segunda-feira, 15 de julho de 2024

Bom dia, meus amigos, e uma feliz semana!


 

POEMA

 BREVES

seguro-me à tua mão que me encaminha
nas nossas viagens,
de cá para lá e de lá para cá,
e que, depois de cansada,
descansa em meu peito
no dorso das horas.
vejo-a passar pela maciez das pétalas nobres
e sinto-lhes o aroma do sal,
que sempre impediu toda a podridão das terras adubadas.
em tuas mãos vive o teu olhar
com a força de um coração,
sempre a chamar pela minha emoção
de cá para lá e de lá para cá,
ao ritmo do caminhar dos ponteiros do relógio
que por nós passa sem falar.
©Maria Elisa Ribeiro
Direitos reservados
OUT/2021
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domingo, 14 de julho de 2024

sábado, 13 de julho de 2024

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Bom Dia, meus bons amigos!


 

POEMA: FATIA de VIDA

 Poema: Fatia de Vida

FATIA DE VIDA
Como ramo de árvore que se prende a outra árvore,
Enlaço-me a teu peito...
Tenho medo de cair. Seguro-me aos teus olhos, mais perto do coração
Onde pouso as minhas mãos.
Oiço o teu arfar faminto e
deixo-me ficar suspensa desse teu VIVER-de-VIDA.
Sinto já saudades de não estar aqui DEPOIS!
Vejo-me ave no ninho,posta aqui neste raminho
Que é teu corpo dormente.
Saem-me da boca palavras
que tu não ouves mas que bem entendes.
Alongo-me a teu jeito e sou algodão -em-rama
que assim te cai no peito.
Lá fora chove mas eu vivo o meu-cá-Dentro.
É então que invado as margens das tuas ravinas
onde o suor escorregadio do amor planta gotas de MIM
que absorves cobiçoso numa dança sem fim!
O sol, a pino...
As aves a recolher...
As matas a escurecer...
e tu vives nosso amor no reflexo doirado
de mim, ser apaixonado.
Ao longe sentem-se os raios de luz de uma nova aurora.
Batem nos cortinados
sem saberem a alegria de acordar
desta Vida Plena...
Dorme, senhor meu,
que o mar turbulento
ainda não te deixa acordar.
Maria Elisa Ribeiro-PORTUGAL
TEXTO REGISTADO
©FEV/2023
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quinta-feira, 11 de julho de 2024

Boa noite, meus amigos!


 

Poema de CESARE PAVESE, in O Citador (NET)

 In O Citador, poema de Cesare Pavese:

A Noite
Mas a noite ventosa, a noite límpida
que a lembrança somente aflorava, está longe,
é uma lembrança. Perdura uma calma de espanto,
feita também ela de folhas e de nada. Desse tempo
mais distante que as recordações apenas resta
um vago recordar.
As vezes volta à luz do dia,
na imóvel luz dos dias de Verão,
aquele espanto remoto.
Pela janela vazia
o menino olhava a noite nas colinas
frescas e negras, e espantava-se de as ver assim tão juntas:
vaga e límpida imobilidade. Entre a folhagem
que sussurrava na escuridão, apareciam as colinas
onde todas as coisas do dia, as ladeiras
e as árvores e os vinhedos, eram nítidas e mortas
e a vida era outra, de vento, de céu,
e de folhas e de coisa nenhuma.
Às vezes regressa
na imóvel calma do dia a recordação
daquele viver absorto, na luz assombrada.
Cesare Pavese, in 'Trabalhar Cansa'
Tradução de Carlos Leite
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Maria Elisa Ribeiro

Sobre o escritor e poeta italiano CESARE PAVESE, in O Pensador

 Sobre o escritor e poeta italiano Cesare Pavese, in O Pensador:

"Disciplina Antiga
Os que bebem não sabem falar às mulheres,se perderam de tudo, e ninguém os aceita.
Andam lentos na rua, e as ruas e postes não têm fim.
Alguns deles dão giros mais longos, mas não há o que temer:amanhã eles voltam para casa.
O que bebe imagina que está com mulheres-como postes à noite são sempre os mesmos, assim as mulheres são sempre as mesmas-; nenhuma o escuta.
Mas o bêbado tenta, e as mulheres não o querem.
As mulheres, que riem, conhecem de cor suas palavras.
Por que riem assim as mulheres ou gritam, se choram?
O homem bêbado quer e deseja uma bêbada que o ouvisse calada. Mas elas o atiçam:"Para ter esse filho, é preciso contar com a gente."
O homem bêbado abraça-se ao bêbado amigo que esta noite é seu filho, nascido sem elas.
Como pode umazinha que chora e que grita dar-lhe um filho amigo? Se aquele é um bêbado, não recorda as mulheres no andar inseguro, e esses dois perambulam em paz. O filhinho que conta não nasceu de mulher- pois seria mulher também ele. Caminha com o pai e conversa:toda a noite iluminam-lhe os passos os postes."
Cesare Pavese
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POEMA

 






VOAR NA POESIA

 

 

Uma mancha de tinta levanta-se do papel

e começa a flutuar nas rotas do pensamento.

A noite chegou…levemente foi entrando na sobriedade das montanhas, escuras, tamanhas…

 

Um leite de silêncio escorre-me pelos dedos

pronto a deitar-se no oceano dos poetas que peregrinam,

 de pensamento em pensamento, até à  palavra perdida…

 

 

Uma neblina mística rouba a iluminação das árvores…

Um luar sublime de antigos encontros enlaça-se ao corpo-poema…

As pedras calmas do promontório absorvem a maresia, num mar de poesia…

 

Os meus olhos de ar azul cor-de-tinta vêem letras e sílabas

 por sobre um leito de águas,

 prontas a taparem fissuras das palavras adormecidas no fogo dos sentidos…

 

………………………………………………….Há um odor pairando por sobre as camélias-rosa…

………………………………………………….Há vida escondida nas rosas a germinarem aromas…

………………………………………………….Há a minha doce Palavra-pronta-a-nascer…

 

---------------------------------------Nos corredores dum dicionário-santuário,

peregrina  de uma eterna viagem, falam -me sílabas errantes,

vagabundas  da arquitectura  lexical,

ansiosas por se juntarem no AMOR, às rosas

das profundidades distantes…

 

……………………………………………Urge a escrita!

…………………………………………..Urge o poeta na escrita!

…………………………………………..Urge a escrita do poema que reúna as árvores

…………………………………………..do sintagma, fora da cidade negra dos lamentos do Homem!

 

Não alieno meus versos, apesar da sanha das borboletas

a  voarem por sobre lagos de cristal, de fundo azul.

Neles, renasço-nascendo

para chegar a Ser-o-Sonho que anda perdido…

…perdido por se encontrar nas idades que vou tendo,

neste voar pelo reverso do meu verso,

magia do que-vou-sendo…

 

Maria Elisa Ribeiro

JUL/2013

Bom Dia, meus amigos!


 

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Fernando Namora

 O pensamento de Fernando Namora, in Net:

"Vou fazendo horas - metade da vida é uma perdulária expectativa. E tonta. E ansiosa. E inútil. Como quem se sentou numa gare de caminho-de-ferro, à espera de um comboio que não se sabe quando passará e qual o seu destino. Certeza, e relativa, está apenas no local de espera. E às vezes na própria espera. Se chegamos a concretizar a viagem, o lugar aonde o comboio nos levou, desilude-nos. Isso, porém, não impede que tudo venha a repetir-se. Desperdiça-se o instante real e concreto, mas que, como areia, se nos escapa das mãos, em favor de uma ilusória vez seguinte."
Fernando Namora
Inserida por gtrevisol
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Maria Elisa Ribeiro