Poema:
BREVES
O poeta desce aos subterrâneos do mundo invisível,
oculto pela opacidade das superfícies Com a sua palavra
torna-se um transfigurador verbal-do-impulso-de-criar
Tal Orpheu,
desce aos infernos com a luz musical da palavra
e procura encontrar a alma em harmonia
com a beleza do dia a alvorecer
Percorre caminhos da verdade que desconhece…
Agita os sonhos que podem tornar o mundo morada do amor…
Liberta-se das insónias que não querem-acordar para ver
o belo de uma flor a abrir a majestade de uma cascata a deslizar
o voo de um pássaro
a furar o orvalho da manhã.
Maria Elisa Ribeiro- JAN/015
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