experiência que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podemos transformar em positiva. Para o fazermos, se exige pouco, mas um pouco que é na realidade extremamente difícil e que não atingiremos nunca por nossas próprias forças: exige-se de nós, primacialmente, a humildade; a gratidão pelo que vem, como a de um ginasta pelo seu aparelho de exercício; a firmeza e a serenidade do capitão de navio em sua ponte, sabendo que o ata ao leme não a vontade de um rei, como nos Descobrimentos, mas a vontade de um rei de reis, revelada num servidor de servidores; finalmente, o entregar-se como uma criança a quem sabe o caminho. De qualquer forma, no fundo de tudo, o que há é um acto de decisão individual, um acto de escolha; posso ser, se tal me agradar, infeliz e inquieto."


Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'

Poesia de Manuel António Pina



De Manuel António Pina, in Net

O Lado de Fora
Eu não procuro nada em ti,
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.


Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.

O meu rosto não reflecte a tua imagem
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.

Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.

Manuel António Pina, in “O Caminho de Casa”

domingo, 1 de maio de 2016

Boa noite, amigos de Lusibero!(Foto google)


UM BURRO COM MANIAS....



"Passos Coelho teima em tratar o Presidente por Dr Rebelo de Sousa, parecendo querer ignorar que o Presidente é professor catedrático e ele um licenciado à pressa e sem brilho. Mas o facto é que o Presidente Marcelo anda feliz e fala cada vez mais. Em contraponto, Passos Coelho anda triste e fala cada vez menos. Entre um e outro António Costa sorri e fala só o suficiente. É a vida!" (Da Net)



Passos Coelho: ‘O Presidente da República irradia felicidade’
A entrevista tem lugar na sede do PSD, na Rua de S. Caetano à Lapa, numa sala de aspecto clássico, com gravuras antigas nas paredes. Passos Coelho chega com meia…
SOL.PT|DE JORNAL SOL

ELE TEM QUE SER OBRIGADO A PAGAR O QUE NOS ROUBOU!!!!


partilhou a publicação de Maria Maria.
2 min ·



É PRECISO FAZÊ-LO PAGAR O QUE ROUBOU!!



‎Maria Maria‎ para QUE SE LIXE A TROIKA - QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS - a Luta vai Continuar
1 h ·



Que Justiça seja feita!!! Obriguem-no a repôr o que gamou!!!



PJ investiga rasto de 24 milhões de euros a partir de escutas telefónicas de Paulo Portas - Vais...
PJ investiga rasto de 24 milhões de euros a partir de escutas telefónicas de Paulo Portas o polémico concurso de dois submarinos adquiridos pelo Estado
VAISAMAR.INFO

O DOENTE MENTAL NÃO PERDE A "DOR DE COTOVELO"!

Desporto:



Jornal de Notícias partilhou uma ligação.
14 h ·



As fotos da vitória do Sporting no Dragão
JN.PT|DE GLOBAL MEDIA GROUP

In www.jn.pt____O 1º de Maio


Opinião
1.º de Maio

Manuel Carvalho da Silva01 Maio 2016 às 00:00





1.º de Maio
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ÚLTIMAS DESTE AUTOR
1.º de Maio
25 de Abril é amanhã
Tensões e entorses
Emprego, salários e offshores
Jovem aos 40

Manuel Carvalho da Silva01 Maio 2016 às 00:00





A cartilha teórica e a ação do neoconservadorismo e do neoliberalismo que vão subjugando as pessoas e as sociedades alimentam-se muito de dois fatores: (i) um exercício permanente de apagamento da memória a partir de releituras de factos e contextos históricos, para nos parecerem novas as velharias que causaram dor e repúdio; ii) a apresentação das suas propostas como únicas, convidando assim os seres humanos a submeterem-se, a distanciarem-se da responsabilidade de pensarem livremente, de democraticamente construírem caminhos alternativos.

Quando, há 130 anos, os trabalhadores de Chicago e os seus dirigentes foram massacrados por reivindicarem 8 horas de trabalho diário e o início do reconhecimento de direitos essenciais que hoje qualquer "liberalão" diz não pôr em causa, já décadas de humilhações e sofrimento haviam sido impostas. E um penoso caminho iria ser percorrido até que, em 1944, se plasmasse o compromisso universal de que "o trabalho não é uma mercadoria" (Declaração de Filadélfia). Só muito lentamente, em particular ao longo do século XX, se foram instituindo (o que não significa prática imediata) os direitos a um horário de trabalho de 8 horas diárias, a salário efetivo, à eliminação do trabalho infantil, a proteção mínima para as mulheres, ou o reconhecimento do Direito do Trabalho como ramo específico do Direito, da liberdade sindical e do papel indispensável da negociação coletiva. A proteção na maternidade ou na doença, o reconhecimento de direitos sociais fundamentais, do direito ao trabalho, a proteção no desemprego, a igualdade entre homens e mulheres e muitos outros, surgiram muito mais tarde.

Já no século XIX os patrões e a maior parte dos governantes bradavam contra os "trabalhadores malandros" e contra os sindicatos e diziam que era preciso "sacrifício" para as empresas serem competitivas. E juravam que melhorariam os salários logo que houvesse mais riqueza para distribuir. Mas as condições de vida dos trabalhadores e dos povos só melhoraram com a luta, depois de muita repressão, de horrores e guerras que podiam e deviam ter sido evitados.

Quando em 1919, no rescaldo da I Guerra Mundial, foi criada a Organização Internacional do Trabalho ficou vincado que a guerra tinha surgido no contexto de uma sociedade profundamente injusta, em resultado da exploração desmedida do trabalho, e que essa injustiça era a maior ameaça à paz. Por isso, o compromisso para que governos, patrões e sindicatos participassem, em pé de igualdade, nessa importantíssima organização mundial que havia de ser referência para a constituição da ONU (nela se integrando) e para a formulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os direitos dos trabalhadores e o movimento sindical são património inalienável das sociedades modernas e democráticas. Na emergência de uma nova era, seria dramático se, apesar do extraordinário avanço do conhecimento, das tecnologias, da automação, da capacidade incomparável de se criar riqueza e a poder distribuir melhor, nos deixássemos embalar pelas cantilenas que nos conduzem ao retrocesso.

Chega de mentiras! Os trabalhadores portugueses e as suas famílias fizeram sacrifícios em nome de melhores condições para as gerações futuras e quais os resultados? Os milhares de milhões de euros que saíram do trabalho para o capital desaguaram na criação de emprego ou no aumento das fortunas de alguns, escondidas em offshore? A imposição de baixos salários e precariedades aos trabalhadores mais jovens é para os ajudar? A diminuição do investimento cria emprego no futuro? A destruição de atividades produtivas favorece a quem? Menor investimento na saúde, no ensino, na proteção social beneficia gerações futuras? Então não é uma evidência que a emigração empobrece e incapacita o país?

Neste Dia do Trabalhador, com a memória projetada para o futuro, com responsabilidade, vamos manifestar-nos, exigindo trabalho digno e justa distribuição da riqueza.
CONTINUAR A LER



Leia mais: 1.º de Maio http://www.jn.pt/opiniao/carvalho-da-silva/interior/1o-de-maio-5152047.html#ixzz47OmiXbWq
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"Uma Polícia única?" Ler a entrevista completa em www.publico.pt


ENTREVISTA
“Não estão criadas condições para a polícia única”


SÃO JOSÉ ALMEIDA , NUNO RIBEIRO e PEDRO SALES DIAS

30/04/2016 - 08:03


Na GNR, o caminho natural é que um dia sejam os seus próprios oficiais a dirigir o corpo, em detrimento dos generais do Exército, diz a Ministra da Administração Interna.



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Constança Urbano de Sousa

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Ministra quer forças de segurança com acesso a mais informações
Estudo sobre suicídios na PSP estará pronto até ao final do ano
Trânsito em Lisboa e Porto na Polícia Municipal “de forma faseada”


Portugal vai "continuar a ter um sistema dual de polícias, ou mesmo de multipolícias", diz a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. A polícia única "é uma questão antiga, quase para um milhão de dólares", ironiza.

Haverá, na GNR, o avanço simbólico de promoção de oficiais da Guarda para as chefias do corpo, em detrimento dos militares do Exército?
A ascensão dos oficiais da Guarda ao topo da hierarquia é uma questão antiga que tem de ser concretizada porque, entretanto, temos no seio da GNR uma massa crítica e um número suficiente de oficiais que já estão em condições, ou poderão estar, a breve trecho, de assumir o comando da sua corporação, tal como aconteceu com a PSP.

Qual o feedback que tem dos generais do Exército sobre esta matéria?
É uma realidade à qual não podemos fugir. Não tive nenhum feedback dos generais do Exército sobre este assunto, mas penso que é o processo natural dentro da própria GNR. A partir do momento em que existem oficiais que nasceram, foram criados na GNR, o caminho natural é que um dia sejam eles a estar em melhores condições para poder gerir a instituição a que pertencem, porque é sua. Estou convencida de que, então, haverá um grande salto qualitativo na GNR porque, no seu topo, teremos pessoas que conhecem em profundidade a missão da GNR, que, pese embora a matriz militar dos seus membros, é de força de segurança, de polícia, não é uma missão de defesa nacional.

Que pensa fazer para melhorar as relações entre PSP, GNR e PJ? Vê possível a integração destas três forças?
A questão que coloca é extremamente difícil, antiga, quase para um milhão de dólares. Está a colocar a questão da polícia única. Independentemente da opinião pessoal que tenha, reconheço que ainda não estão criadas as condições no país para equacionar essa possibilidade. Portanto, vamos continuar a ter um sistema dual de polícias, ou mesmo de multipolícias.

A Lei de Segurança Interna tem quase 30 anos e há uma multidão de forças policiais com tutelas dispersas, quase um emaranhado...
É verdade, essa é a nossa realidade. Temos de dar o salto qualitativo em frente, que é pôr essas polícias a colaborar umas com as outras, baseado no princípio da confiança mútua, que é a pedra-de-toque para ter um sistema de segurança interna mais eficiente e haver uma coordenação entre todas. As relações têm de ser fomentadas, acarinhadas, desenvolvidas com o tempo. Mas estão criadas as condições para que as polícias dêem esse passo de, diria, maturidade.

Nesse processo, haveria a formação conjunta de oficiais da GNR e PSP?
A formação é um passo muito importante, independentemente das forças e serviços de polícia a que pertencem. Não só por a formação ser comum, mas também pelo convívio directo. Estas forças são compostas por homens e mulheres que necessitam de criar laços de alguma cumplicidade, cada um nas suas competências. A formação conjunta seria um instrumento impulsionador dessa maior confiança mútua.

Tem conhecimento de que na GNR e na PSP os agentes com mais autos passados têm maior pontuação nas avaliações?
A velha questão da caça à multa. Esse não pode ser o único critério de avaliação. Os autos de contra-ordenação podem ser um medidor da actuação de um polícia ou da sua proactividade policial. Se as polícias não fiscalizarem nunca as estradas, é claro que poderá haver uma série de transgressões que nunca serão autuadas. E isso também não é desejável, por uma razão muito simples: é necessário implementar as normas que estão no terreno. Penso que não existe esse prémio de carreira, porque tenho visto muitas pessoas que nem sequer estão no serviço operacional, ou seja, não estão nas multas ou no trânsito e que têm sido promovidas com avaliações excelentes. Fazem outro tipo de serviço. Serviço de policiamento de proximidade, escola segura, e que não estão ali para autuar.


Um chip que ataca o cancro no sítio certo


SIBILA LIND

29/04/2016 - 12:12




0:09



Robert Langer é finalista da 11.ª edição do Prémio Europeu do Inventor 2016, na categoria de Países não-Europeus. O investigador americano desenvolveu um método de tratamento do cancro localizado, através de um ou vários chips que são inseridos no local exacto do tumor. Ao contrário das substâncias administradas por injecções ou medicamentos, o efeito deste método é mais eficaz e não interfere com os outros órgãos. A substância que os chips libertam pode ainda ser controlada, o ideal para quimioterapias de longa duração.

Dois cientistas portugueses, Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, estão entre os finalistas do prémio, na categoria de Investigação. Os 15 finalistas do Prémio Europeu do Inventor são provenientes de 13 países e as invenções “cobrem uma área vasta de áreas tecnológicas, nomeadamente a segurança automóvel, a bioquímica, a comunicação, o ambiente, a electrónica ou a nutrição. Os vencedores são conhecidos a 9 de Junho, numa cerimónia em Lisboa.

Morreu Paulo Varela Gomes: Editorial de "Público", em www.publico.pt


EDITORIAL
Paulo Varela Gomes


DIRECÇÃO EDITORIAL

30/04/2016 - 21:55







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Editorial
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Paulo Varela Gomes


Eram da exacta dimensão deste texto, as crónicas que Paulo Varela Gomes escrevia para o PÚBLICO, primeiro no P2, depois na revista de domingo. Agora que, infelizmente sem surpresa, fomos confrontados com a notícia da sua morte, é a lembrança delas que primeiro nos assalta, conduzindo-nos através das palavras (que, junto com as ideias, como bem lembra António Guerreiro, “foram as suas armas poderosas”) à pessoa do seu autor. E é uma memória viva, essa, a que Paulo Varela Gomes deixa. São raros os que, como ele, abarcam com segurança várias áreas do conhecimento, discorrendo sobre elas de forma ardorosa, inteligente e lúcida. Daí que, em muitos momentos, quando aqui no jornal se falava de determinado tema, surgisse com naturalidade o seu nome. Era ele a pessoa certa para escrever sobre aquilo. E, nas crónicas ou fora delas, quer escrevesse sobre história, pintura, fotografia, arquitectura ou até, por exemplo, sobre um romancista de aventuras – como Emílio Salgari (1862-1911), que ele lera sofregamente na juventude –, a sua escrita tinha um traço distintivo, uma fala própria, que exprimia (voltando a António Guerreiro) “com uma perícia e um júbilo inauditos”. Por altura da sua Última Aula, em Dezembro de 2012, quando se aposentou, destacou Jorge Figueira nas páginas do PÚBLICO o seu papel na crítica de arquitectura, com um inequívoco elogio: “Merece um reconhecimento nacional, e internacional, alargado e formal, que lhe tem escapado.” Mas esse ano, 2012, tinha sido o da descoberta do cancro, em Maio, precisamente o mês que agora recomeça já sem ele. O que tinha a dizer sobre a doença e a forma como a encarou e desafiou, a ponto de planear um suicídio a que renunciou, deixou-o exemplarmente escrito no texto Morrer é mais difícil do que parece, publicado em 2015 na revista Granta e agora abundantemente citado. Mas não era a morte que o ocupava, “essa Senhora de Negro” com a qual imaginariamente dialogou e disso deu conta na escrita; era a vida. A que encontrava na natureza, na arte, sobretudo na pintura, que preferia à fotografia por razões que explicou na crónica Um sopro de vida (2013): porque a fotografia é “um instrumento histórico e uma certidão de óbito” e uma pintura permite “contemplar o ‘milagre’ levado a cabo pela mão e o espírito humanos, o milagre de rivalizar com a realidade invisível.” Este outro ‘milagre’ conseguiu-o ele também nos seus imensos escritos, muitos deles inesquecíveis, nas palavras com que foi combatendo a morte. Por isso ela não o derrotou, mesmo no
fim.

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Público
1 h ·


Petróleo no Algarve? "Não", respondem autarcas, ambientalistas, empresários, cidadãos e estrangeiros.



Uma concessão polémica uniu o Algarve contra o petróleo
A perspectiva de prospecção e exploração de petróleo dentro de zonas protegidas gerou uma aliança inesperada na região entre autarcas, ambientalistas,…
PUBLICO.PT

FELIZ "Dia da Mãe", mulheres de todo o mundo!

Poema de Eugénio de Andrade (1923-2005), in O Citador
Poema à Mãe


No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"

Feliz 1º de Maio, amigos!

MULHER-MAIO
Bom dia minha amiga digo em Maio
és uma rosa à beira dum tractor
neste campo de Abril onde não caio
a nossa sementeira já deu flor.
Bom dia minha amiga eu sou um gaio
um pássaro liberto pela dor
tu és a Companheira donde saio
mais limpo de mim próprio mais amor.
Bom dia meu amor estamos primeiro
neste tempo de Maio a tempo inteiro
contra o o tempo do ódio e do terror.
Se tu és camponesa eu sou mineiro.
Se carregas no ventre um pioneiro
dentro de ti eu fui trabalhador.
José Carlos Ary dos Santos